segunda-feira, 24 de abril de 2017

Gastronomia do Mundo - Santorini

Gastronomia do Mundo - Santorini

Hoje inicia uma nova série de artigos no blog, desta vez dedicados aos pratos típicos dos locais que vou visitando. Para primeiro artigo decidi falar de um local que amo e de uma cozinha pela qual me apaixonei, a cozinha grega.

A culinária grega é uma cozinha tipicamente mediterrânica, conhecida por utilizar ingredientes naturais, e frescos, sendo uma das cozinhas mais saudáveis do mundo. E a culinária de Santorini não foge a estes pressupostos.
A gastronomia de Santorini é caracterizada por uma grande variedade de sabores e de cores e o azeite é uma das presenças essenciais dos principais pratos da região, nomeadamente da Moussaka, o prato de que hoje falarei.


Foto - Jono and Jules do Food and Wine

Este magnífico prato é muito semelhante a uma lasanha, mas com algumas alterações nos ingredientes. Ou seja, este é um prato composto essencialmente por carne de cordeiro moída, beringela e tomate.

Para confeccionar este magnifico prato tem que cortar a beringela às fatias, pincelar com azeite e colocar no forno e deixar assar. Enquanto isso aqueça azeite numa frigideira e refogue as cebolas até ficarem douradas. Adicione o alho e deixe saltear, logo a seguir junte a carne picada e frite por cerca de 5-10 minutos. Tempere com canela e adicione o puré de tomate e salsa. Mexa bem e adicione o vinho e deixe cozinhar.

Enquanto a carne cozinha vá preparando o bechamel, coloque a cebola, louro e leite numa panela pequena e deixe entrar em ebulição. Reserve. Numa outra panela junte farinha a manteiga já derretida e mexa suavemente e deixe ferver. Adicione meia chávena do preparado anterior e bata até obter uma mistura espessa, adicione mais leite e repita. Deixe cozinhar lentamente e vá mexendo adicionando também um pouco de noz moscada.

Quando o molho estiver pronto vá colocando camadas alternadas de beringela e carne numa travessa, terminando com uma camada de beringela. Coloque uma camada grossa do molho bechamel sobre o topo. Se gostar polvilhe um pouco de parmesão ralado e coloque no forno por cerca de 45 minutos.
Para ver a receita completa aceda aqui.

Mas Santorini não é só conhecido pela sua magnifica gastronomia, mas também pelos seus vinhos, mundialmente famosos e que acompanham qualquer refeição de forma magnífica. Logo se estiver em Santorini não deixe de acompanhar a sua refeição com um Santorini Assyrtiko ou Santorini Nykteri.

Este blog tem parceria com o Booking. Se pretende fazer a sua reserva para ficar alojado em Santorini, contrate o serviço aqui e estará a ajudar o nosso blog, já que o nosso trabalho é voluntário.

Não perca os nossos artigos sobre Santorini:
Um dia em...Santorini
Select Lounge Cafe


sábado, 22 de abril de 2017

Descobrir o Museu de História Natural

Descobrir o Museu de História Natural

O Museu de História Natural de Londres é uma das principais atracções da cidade e ainda por cima a entrada é gratuita. 
Este belo museu foi fundado em 1881 e para além de uma magnífica colecção de dinossauros é ainda possível ver colecções de Botânica, Entomologia, Mineralogia, Paleontologia e Zoologia. É extremamente interactivo sendo o local ideal para um passeio em família. Os nossos sentidos ficam logo dispersos quando chegamos ao local, uma vez que o museu está instalado num dos edifícios mais bonitos que vi, em Londres. 

Edifício onde está sediado o Museu de História Natural

Inicialmente era um departamento do Museu Britânico, mas em 1963, passou a ser um museu autónomo. A colecção inicial, de plantas secas e esqueletos de animais e humanos, pertencia ao Dr. Sir Hans Sloane, que decidiu vendê-la ao governo britânico, mas ao longo das décadas vários espécimes foram desaparecendo, muito em parte devido à falta de conhecimento para a sua conservação e só mais tarde, quando o paleontologista Richard Owen, passou a estar à frente do departamento, é que realmente se passou a dar valor e a explorar o potencial deste espólio.

Zona envolvente

Actualmente, o espaço é dividido em galerias caracterizadas com diferentes cores, vermelha, verde, azul e laranja.

Pátio do Museu de História Natural

A zona vermelha é uma galeria temática, que gira em torno da história da mudança da terra. Aqui é possível ver várias exposições com vários temas, nomeadamente, o Laboratório da Terra, os Tesouros da Terra, os Vulcões e os Terramotos, entre outros. Nesta última exposição é possível ver várias filmagens dramáticas, exposições, jogos interactivos e ainda um espectacular simulador de terramotos.

O Globo giratório

Área da Zona Vermelha

Já na zona verde é possível seguir a evolução do nosso planeta e descobrir as fascinantes relações entre as diferentes formas de vida e os seus ambientes. Aqui é possível ver várias galerias mostrando Aves, bichos rastejantes, répteis marinhos, minerais, e talvez a zona mais famosa Hintze Hall. 

Uma das vitrines da Zona Verde

Conhecido anteriormente, como Salão Central, a Hintze Hall é a porta de entrada para as diferentes exposições e Galerias e onde é possível ver um magnífico esqueleto do Diplodocus, o famoso Dippy, que em Janeiro de 2017, será retirado do local e fará um tournée por todo o Reino Unido

O esqueleto do Diplodocus

Segue-se a zona azul com as galerias dos peixes, anfíbios e répteis, dos mamíferos e da Biologia Humana. É também aqui que se encontram expostos os esqueletos de vários dinossauros, assim como ovos fossilizados e ainda o T.Rex animado, em tamanho real, que se move e ruge, fazendo a delícia dos mais pequenos.

Esqueleto de um dinossauro
T.Rex animado

Por fim, temos a zona laranja, onde está situado o Wildlife Garden e o Darwin Centre. No primeiro é possível explorar a natureza, num paraíso traquilo de plantas e animais. Este é o lar de milhares de espécies da flora e fauna britânica. No segundo, é possível explorar a ciência e conhecer centenas de espécimes do Museu, entre os quais estão besouros e borboletas e tarântulas.
Durante o Inverno, é possível encontrar do lado de fora do Museu, uma das melhores pistas de patinagem no gelo de Londres.

Pista de Patinagem

Este é sem dúvida um dos museus mais bonitos e interessantes que já visitei. Espero que possa ter despertado a vossa curiosidade e que numa viagem a Londres não deixem de visitar este belo local.

Este blog tem parceria com o Booking. Se pretende fazer a sua reserva para ficar alojado em Londres, contrate o serviço aqui e estará a ajudar o nosso blog, já que o nosso trabalho é voluntário.

Não perca os nosso artigos sobre Londres:
Roteiro de 4 dias por Londres
Descobrir a Torre de Londres
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Descobrir os Parques Reais de Londres
Descobrir a Catedral de Westminster






quinta-feira, 13 de abril de 2017

La Vara

La Vara

Várias são as hamburgarias que têm aberto nos últimos tempos na cidade de Coimbra, uma espécie de moda que parece que veio de facto para ficar. Não que me esteja a queixar, logo eu, uma fã confessa de hambúrgueres...

Um destes dias fui conhecer uma delas, o La Vara - Handmade Burgers e Portuguese Wine, na Avenida Dr. João das Regras. Este é sem dúvida um espaço interessante, com uma decoração com recurso a madeiras, a combinar com o conceito típico de hamburgaria.

A nossa mesa

Existe uma ementa variada de hambúrgueres, que vão desde os mais clássicos aos mais raros como o hambúrguer de salmão, alheira ou até vegetariano. Aqui, os hambúrgueres possuem sabores muito bem conjugados, que permitem que todos os seus ingredientes sejam sentidos quando comemos.

Um dos nossos hambúrgueres

Realmente são saborosos, mas são autênticas torres, sendo quase necessário um manual de instruções para perceber como comer aquilo. Ao serem altos demais é impossível comer à dentada, mas ao mesmo tempo acabam por se desmancharem quando os tentamos comer de faca e garfo. Outro senão que tenho a apontar é que a carne em si torna-se pouca para a quantidade de pão e outros ingredientes que são apresentados, mas acabo por não dar muito valor uma vez que o sabor está lá.

Um dos nossos hambúrgueres

É um espaço que tem alguns aspectos a melhor, na minha opinião, mas que na generalidade gostei e que penso repetir.



sábado, 8 de abril de 2017

Descobrir o Museu do Pão

Descobrir o Museu do Pão


"O Museu do Pão é um complexo museológico cujo objectivo é recolher, preservar e exibir o património do Pão Português, a sua história, tradições, simbologia, arte e memória. Um espaço de cultura e lazer, de saberes e de sabores."

Entrada do Museu do Pão

Situado em Seia, na Quinta Fonte do Marrão, o Museu do Pão, um dos maiores da Europa, é um complexo museológico privado, que nos leva numa viagem pelo mundo do pão, tendo em conta as várias vertentes, etnográfica, política, social, histórica, religiosa e artística.

Presépio feito em pão

Este é um projecto idealizado em 1996 e que levou 6 anos a se concretizar e a abrir portas ao público, contando com um espólio em constante alteração. Este complexo é composto por vários espaços distintos, que nos levam numa viagem maravilhosa a um passado tão português.



Iniciamos a visita na Sala do Ciclo do Pão, onde é possível ver reconstituído o antigo ciclo tradicional do pão português, juntamente com as alfaias e os utensílios necessários, através de 14 painéis ilustrados. Aqui é ainda possível ver recriada uma antiga padaria portuguesa e três belos moinhos.

Sala do Ciclo do Pão
Segue-se a Sala do Pão Político, Social e Religioso, onde é reconstituída a história do pão em Portugal, através de centenas de documentos, desde a Restauração da Independência até à Restauração da Democracia.
Aqui é ainda possível ver a conotação sagrada que é dada ao pão, tanto no cristianismo, como no judaísmo, através de vários objetos religiosos expostos.

Sala do Pão, Político, Social e Religioso
Passamos depois pelo Bar-Biblioteca, um belo local onde decorrem diversas actividades culturais e onde é possível apreciar a beleza da Serra numa varanda panorâmica, enquanto se bebe um delicioso chá.

Bar-Biblioteca

A visita continua na Sala da Arte do Pão, que serve como montra para vários objetos artísticos, que têm a sua inspiração no pão, nas suas alfaias e nas suas tradições, tais como, azulejaria, vidro, arte sacra, madeira, cerâmicas, pratas, entre muitos outros.
É ainda possível ver vários quadros do pintor português Velhô, dedicados ao pão.

Sala da Arte do Pão

Terminamos a visita propriamente dita no Espaço Temático, uma sala didática, dedicada aos visitantes mais pequenos, onde paira um ambiente de encantamento e magia, mas ao mesmo tempo de cultura. Realiza-se no final do percurso da exposição permanente e tem uma duração de cerca de 20 minutos.
Neste bonita visita imaginária pelo passado do pão, é possível encontrar os gnomos da tribo dos Hérmios, protetores dos habitantes dos Montes Hermínios, que nos dão a conhecer de forma bem interativa como se laborava a arte do pão, na sua forma mais natural.
A visita termina com a possibilidade dos mais pequenos manipularem a massa do pão e com ela fazer pequenas obras de arte, que poderão depois levar como recordação.

Espaço Temático

Seguimos depois em direcção o Centro de Investigação Gastronómica para almoçar. Este é composto pelo belo restaurante, onde se vão redescobrindo e recriando os sabores antigos da gastronomia beirã. Diariamente, os clientes usufruem de um buffet de pão, entradas e sobremesas e são servidos no seu lugar de um prato de peixe e outro de carne. O preço do menu é fixo, sendo de 19,50 € sem bebidas. 

Depois do almoço e antes de ir embora vale a pena passar pela Mercearia Tradicional, onde é possível ver expostos vários produtos típicos portugueses, nomeadamente vários pães típicos, de excelente sabor.

Entrada da Mercearia Tradicional


Este é sem dúvida um local a visitar, principalmente com os mais novos, pois de certo que irão ficar encantados com toda a magia que aqui se vive.