segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Gastronomia do Mundo - Génova

Gastronomia do Mundo - Génova

Hoje o artigo é dedicado à série "Gastronomia do Mundo", onde falo dos pratos típicos dos locais que vou visitando. 

Quando se pensa na gastronomia de Itália o prato que no vem lago à cabeça é a pizza, contudo existem inúmeros pratos que fazem da culinária italiana, uma das mais deliciosas do mundo. Sendo também muito conhecida pelos seus molhos e massas frescas. Como tal, hoje dedicarei este artigo a um famoso molho italiano.

A cozinha genovesa é bem simples e rica em vegetais e ervas, utiliza muito o azeite e é conhecida por ser uma gastronomia genuína, saborosa e com pratos extremamente atraentes. Uma das suas especialidades mais famosas é  Il pesto alla genovese, um fantástico molho pesto, que tem na sua constituição manjericão, alho, queijo pecorino e azeite, onde o seu segredo não está propriamente nos ingredientes mas sim nas quantidades usadas.
De notar, que pesto surge de uma alteração feita a um molho utilizado pelos antigos romanos em que utilizavam alho, queijo e ervas. 

Foto - Giallozafferano
Para começar limpe as folhas de manjericão e retire os talos. De seguida coloque num pilão o majericão, os alhos, o azeite, os pinoli e as nozes, o queijo parmesão e o pecorino, sal e pimenta e esmague tudo ( se não tiver um pilão coloque num processador). Quando obtiver uma mistura homogénea, o seu molho está feito. 
Não há nada mais fácil.
Depois basta utilizar este belo molho na sua refeição. 
Para ver a receita completa visite 2 Nuts 4 Spices.

Uma curiosidade é que a gastronomia genovesa é conhecida como "cozinha do retorno", porque muitas das receitas típicas de Génova foram criadas pelas mulheres que esperavam que os seus maridos regressassem do mar.

Este blog tem parceria com o Booking. Se pretende fazer a sua reserva para ficar alojado em Génova, contrate o serviço aqui e estará a ajudar o nosso blog, já que o nosso trabalho é voluntário.

Não deixe de ler o nosso outro artigo sobre Génova.






terça-feira, 1 de agosto de 2017

Um dia em...Monte Gordo

Um dia em...Monte Gordo

Monte Gordo é uma antiga vila de pescadores, localizada no concelho de Vila Real de Santo António. Esta é composta por uma extensa e magnífica praia, um clima fantástico, a água calma e a uma temperatura maravilhosa e onde nasceu o primeiro hotel algarvio, nos anos 60, o Hotel Vasco da Gama.
Este é um dos principais destinos turísticos do Algarve, que para além da praia nos oferece também várias actividades de lazer, como o casino, vários bares e restaurantes e festas de rua e ainda possui a proximidade a Espanha.

O roteiro:
Inicie o dia com uma visita à bela Praia de Monte Gordo, conhecida pelo seu extenso areal e pelas suas seguras e quentes águas, dado os ventos do Levante. Esta é uma praia de famílias e por certo verá sempre um monte de crianças a correr e a passear por ali.

Praia de Monte Gordo

A praia ganhou este ano um bonito passadiço, em toda a sua extensão, que visa facilitar o acesso à praia a todos. Este será iluminado em toda a sua extensão e terá zonas de descanso, dando ainda mais destaque a esta bonita praia.

Passadiço iluminado

Ao passear à beira-mar não deixe de ir ver os bonitos e coloridos barcos e os seus pescadores, praticantes de pesca artesanal, que chegam durante a manhã e onde poderá ver as redes a serem retiradas dos barcos, assim como os peixes que pescaram. Pode sempre tentar meter conversa com eles e saber um pouco mais desta actividade tão tradicional e que aos poucos está a acabar.


Pesca Artesanal
Depois de dar uns belos mergulhos e ver o trabalho dos pescadores, aproveite para conhecer um pouco mais desta pacata vila, visitando a Igreja de Nossa Senhora das Dores, uma igreja bem antiga e simples mas muito bonita, centro da fé da população local. Acredita-se que o primeiro templo aqui construído (cujos vestígios estão sob a igreja actual) terá sido construído dada a fé dos pescadores semi-nómadas, que passavam por esta região. Contudo, dada a falta de povoamento permanente desta localidade e de falta de controlo do movimento das areias o mesmo acabou soterrado.
Quem visitar Monte Gordo no segundo domingo de Setembro poderá assistir à belíssima procissão da Nossa Senhora das Dores, que é acompanhada por barcos de pesca espectacularmente adornados.

Igreja Nossa Senhora das Dores

Se é fã de casinos, não deixe de visitar o Casino Monte Gordo, localizado na avenida principal e bem junto à praia. Este é um dos mais animados spots da vila. Além da enorme diversidade de jogos, é possível ainda encontrar uma variedade de propostas gastronómicas que se conjugam com o programa de entretenimento.

Casino de Monte Gordo

Para terminar o dia não deixe de passear pela Avenida Infante D. Henrique, que mais não é do que a Marginal Pedonal de Monte Gordo. Esta é uma bela avenida de calçada, pedonal, onde durante a noite se pode assistir a vários espectáculos de artistas de rua, comprar peças de artesanato nas várias barraquinhas espalhadas pela avenida ou ainda comer uma fartura enquanto assiste a isto tudo.
Se tiver crianças consigo, não deixe de visitar o Parque Infantil, localizado na marginal, ideal para crianças entre os 3 e os 14 anos. Possuí vários balouços e ainda bancos em madeira para os pais poderem estar sentados, enquanto observam os filhos.

Parque Infantil

Caso queira ficar alojado por aqui pode encontrar grandes hotéis e complexos turísticos, na via principal da vila ou ainda optar pelo belo parque de campismo, localizado no extremo leste de Monte Gordo. 

Ao visitar Monte Gordo terá certamente um dia bem preenchido e não ficará descontente, pois possui a beleza das praias algarvias ou mesmo tempo que não possui a confusão da maior parte das estâncias balneares de todo o Algarve. 






domingo, 23 de julho de 2017

Roteiro Gastronómico pelo Porto

Roteiro Gastronómico pelo Porto

Depois de já vos ter deixado um Roteiro pelo Porto em 3 dias, hoje decidi falar-vos de um roteiro diferente na cidade Invicta. Ou seja, vou falar-vos de um roteiro gastronómico que fiz por esta bela cidade.

O nosso roteiro iniciou-se numa sexta-feira à noite, tendo optado por jantar no The Wine Box - Vinhos e Tapas, um local que várias pessoas já nos tinham indicado, em outras visitas que fizemos à cidade.
Ideal para os amantes do vinho e localizado na Rua dos Mercadores, o The Wine Box é um restaurante singular, ideal para um almoço de negócios ou um jantar de amigos. 
O seu interior é caracterizado pelas madeiras das caixas vínicas, que forram algumas das paredes, pelo preto das ardósias e ainda pelas inúmeras garrafas de vinho, que decoram o local e o tornam num ambiente acolhedor, descontraído e único.
Tal como o nome indica, este é um espaço especializado em vinhos, mas no qual também é possível saborear deliciosas tapas e petiscos, entre eles as "patatas bravas", os ovos "reveultos", ou as tábuas de queijo e enchidos. Geralmente, são os funcionários que aconselham os vinhos de acordo com o que se pede para comer.
Sem dúvida um local a repetir.

The Wine Box

No dia seguinte decidimos ir tomar o pequeno-almoço ao The Traveller Caffé, uma coffee house and Juice Bar, mesmo ao lado do Coliseu. Este é um espaço bastante cosmopolita, que alia o rústico e o moderno, ideal para um belo pequeno-almoço ou lanche. Aqui temos a sensação de viajar pelos quatro cantos do mundo, que nos é transmitida quer pelos posters espalhados pelo espaço, pela montra coberta de frases que incentivam a viajar, quer pelas sugestões gastronómicas que nos são sugeridas.
É ainda possível encontrar Hot-dogs nova-iorquinos, bretzel de chocolate, muffins com iogurte grego, smothies artesanais ou biscoitos ingleses.
Talvez de todos os locais que visitei neste roteiro, aquele que menos me entusiasmou.
The Traveller Caffé

Seguimos depois em direção ao Mercado do Bolhão, um dos elementos mais importantes e emblemáticos da cidade do Porto. Contudo, este local está bem diferente do que foi em tempos, sendo actualmente um edifício a necessitar de grandes alterações.
No Mercado decidimos fazer uma paragem na Bolhão Wine House. Fundada em 2013, é uma garrafeira, situada no Mercado do Bolhão, no lugar de uma antiga loja de flores. Aqui é possível degustar um bom vinho e um belo petisco português, enquanto se aprecia a azáfama que se vive neste belo Mercado. A maior parte dos produtos que servem no local provém de outros vendedores do mercado e caso o cliente compre um produto numa outra banca do mercado e que eles não tenham na sua carta, é permitido que o cliente o consuma lá, mostrando assim, o verdadeiro sentido de comunidade.
Aqui é também possível encontrar vários artigos de produtores independentes. Um local que aconselho, a quem gostar de um bom vinho do Porto. Pareceu-me ser um local mais frequentado por turistas estrangeiros, pelo menos eramos nós os únicos portugueses. 

Bolhão Wine House
Depois de passearmos um bocado fomos até à Tasquinha do Caco, localizada no Jardim de São Lázaro. É uma hamburgueria bem acolhedora, onde se tem uma experiência gastronómica bastante agradável. Aqui são servidos hambúrgueres artesanais, com carne 100% de novilho, que pode ser servido em bolo do caco, pão escandinavo, de alfarroba ou sem glúten ou ainda em pão típico de hambúrguer. Já as batatas fritas de acompanhamento podem ser chips de batata doce, batata normal ou ainda batata noisette.
Mas nem só de hambúrgueres é feita a ementa, havendo ainda à disposição moelas, alheiras, pimentos padrón, queijo camembert no forno, entre outros.

Tasquinha do Caco

De barriga cheia decidimos ir beber café a um dos mais emblemáticos estabelecimentos da cidade do Porto, o Majestic Café.
"O Majestic Café não é apenas um café. A aura especial e indecifrável que o espaço transmite aos seus visitantes, desde cedo alimenta estórias muito particulares, onde o amor é uma constante."
Localizado na Rua de Santa Catarina, o Majestic Café é um café histórico, com elevada importância cultural para a sociedade portuguesa.
Inaugurado em Dezembro de 1921, este luxuoso café, da autoria do arquiteto João Queiroz, depressa se tornou palco de várias tertúlias políticas, sociais e filosóficas. Aqui era possível ver várias personalidades intelectuais da cidade, como José Régio, Teixeira de Pascoaes assim como vários alunos e professores da Escola de Belas Artes do Porto, como Júlio Resende.
Os anos passaram mas a verdade é que o Café Majestic, continua a ser um dos mais belos exemplares de Arte Nova da cidade do Porto, tendo sido considerado em 2011, o sexto café mais bonito do mundo.
Com clientes dos vários cantos do mundo, este é um dos locais de paragem obrigatória para quem visita a cidade do Porto, quer seja um simples turista ou uma personalidade famosa nacional ou internacional.

Majestic Café 

Percorremos depois as belíssimas ruas da cidade, desbravando cada recanto e maravilhando-nos com tudo o que o Porto tem para oferecer. Depressa chegou a hora do lanche e a Chocolataria das Flores foi a nossa opção. Este é um belo espaço, acolhedor, com uma decoração contemporânea e minimalista, onde predominam os tons branco e preto. 
Este é o espaço ideal para quem pretende uma bela sobremesa, algo visível nas suas vitrines, onde se alinham diversas iguarias de chocolate, que nos deixam com água na boca. Aqui são confecionados chocolates e biscoitos de forma artesanal, assim como bolos caseiros, brownies ou queques, com magníficos recheios de framboesa, caramelo, noz, lima, ou até alfazema, podendo ser acompanhado por um chá, um café ou por uma bela limonada.
Sem dúvida um espaço a repetir, para experimentar mais uns quantos doces maravilhosos de chocolate.

Chocolataria das Flores

Passeamos mais um pouco e depressa chegou a hora de jantar. Decidimo-nos por um restaurante que já conhecíamos, bem no centro histórico da cidade, o Forno Velho, localizado na Hotel Carrís da Ribeira. É um local sóbrio, que preserva as marcas medievais do espaço, algo que se mantém no hotel inteiro. Aqui encontramos uma cozinha que tem por base a tradição portuguesa, mas apresentada com um toque de modernidade e umas nuances da gastronomia galega.
Mais uma vez não ficámos desiludidos.


Forno Velho

E termina com chave de ouro o nosso roteiro pelo Porto, um farol gastronómico na Europa. Esta cidade que mantém, na sua gastronomia, os sabores e as tradições culinárias de séculos, mas sempre numa constante descoberta de novos paladares. 


domingo, 16 de julho de 2017

Gastronomia do Mundo - Corfú

Gastronomia do Mundo - Corfú

Hoje o artigo é dedicado à série "Gastronomia do Mundo", onde falo dos pratos típicos dos locais que vou visitando. Desta vez o artigo é sobre uma cozinha que adoro, a grega e mais especificamente sobre um prato chamado Pastitsada.

A gastronomia grega possui características mediterrânicas, mas sofreu inúmeras influências da culinária de Itália, Balcãs, Turquia e Médio Oriente. Sendo o prato de que hoje falo um desses casos, em que se nota uma grande influência de outro tipo de cozinha.

Corfú foi, na época do Renascimento, um ponto de extrema importância nas transacções comerciais da Europa, estando durante muito tempo sob domínio veneziano, o que influenciou a vida da população da ilha. Influência essa que também se observa na gastronomia local, que mantém fortes ligações à cozinha veneziana em combinação com o sabor mediterrânico.

O prato mais popular da ilha é a Pastitsada, um guisado de carne, altamente aromático, com um molho de tomate espesso. É um prato despretensioso e que conforta os sentidos. Geralmente, é servido com massa grossa e uma generosa dose de queijo.

Foto - My Little Expat Kitchen

Tempere os pedaços de galo com sal e pimenta, aqueça o azeite e a manteiga em lume médio e coloque o galo até ficar cozinhado. Retire o galo e reserve.
No mesmo recipiente adicione as cebolas, cenouras, alho, louro e as especiarias e deixe cozinhar. Adicione a pasta de tomate e mexa. 
Adicione o vinho e deixe evaporar um pouco. Junte os pedaços do galo. Ajuste os temperos, tape e deixe cozinhar mais um pouco.
Destape e deixe reduzir mais um pouco, até engrossar o molho. Retire o louro e deixe repousar já fora do lume, enquanto coze a massa.
Retire a carne e misture o molho na massa. Coloque a carne por cima, rale um pouco de queijo Kefalotyri e coloque no topo.
E voilá está pronto a ser degustado.
Para ver as quantidades correctas aceda ao blog Kalofagas.

Tenho a certeza que ficará rendido a este prato tão simples de fazer mas tão gostoso de se comer.

Este blog tem parceria com o Booking. Se pretende fazer a sua reserva para ficar alojado em Corfú, contrate o serviço aqui e estará a ajudar o nosso blog, já que o nosso trabalho é voluntário.

Leia o nosso artigo sobre Uma manhã em Corfú.





sexta-feira, 7 de julho de 2017

Descobrir a Blandy's Madeira - Wine Lodge

Descobrir a Blandy´s Madeira - Wine Lodge

A Blandy's Madeira - Wine Lodge, localizado no Funchal, é uma parte integrante da produção de Vinho Madeira. Adquirida em 1840, por Charles Ridpath Blandy, é actualmente o coração do negócio de vinho da família, estando armazenados no local mais de 650 barris de cubas, onde o vinho se encontra a envelhecer.

A entrada da Blandy's Madeira

Quem gostar de saber um pouco mais da história da Blandy e do Vinho Madeira, pode fazer uma visita guiada, conhecendo as diversas salas que fazem parte do local.

Alguns utensílios expostos no local

Nesta visita, exploramos mais de 200 anos de história, passando por salas onde se pode ver o vinho em estágio, por pequenas exposições, vendo vídeos e ainda visitando um pequeno museu, com vários objectos que em tempos terão sido utilizados na produção de Vinho Madeira. 

Salas com barris de diferentes estágios

O Museu

A visita termina com uma pequena prova de vinhos madeira, com diferentes estágios, numa sala onde é possível ver murais do renomado artista alemão Max Romer.

O Bar

Este é sem dúvida um dos programas que aconselho, a quem visita a Ilha da Madeira, porque mesmo não sendo grande apreciador de Vinho Madeira, tenho a certeza que gostará de saber um pouco mais da história deste vinho e desta família tão popular na Madeira.



domingo, 25 de junho de 2017

Descobrir o Portugal dos Pequenitos

Descobrir o Portugal dos Pequenitos

Localizado em Coimbra, o Portugal dos Pequenitos é um parque temático lúdico-pedagógico, que foi criado com o objectivo de divulgar a cultura, a arquitectura e o património português em Portugal e no mundo.

Entrada do Portugal dos Pequenitos

Inaugurado a 8 de Junho de 1940, este é um parque essencialmente direccionado para as crianças, sendo uma referência para muitas gerações. Foi criado pelo médico Fernando Bissaya Barreto e projectado pelo arquitecto Cassiano Branco e desde 1959 integra o património da Fundação Bissaya Barreto.

Mapa Mundo com Vasco da Gama

O Portugal dos Pequenitos caracteriza-se por apresentar construções em escala reduzida de vários monumentos e outros elementos do património edificado português. Actualmente o parque é composto por 5 áreas distintas, para além dos 3 museus, da Casa da Criança, do Parque Infantil e do Relógio do Sol.

Entrada do Parque onde está o "Expresso dos Pequenitos"

Quando entramos no parque a primeira área que nos surge é a dos Países de Língua Oficial Portuguesa, onde é possível encontrar uma representação etnográfica e monumental dos países africanos de Língua Oficial Portuguesa, nomeadamente do Brasil, Macau, Índia e Timor. Sendo possível encontrar nesta zona uma vegetação própria destas regiões.

Zona dedicada à Índia
Zona dedicada a Macau

Segue-se a área de Portugal Insular, onde é possível ver a réplica dos principais monumentos das Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores, ladeadas por grandes lagos, assemelhando-se às ilhas no Oceano Atlântico.

Área do Portugal Insular - Açores

Portugal Monumental é a área seguinte e que se apresenta como um espaço ilustrativos dos principais monumentos de Portugal, com maior destaque para os monumentos de Lisboa, mas também é possível ver alguns de Trás-dos-Montes, Douro, Minho e Beiras.

Área de Portugal Monumental

É também nesta área que se encontram os 3 museus, onde estão expostos os acervos museológicos da Fundação. Temos o Museu do Traje, aberto desde 1997, e onde estão expostos cerca de 300 peças em miniatura que representam a evolução na forma de vestir do povo português ao longo dos tempo, temos o Museu da Marinha, inaugurado em 1998, e onde estão expostas cópias miniaturas de barcos de pesca, carga e guerra, construídos nos Estaleiros Navais da Figueira da Foz e temos ainda o Museu do Mobiliário.

Logo a seguir temos a área Coimbra, onde se encontram as réplicas dos principais monumentos da cidade, muito particularmente da nossa belíssima Universidade.

Porta da Capela de São Miguel na área Coimbra

Por fim surge a área das Casas Regionais, onde é possível ver representações fidedignas das casas tradicionais de Portugal, sendo o espaço que mais sucesso faz entre a criançada.

Área das Casas Regionais

Solar do Minho

Quem visita o parque tem ainda a possibilidade de percorrer o mesmo num comboio eléctrico, o "Expresso dos Pequenitos".

Para quem contar visitar o Portugal dos Pequenitos o valor do bilhete ronda os 9,95€ para os adultos e entre os 3 e os 13 o preço é de 5,95€, sendo grátis para os menores de 3 anos.

Este é sem dúvida um dos símbolos da bonita cidade de Coimbra e que faz sonhar os mais pequenos, sendo um dos programas obrigatórios para quem visita a cidade acompanhado de crianças.




sexta-feira, 16 de junho de 2017

Descobrir a Abadia de Westminster

Descobrir a Abadia de Westminster


A Igreja do Colegiado de São Pedro de Westminster, ou simplesmente Abadia de Westminster é uma bonita igreja de estilo neogótico da cidade de Londres. É a mais importante igreja anglicana da cidade e uma das mais importantes de Inglaterra, sendo conhecida por ser o local de coroação dos Monarcas do Reino Unido e por albergar as tumbas dos monarcas e figuras históricas britânicas. Foi também palco do funeral da Princesa Diana e do casamento entre o Príncipe William e a Duquesa de Cambridge.


Fachada Norte da Abadia de Westminster

Construída no séc. XI, no estilo românico, a mando do Rei Eduardo, a Abadia foi construída no local onde, em 616 d.C. um pescador do Rio Tamisa teve uma visão de São Pedro. Mais tarde, em 970 d.C. uma comunidade de Monges Beneditinos resolveu instalar-se na região, levando a que em 1065 a Abadia fosse consagrada para abrigar os monges. 


Pórtico da Fachada Norte

Entre 1245 e 1517 o edifício sofreu grandes alterações, nomeadamente no estilo arquitectónico. Mas foi durante o séc. XVIII que esta sofreu a sua maior alteração, ao serem construídas as duas torres da entrada principal. 




Por volta de 1534, o Estado resolveu separar a Igreja de Inglaterra da Igreja Católica, confiscando a Abadia dos Monges e tornando-a uma igreja anglicana, o que a salvou de ser destruída algumas vezes, nomeadamente durante os ataques feitos pelos iconoclastas em 1640. Mais tarde foi devolvida aos Beneditinos, pela mão da católica Rainha Maria I, mas no séc. XVIII, foi de novo retirada, desta vez pela mão de Isabel I, que a transformou no Colegiado de São Pedro.

Uma das Torres da Abadia


Em 1546 e durante 10 anos obteve o estatuto de Catedral, que perdeu em 1560, mas ao invés recebeu o estatuto de Royal Peculiar, ou seja, é um local de culto, que está sob a jurisdição da monarquia, não estando sujeita ao bispado do local. 


Uma das Torres da Abadia

Desde a coroação de Haroldo II de Inglaterra, em 1066, que todos os monarcas do Reino Unido têm sido aqui coroados, excepto Eduardo V e Eduardo VIII, que não tiveram cerimónia de coroação. Tradicionalmente, o monarca que vai ser coroado senta-se no Trono de Eduardo, o Confessor e a cerimónia é presidida pelo Arcebispo da Cantuária.

Entrada para a Sala do Capítulo

A Abadia é também conhecida por ser uma Necrópole Real que foi convertida em Mausoléu Nacional, albergando cerca de 3000 túmulos, 17 dos quais monarcas. O último monarca aqui sepultado foi o Rei Jorge II da Grã-Bretanha, em 1760. Várias são as figuras britânicas aqui sepultadas, nomeadamente Charles Dickens, Charles Darwin, Isaac Newton, Henry Parcel, entre outros. 

Jardins dos Claustros


Os locais de interesse presentes nesta bonita Abadia são imensos, destacando-se a Lady Chapel, que conserva um magnífico tecto e o conjunto de cadeiras do coro de 1512, o Poet's Corner, conhecido como o canto dos poetas e onde estão as tumbas e mausoléus destes e o Trono de Santo Eduardo, um belo trono de coroação medieval do séc. XI.

Pormenores dos Claustros

Temos também os Cloisters, construídos entre o séc. XIII e o séc. XIV e que servem para unir a igreja da Abadia ao resto das dependências ou o Collage Garden que possui mais de  900 anos, sendo o parque mais antigo do país.

Collage Garden

Resta-nos Sala do Capítulo, uma bela sala octagonal, do séc. XIII, com um estilo gótico geométrico magnífico e composta por alguns restos de pinturas do séc. XIV, vários bancos de pedra, vários vitrais e ainda um pavimento dos meados do séc. XIII. Este local foi originalmente utilizada pelos monges beneditinos para as suas reuniões diárias e mais tarde, tornou-se o local de reunião do Grande Conselho do Rei.

Pormenores da Sala do Capítulo

O preço para a visita ao local é de 22 libras se comprado na hora, ou de 20 libras se comprado online, inicialmente fiquei na dúvida se compraria ou não uma vez que é um pouco puxado e não são permitidas fotos no interior (por isso tenho tão poucas fotos) mas como também tinha um voucher em que tinha dois bilhetes pelo preço de um, acabámos por entrar. E não ficámos nada arrependidos. o bilhete incluí audioguia, que é de extrema importância pois ajuda-nos a perceber os detalhes mais importantes da história do local.

Não perca os outros artigos sobre Londres cá do blog

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Não perca os nosso artigos sobre Londres:

sábado, 3 de junho de 2017

Gastronomia do Mundo - Mykonos

Gastronomia do Mundo - Mykonos

Hoje o artigo é dedicado à série "Gastronomia do Mundo", onde falo dos pratos típicos dos locais que vou visitando. Desta vez o artigo é sobre um prato que gosto bastante, o Gyros.

Mykonos é um fiel representante da comida grega, tendo grandes influências turcas e italianas. A ilha oferece pratos memoráveis confeccionados com produtos frescos. Havendo mesmo quem defenda que por muito que se tente copiar as receitas, estas nunca ficarão iguais pois a qualidade do queijo feta, do azeite, do mel, do tomate, entre outros, não será de todo o mesmo que existe na ilha.

Foto - Akis Petretzikis

Um dos pratos que se pode comer em Mykonos, assim como em toda a Grécia é o Gyros, que mais não é do que carne assada num espeto vertical, servida com pão pita, geralmente acompanhado de molho Tzatziki.

Na receita que aqui descrevo a carne não é cozinhada no espeto vertical para puder ser confeccionado nas nossas casas.
Aqueça o azeite numa frigideira e adicione a carne, o molho worcestershire, uma gota de pimenta de limão, paprika, alho em pó, pimenta preta e deixe cozinhar em lume brando.

Enquanto a carne fica a confeccionar pode ir preparando o molho de tzatziki, que mais não é do que uma combinação de pepino, iogurte grego, cebola vermelha, vinagre, azeite, sal e pimenta. 
Para acompanhar pode sempre optar pelo pão pita e uma salada grega composta por queijo feta, tomate, pepino e azeitonas pretas.
Para ver a quantidade certa dos ingredientes pode visitar o site Tasty Kitchen.

A gastronomia grega é tão interessante e deliciosa como a cultura deste país, transformando qualquer refeição numa agradável surpresa.

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Veja os nossos artigos sobre Mykonos:
Um dia em...Mykonos
Venezia Restaurant
Davinci Gelato



domingo, 14 de maio de 2017

Descobrir dois Mercados de Londres

Descobrir os Mercados de Londres

Durante a nossa estadia na bela cidade de Londres tivemos a possibilidade de visitar dois mercados de rua bem interessantes e únicos. 

Borough Market
O Borough Market é um belo mercado dedicado em exclusivo à comida e bebida, sendo um dos maiores e mais antigos mercados de Londres. Este é um local único, que funciona desde 1014, quando um grupo de comerciantes locais, se uniu e começou a comercializar os seus produtos, naquela que é actualmente a Borough High Street.



Apesar do seu crescimento ao longo dos séculos, o Parlamento Britânico, no séc. XIII, decidiu que o mercado deveria ser fechado, levando a que os comerciantes se unissem e comprassem o terreno, onde actualmente o mesmo se encontra.


Hoje em dia é possível encontrar mais de 100 stands de comida, de todas as zonas do mundo, que nos proporciona uma experiência gastronómica única. Mas aqui também é possível encontrar barraquinhas a vender legumes, frutas, queijos e outros produtos, para levar para cozinhar em casa. Em Borough Market somos inundados com inúmeros aromas e imagens, que nos aguçam os sentidos e nos despertam para o frenesim diário que aqui se vive.
Apesar de toda a atmosfera envolvente que aqui se vive, o que primeiro me chamou a atenção foi o facto deste belo mercado se encontrar por baixo de um viaduto de comboios, conferindo um ambiente verdadeiramente inesquecível.



Um detalhe peculiar é que apesar de ser um espaço para comer, não existem mesas no local, levando a que as pessoas comprem o que desejam e comam, enquanto andam a deambular pelo mercado, ou procurem um local fora dali para se sentar.


Este é um local que tem que visitar quando for a Londres, quer por ser um programa diferente, quer por ter a possibilidade de experimentar comidas incríveis e diferentes ou poder comprar ingredientes frescos para cozinhar em casa.




Convent Garden
A Praça de Covent Garden é a mais antiga praça coberta de Londres e uma das mais atraentes da Europa. Inaugurada em 1630, foi durante cerca de 300 anos, um mercado de frutas, legumes e flores. Mas em 1980, os belos pavilhões vitorianos, com os telhados de ferro e vidro, de estilo neoclássico, tornaram-se numa vibrante e moderna praça de mercado, com vários cafés, bares e lojas. Este belo local é constantemente animado com as inúmeras apresentações de artistas de rua, desde acrobatas, mágicos, músicos, actores de teatro e cantores de ópera.



O espaço é composto por três mercados distintos, formados pelas tradicionais barracas de artesanato. A mais famosa é a Apple Market, na zona norte, onde se vendem essencialmente antiguidades, peças de artesanato e jóias, entre outros. Segue-se o East Colonnade Market, onde é possível encontrar jóias, sabonetes, bolsas, obras de arte, entre outros. E por fim o pequeno Jubille Market, na zona sul, onde se pode encontrar roupa, cestos de flores, entre outros.



Um dos locais mais badalados deste mercado é o restaurante Jamie's Italian, do famoso chef Jamie Oliver. Mas existem muitos mais espaços a explorar nesta encantadora praça, projectada por Inigo Jones, por isso não deixe de vir e visitar.



Vários são os mercados de Londres que merecem ser visitados, pois são aquelas atracções gratuitas, que conseguem superar de longe algumas das mais caras atracções da cidade, quer pela sua diversidade cultural, quer pela oferta de produtos de óptima qualidade, quer simplesmente pelo ambiente mágico e frenético que aí se vive.

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Não perca os nosso artigos sobre Londres:
Roteiro de 4 dias por Londres
Descobrir a Torre de Londres
Descobrir o Museu Madame Tussaud
Descobrir o Museu Britânico
Descobrir os Parques Reais de Londres
Descobrir a Catedral de Westminster