sábado, 25 de março de 2017

Descobrir a Catedral de Westminster

Descobrir a Catedral de Westminster


A Catedral de Westminster é a maior igreja católica de Inglaterra e sede do trono do arcebispo de Westminster, não devendo ser confundida com a Abadia de Westminster.
Foi construída muito depois da Abadia e as terras onde foi construída pertenciam aos monges da Abadia, que no séc. XVII venderam o terreno para a construção de uma prisão, mas em 1884 a Igreja Católica comprou o espaço e erigiu a Catedral, que dedicou ao Mais Precioso Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.
A construção da Catedral começou em 1895, sob o comando do Cardeal Vaughan, tendo John Francis Bentley como arquitecto. Este belo templo de estilo neo-bizantino, foi inaugurado em 1903 e a sua consagração aconteceu a 28 de Junho de 1910.

Catedral de Westminster

O seu magnífico interior, embora incompleto, possui vários exemplares de arte únicos, que a tornam muito especial, nomeadamente, um trabalho em mármore, composto por mais de 120 variedades de mármore, provenientes de 25 países diferentes, uns mosaicos esplendorosos, compostos por mais de 14 milhões de peças, desde mármores, pedra, terracota ou vidro e ainda várias esculturas de bronze, magníficas, que compõem a Via Crúcis, da autoria do jovem Eric Gill.

Trabalho de Mosaicos

A sua nave de 33 metros de comprimento, é constituída por cerca de 134 colunas de mármore, algumas das quais de cor vermelha, representando o Mais Precioso Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo. 

Nave Central

Bem ao fundo da nave é possível ver a Cruz Grande, que possui 9 metros de altura e pesa 2 toneladas. Também ao fundo da nave é possível ver o belo altar-mor, sob um magnífico baldaquino.

Cruz Grande

Baldaquino

Continuando a visita é possível ver um bonito púlpito, que possui uma imagem de Nossa Senhora de Walsingham. E ainda o Santuário de Nossa Senhora de Westminster, onde é possível apreciar um bonito alabastro medieval inglês, do séc. XV.

Nave e Púlpito

Santuário Nossa Senhora de Westminster

No seu batistério é possível encontrar uma pia octogonal, da autoria de John Francis Bentley, de 1901 e ainda uma estátua de São João Baptista, feito de estanho da Cornualha.

Pia no Batistério

Ao longo desta belíssima Catedral é possível apreciar da 11 magníficas capelas, cada uma com a sua história e singularidade.
Ao entrar na Catedral e seguindo pelo lado direito, logo depois de passar o batistério, é possível encontrar a Capela de São Gregório e São Agostinho, dois dos santos que trouxeram o Evangelho para a Inglaterra. Ali estão enterrados o Bispo Richard Challoner e o Cardeal George Basil Hume.

Capela de São Gregório e São Agostinho

Segue-se a Capela de São Patrício e dos Santos da Irlanda, onde o verde é a cor predominante, com a maioria do mármore que a completa, a ser proveniente da Irlanda. Uma das particularidades desta capela é o facto, de nas suas paredes estarem os emblemas dos vários regimentos irlandeses e os que lutaram na I Guerra Mundial e ainda a presença de um caixão junto ao altar, onde estão inscritos os nomes dos soldados irlandeses que morreram na guerra.

Capela de São Patrício e dos Santos da Irlanda

Na Capela de Santo André e dos Santos da Escócia é possível ver dos lados do altar os relevos de quatro santos escoceses, enquanto que o nome dos restantes se encontram esculpidos nas paredes à volta da capela. Uma das coisas que mais chama a atenção neste local é o mosaico do tecto, onde estão representadas as 6 cidades a santo André e às suas relíquias e onde se consegue um padrão que faz lembrar as escamas dos peixes ou às nuvens.

Mosaico do tecto da Capela de Santo André e dos Santos da Escócia

Seguidamente surge a Capela de São Paulo onde pudemos ver no seu tecto representado uma tenda, uma vez que São Paulo era um fabricante de tendas. O mármore cinza das paredes é proveniente de Atenas, onde São Paulo pregou.

Capela de São Paulo
Tecto da Capela de São Paulo



A última capela do lado direito é a Capela da Bem-Aventurada Virgem Maria, que possui uma decoração absolutamente maravilhosa e foi aqui que se celebrou, em 1903, a primeira missa da Catedral.

Capela da Bem Aventurada Virgem Maria

Passando pelo altar-mor e seguindo para o lado esquerdo em direcção à saída encontramos a Capela do Santíssimo Sacramento, que já reservada para orações privadas. Os bonitos mosaicos que aqui encontramos, foram desenhados por Boris Anrep.

Capela do Santíssimo Sacramento


Segue-se a Capela do Santuário do Sagrado Coração e do São Miguel Arcanjo, uma pequena capela onde se pode ver uma grande estátua do Sagrado Coração de Jesus, doada pelas irmãs do Sagrado Coração, enquanto que os mármores do local foram doados por alunos das escolas conventuais do Sagrado Coração.

Capela do Santuário do Sagrado Coração e do São Miguel Arcanjo

Já a Capela de São Tomás de Canterbury, dedicada a São Tomás, está cercada de gradeamento de bronze dourado, sendo a Capela do Cardeal Vaughan, terceiro arcebispo de Westminster e fundador da Catedral. Por entre as grades é possível apreciar o monumento ao Cardeal.

Capela de São Tomás de Canterbury

Seguidamente, surge a Capela de São José, dedicada ao marido de Maria. Aqui é possível encontrar os restos mortais do quinto arcebispo de Westminster, o Cardeal Hinsley. No chão da capela é possível ver os quatro símbolos de Cristo: o pavão, o cordeiro, o peixe e o monograma de Jesus Cristo.

Capela de São José

Na Capela de São Jorge e dos Mártires Ingleses é possível ver painéis, debaixo das janelas, onde está a lista de militares que perderam a vida na guerra.

Capela de São Jorge e dos Mártires Ingleses 

Por fim é possível encontrar a Capela das Santas Almas, desenhada pelo próprio John Francis Bentley. Cada detalhe desta bela capela  foi pensado ao pormenor pelo arquitecto.

Capela das Santas Almas

Esta é uma belíssima Catedral que passa despercebida pela sua proximidade à Abadia de Westminster, contudo é um local bem diferente da Abadia e com uma beleza ímpar, que merece ser visitada.
Já visitaram a Catedral de Westminster? Qual a vossa opinião?

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domingo, 12 de março de 2017

Descobrir os Parques Reais de Londres

Descobrir os Parques Reias de Londres

Londres possui alguns dos parques mais famosos e mágicos da Europa. Neles é possível fugir à agitação da cidade e apreciar a beleza natural que estes nos oferecem.
Os Parques Reais são parques que no passado pertenceram aos monarcas do Reino Unido e que serviam como espaço de lazer da família real, sendo o acesso restrito à população em geral.
Com o passar do tempo e o aumento da urbanização da cidade, estes começaram a ser abertos ao público, sendo actualmente espaços de lazer da população e dos turistas.
Existem oito parques reais, estando a maioria localizada no centro de Londres e todos eles são administrados pela Royal Parks Agency. 
Hoje apenas falarei dos parques que tive o prazer de conseguir visitar na minha estadia em Londres.

Hyde Park
O Hyde Park é o mais famoso parque de Londres. Nele é possível ver várias atracções importantes, assim como a fauna e flora mais famosa da cidade. Será difícil conseguir ver tudo o que este parque tem para oferecer numa única visita. 
Este belo parque encontra-se numa área, que inicialmente, pertencia aos monges da Abadia de Westminster, tendo sido adquirido em 1536, pelo rei Henrique VIII, que utilizava a região para caçar. Com o passar dos anos o lugar foi sofrendo alterações, tornando-se no que é hoje.

Hyde Park

A primeira atracção surge ainda antes de entrar no parque e é a Apsley Gate, um belo portão de pedra de Portland, projectado por Decimus Burton. Um dos locais mais famosos de Hyde Park é o Speaker´s Corner, um espaço cheio de história, onde ainda hoje se reúnem pessoas para falar às massas.

Apsley Gate

Ao visitar o Hyde Park não deixe de apreciar o Serpentine Lake, um belo lago, habitado por gansos e patos e onde é possível alugar um barco, ou ainda o Memorial da Princesa Diana, uma bonita fonte circular de granito, localizada na zona favorita da princesa.

Serpentine Lake

Pode ainda ver a magnífica estátua Aquiles, o herói grego da guerra de Tróia, que pretende homenagear o soldado e político Arthur Wellesley, 1º Duque de Wellington. Esta foi a primeira estátua instalada no parque e foi mandada construir pelo Rei George III.

Estátua de Aquiles

Uma das zonas mais conhecidas do parque é o Rose Garden, onde pudemos encontrar a Fonte do Menino e o Golfinho. Esta bela fonte é feita de mármore, tendo sido construída por Alexander Munro, em 1862 e ainda a Fonte da Caçadora, onde se encontra uma estátua de Diana, a deusa da caça, atirando uma flecha.

Rose Garden e a Fonte do Menino e o Golfinho
Fonte da Caçadora

Hyde Park possui uma infraestrutura bem conseguida, com restaurantes, cafés, wc públicos, assim como um conjunto de actividades que permitem passar aqui momentos bem agradáveis.

Kensington Gardens
Kensington Gardens inicialmente fazia parte de Hyde Park, mas foram separados após a construção do Palácio de Kensington. Por volta de 1689, o rei William III, que sofria de asma, decidiu comprar a parte oeste do Hyde Park, para que o famoso arquitecto Christopher Wren, construísse o Palácio de Kensington, numa zona que ele achava tranquila e com ar puro.

Kensington Gardens com o Palácio de Kensington ao fundo

Este é um dos parques mais visitados de Londres, em parte devido ao grande número de atracções espalhados pela área. Por altura do reinado da Rainha Vitória foram criados os Italian Fountain Gardens, um bonito jardim de água ornamental, com bonitas esculturas de pedras.

Italian Fountain Gardens

Assim como, o Albert Memorial, um tributo ao seu falecido marido, o príncipe consorte Alberto. Este belo monumento foi projectado pelo sir George Scott, num estilo neogótico.

Albert Memorial

Existem mais um conjunto de obras de arte espalhadas pelos jardins, que conferem uma personalidade muito própria ao Kensington Gardens, nomeadamente, o Arco de Henry Moore, uma bonita escultura de travertino romano, com cerca de 37 toneladas, ou ainda o Speke Monument, uma estátua de granito vermelho, dedicada a John Hanning Speke.

Arco de Henry Moore
Speke Monument

Este era o parque preferido da Princesa Diana, que morava no Palácio de Kensington e em sua homenagem, foi decidido criar no parque um playground baseado no tema do Peter Pan.

Kensington Gardens

St. James's Park e Green Park
Os dois parques ficam bem perto da Trafalgar Square e do Palácio de Buckingham. O primeiro é o mais antigo dos Parques Reais e possui um beleza verdadeiramente única que fica completa com uma fauna impressionante que vai desde esquilos a pelicanos. 

St. Jame's Park

O terreno onde o parque se encontra foi adquirido pelo rei Henry VIII, em 1532, muito antes da construção do Palácio de Buckingham, estando actualmente cercado por três palácios ( Palácio de Buckingham, St. James's Palace e o Palácio de Westminster). E actualmente engloba a The Mall, uma grande avenida em frente ao Palácio de Buckingham, onde decorrem as principais cerimónias referentes à família real.

The Mall

Na extremidade nordeste do Mall está o Admiralty Arch, um belíssimo arco mandado construir, pelo rei Eduardo VII, para assinalar a morte da Rainha Vitória.

Admiralty Arch

O parque tem um belo lago, onde é possível encontrar a Duck Island, uma ilha no meio do lago, onde estão os famosos pelicanos que habitam o parque. 

Duck Island

Outra das atracções do lago é Fonte de Tiffany, uma pluma de 20 pés de água, bem no centro do lago, uma recriação da fonte histórica instalada inicialmente na rocha do pelicano, em 1966. A recriação desta fonte, foi possível graças ao contributo da Fundação Tiffany & Co., para apoiar a história natural e patrimonial dos Parques Reais de Londres.

Fonte de Tiffany

Um dos monumentos mais importantes e majestosos do St. James's Park é o Memorial da Rainha Victória, com 25 metros de altura e feito em mármore branco de Carrara e tal como a Rainha se mostrou, há estátuas a representar a coragem, a vitória, a caridade, a verdade e a maternidade.

Memorial Rainha Victória

Originalmente , o Green Park era um cemitério para os leprosos do hospital em St. James, mas em 1668, Carlos II, decidiu tornar o local um Parque Real.
Contrastando com os parques vizinhos, o Green Park não possui lagos, fontes ou estátuas, tirando o Canada Memorial e o Constance Fund Fountain, possuindo bonitas áreas arborizadas.

Green Park

Uma das zonas do parque que mais chama a atenção é a Canada Gate, um portão instalado no início do séc. XX, como parte do Memorial à Rainha Victória, sendo a grande entrada para o parque.

Canada Gate

Estes são dois belos parques que merecem a pena ser visitados. Uma sugestão é que o façam depois de ver a troca de guarda em frente ao Palácio de Buckingham.

Regent's Park
O Regent's Park é para mim o parque mais bonito de Londres. Localizado, junto ao Museu Madame Tussaud's, este possui uma beleza única, caracterizada pelos seus lagos, coretos e maravilhosos jardins.

Regent's Park

Projectado pelo arquitecto John Nash, num local anteriormente utilizado pelo rei para a caça,este oásis na cidade, possui um conjunto de atracções que o tornam verdadeiramente encantador.
Apresenta uma área verdade magnífica, serpenteada por um bonito lago, onde é possível ver vários barcos a navegar. Logo à entrada somos brindados com os Jardins da Avenida, um bonito jardim, com uma majestosa fonte no centro, conhecido como Lion Vase.

Jardins da Avenida

É conhecido por possuir um teatro ao ar livre e ainda o Jardim da Rainha Mary, mundialmente conhecido, este é um belo jardim de rosas, que ficou concluído em 1934 e que é composto por cerca de 12000 rosas.

Jardim da Rainha Mary

E é neste magnífico Jardim, que se encontram algumas das áreas mais conhecidas de Regent's Park, nomeadamente Fonte de Tritão, uma fonte constituída por várias esculturas de bronze, que descrevem um deus do mar, que se funde com duas sereias.

Fonte do Tritão

Com uma beleza ímpar o Regent's Park passa um pouco à parte dos turistas, mas não da população de Londres, sendo um dos locais que acolhe mais pessoas, quer para a prática de desportos, quer para o convívio e passeio.

Estes foram os Parques Reais que tive o prazer de visitar durante a minha estadia em Londres, ficando ainda a faltar o Bushy Park, o Greenwich Park e o Richmond Park, que pretenderei conhecer numa próxima ida a Londres.

E vocês já visitaram os Parques Reais? O que acharam? Ou ainda querem visitar?
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