domingo, 25 de junho de 2017

Descobrir o Portugal dos Pequenitos

Descobrir o Portugal dos Pequenitos

Localizado em Coimbra, o Portugal dos Pequenitos é um parque temático lúdico-pedagógico, que foi criado com o objectivo de divulgar a cultura, a arquitectura e o património português em Portugal e no mundo.

Entrada do Portugal dos Pequenitos

Inaugurado a 8 de Junho de 1940, este é um parque essencialmente direccionado para as crianças, sendo uma referência para muitas gerações. Foi criado pelo médico Fernando Bissaya Barreto e projectado pelo arquitecto Cassiano Branco e desde 1959 integra o património da Fundação Bissaya Barreto.

Mapa Mundo com Vasco da Gama

O Portugal dos Pequenitos caracteriza-se por apresentar construções em escala reduzida de vários monumentos e outros elementos do património edificado português. Actualmente o parque é composto por 5 áreas distintas, para além dos 3 museus, da Casa da Criança, do Parque Infantil e do Relógio do Sol.

Entrada do Parque onde está o "Expresso dos Pequenitos"

Quando entramos no parque a primeira área que nos surge é a dos Países de Língua Oficial Portuguesa, onde é possível encontrar uma representação etnográfica e monumental dos países africanos de Língua Oficial Portuguesa, nomeadamente do Brasil, Macau, Índia e Timor. Sendo possível encontrar nesta zona uma vegetação própria destas regiões.

Zona dedicada à Índia
Zona dedicada a Macau

Segue-se a área de Portugal Insular, onde é possível ver a réplica dos principais monumentos das Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores, ladeadas por grandes lagos, assemelhando-se às ilhas no Oceano Atlântico.

Área do Portugal Insular - Açores

Portugal Monumental é a área seguinte e que se apresenta como um espaço ilustrativos dos principais monumentos de Portugal, com maior destaque para os monumentos de Lisboa, mas também é possível ver alguns de Trás-dos-Montes, Douro, Minho e Beiras.

Área de Portugal Monumental

É também nesta área que se encontram os 3 museus, onde estão expostos os acervos museológicos da Fundação. Temos o Museu do Traje, aberto desde 1997, e onde estão expostos cerca de 300 peças em miniatura que representam a evolução na forma de vestir do povo português ao longo dos tempo, temos o Museu da Marinha, inaugurado em 1998, e onde estão expostas cópias miniaturas de barcos de pesca, carga e guerra, construídos nos Estaleiros Navais da Figueira da Foz e temos ainda o Museu do Mobiliário.

Logo a seguir temos a área Coimbra, onde se encontram as réplicas dos principais monumentos da cidade, muito particularmente da nossa belíssima Universidade.

Porta da Capela de São Miguel na área Coimbra

Por fim surge a área das Casas Regionais, onde é possível ver representações fidedignas das casas tradicionais de Portugal, sendo o espaço que mais sucesso faz entre a criançada.

Área das Casas Regionais

Solar do Minho

Quem visita o parque tem ainda a possibilidade de percorrer o mesmo num comboio eléctrico, o "Expresso dos Pequenitos".

Para quem contar visitar o Portugal dos Pequenitos o valor do bilhete ronda os 9,95€ para os adultos e entre os 3 e os 13 o preço é de 5,95€, sendo grátis para os menores de 3 anos.

Este é sem dúvida um dos símbolos da bonita cidade de Coimbra e que faz sonhar os mais pequenos, sendo um dos programas obrigatórios para quem visita a cidade acompanhado de crianças.




sexta-feira, 16 de junho de 2017

Descobrir a Abadia de Westminster

Descobrir a Abadia de Westminster


A Igreja do Colegiado de São Pedro de Westminster, ou simplesmente Abadia de Westminster é uma bonita igreja de estilo neogótico da cidade de Londres. É a mais importante igreja anglicana da cidade e uma das mais importantes de Inglaterra, sendo conhecida por ser o local de coroação dos Monarcas do Reino Unido e por albergar as tumbas dos monarcas e figuras históricas britânicas. Foi também palco do funeral da Princesa Diana e do casamento entre o Príncipe William e a Duquesa de Cambridge.


Fachada Norte da Abadia de Westminster

Construída no séc. XI, no estilo românico, a mando do Rei Eduardo, a Abadia foi construída no local onde, em 616 d.C. um pescador do Rio Tamisa teve uma visão de São Pedro. Mais tarde, em 970 d.C. uma comunidade de Monges Beneditinos resolveu instalar-se na região, levando a que em 1065 a Abadia fosse consagrada para abrigar os monges. 


Pórtico da Fachada Norte

Entre 1245 e 1517 o edifício sofreu grandes alterações, nomeadamente no estilo arquitectónico. Mas foi durante o séc. XVIII que esta sofreu a sua maior alteração, ao serem construídas as duas torres da entrada principal. 




Por volta de 1534, o Estado resolveu separar a Igreja de Inglaterra da Igreja Católica, confiscando a Abadia dos Monges e tornando-a uma igreja anglicana, o que a salvou de ser destruída algumas vezes, nomeadamente durante os ataques feitos pelos iconoclastas em 1640. Mais tarde foi devolvida aos Beneditinos, pela mão da católica Rainha Maria I, mas no séc. XVIII, foi de novo retirada, desta vez pela mão de Isabel I, que a transformou no Colegiado de São Pedro.

Uma das Torres da Abadia


Em 1546 e durante 10 anos obteve o estatuto de Catedral, que perdeu em 1560, mas ao invés recebeu o estatuto de Royal Peculiar, ou seja, é um local de culto, que está sob a jurisdição da monarquia, não estando sujeita ao bispado do local. 


Uma das Torres da Abadia

Desde a coroação de Haroldo II de Inglaterra, em 1066, que todos os monarcas do Reino Unido têm sido aqui coroados, excepto Eduardo V e Eduardo VIII, que não tiveram cerimónia de coroação. Tradicionalmente, o monarca que vai ser coroado senta-se no Trono de Eduardo, o Confessor e a cerimónia é presidida pelo Arcebispo da Cantuária.

Entrada para a Sala do Capítulo

A Abadia é também conhecida por ser uma Necrópole Real que foi convertida em Mausoléu Nacional, albergando cerca de 3000 túmulos, 17 dos quais monarcas. O último monarca aqui sepultado foi o Rei Jorge II da Grã-Bretanha, em 1760. Várias são as figuras britânicas aqui sepultadas, nomeadamente Charles Dickens, Charles Darwin, Isaac Newton, Henry Parcel, entre outros. 

Jardins dos Claustros


Os locais de interesse presentes nesta bonita Abadia são imensos, destacando-se a Lady Chapel, que conserva um magnífico tecto e o conjunto de cadeiras do coro de 1512, o Poet's Corner, conhecido como o canto dos poetas e onde estão as tumbas e mausoléus destes e o Trono de Santo Eduardo, um belo trono de coroação medieval do séc. XI.

Pormenores dos Claustros

Temos também os Cloisters, construídos entre o séc. XIII e o séc. XIV e que servem para unir a igreja da Abadia ao resto das dependências ou o Collage Garden que possui mais de  900 anos, sendo o parque mais antigo do país.

Collage Garden

Resta-nos Sala do Capítulo, uma bela sala octagonal, do séc. XIII, com um estilo gótico geométrico magnífico e composta por alguns restos de pinturas do séc. XIV, vários bancos de pedra, vários vitrais e ainda um pavimento dos meados do séc. XIII. Este local foi originalmente utilizada pelos monges beneditinos para as suas reuniões diárias e mais tarde, tornou-se o local de reunião do Grande Conselho do Rei.

Pormenores da Sala do Capítulo

O preço para a visita ao local é de 22 libras se comprado na hora, ou de 20 libras se comprado online, inicialmente fiquei na dúvida se compraria ou não uma vez que é um pouco puxado e não são permitidas fotos no interior (por isso tenho tão poucas fotos) mas como também tinha um voucher em que tinha dois bilhetes pelo preço de um, acabámos por entrar. E não ficámos nada arrependidos. o bilhete incluí audioguia, que é de extrema importância pois ajuda-nos a perceber os detalhes mais importantes da história do local.

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sábado, 3 de junho de 2017

Gastronomia do Mundo - Mykonos

Gastronomia do Mundo - Mykonos

Hoje o artigo é dedicado à série "Gastronomia do Mundo", onde falo dos pratos típicos dos locais que vou visitando. Desta vez o artigo é sobre um prato que gosto bastante, o Gyros.

Mykonos é um fiel representante da comida grega, tendo grandes influências turcas e italianas. A ilha oferece pratos memoráveis confeccionados com produtos frescos. Havendo mesmo quem defenda que por muito que se tente copiar as receitas, estas nunca ficarão iguais pois a qualidade do queijo feta, do azeite, do mel, do tomate, entre outros, não será de todo o mesmo que existe na ilha.

Foto - Akis Petretzikis

Um dos pratos que se pode comer em Mykonos, assim como em toda a Grécia é o Gyros, que mais não é do que carne assada num espeto vertical, servida com pão pita, geralmente acompanhado de molho Tzatziki.

Na receita que aqui descrevo a carne não é cozinhada no espeto vertical para puder ser confeccionado nas nossas casas.
Aqueça o azeite numa frigideira e adicione a carne, o molho worcestershire, uma gota de pimenta de limão, paprika, alho em pó, pimenta preta e deixe cozinhar em lume brando.

Enquanto a carne fica a confeccionar pode ir preparando o molho de tzatziki, que mais não é do que uma combinação de pepino, iogurte grego, cebola vermelha, vinagre, azeite, sal e pimenta. 
Para acompanhar pode sempre optar pelo pão pita e uma salada grega composta por queijo feta, tomate, pepino e azeitonas pretas.
Para ver a quantidade certa dos ingredientes pode visitar o site Tasty Kitchen.

A gastronomia grega é tão interessante e deliciosa como a cultura deste país, transformando qualquer refeição numa agradável surpresa.

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Veja os nossos artigos sobre Mykonos:
Um dia em...Mykonos
Venezia Restaurant
Davinci Gelato



domingo, 14 de maio de 2017

Descobrir dois Mercados de Londres

Descobrir os Mercados de Londres

Durante a nossa estadia na bela cidade de Londres tivemos a possibilidade de visitar dois mercados de rua bem interessantes e únicos. 

Borough Market
O Borough Market é um belo mercado dedicado em exclusivo à comida e bebida, sendo um dos maiores e mais antigos mercados de Londres. Este é um local único, que funciona desde 1014, quando um grupo de comerciantes locais, se uniu e começou a comercializar os seus produtos, naquela que é actualmente a Borough High Street.



Apesar do seu crescimento ao longo dos séculos, o Parlamento Britânico, no séc. XIII, decidiu que o mercado deveria ser fechado, levando a que os comerciantes se unissem e comprassem o terreno, onde actualmente o mesmo se encontra.


Hoje em dia é possível encontrar mais de 100 stands de comida, de todas as zonas do mundo, que nos proporciona uma experiência gastronómica única. Mas aqui também é possível encontrar barraquinhas a vender legumes, frutas, queijos e outros produtos, para levar para cozinhar em casa. Em Borough Market somos inundados com inúmeros aromas e imagens, que nos aguçam os sentidos e nos despertam para o frenesim diário que aqui se vive.
Apesar de toda a atmosfera envolvente que aqui se vive, o que primeiro me chamou a atenção foi o facto deste belo mercado se encontrar por baixo de um viaduto de comboios, conferindo um ambiente verdadeiramente inesquecível.



Um detalhe peculiar é que apesar de ser um espaço para comer, não existem mesas no local, levando a que as pessoas comprem o que desejam e comam, enquanto andam a deambular pelo mercado, ou procurem um local fora dali para se sentar.


Este é um local que tem que visitar quando for a Londres, quer por ser um programa diferente, quer por ter a possibilidade de experimentar comidas incríveis e diferentes ou poder comprar ingredientes frescos para cozinhar em casa.




Convent Garden
A Praça de Covent Garden é a mais antiga praça coberta de Londres e uma das mais atraentes da Europa. Inaugurada em 1630, foi durante cerca de 300 anos, um mercado de frutas, legumes e flores. Mas em 1980, os belos pavilhões vitorianos, com os telhados de ferro e vidro, de estilo neoclássico, tornaram-se numa vibrante e moderna praça de mercado, com vários cafés, bares e lojas. Este belo local é constantemente animado com as inúmeras apresentações de artistas de rua, desde acrobatas, mágicos, músicos, actores de teatro e cantores de ópera.



O espaço é composto por três mercados distintos, formados pelas tradicionais barracas de artesanato. A mais famosa é a Apple Market, na zona norte, onde se vendem essencialmente antiguidades, peças de artesanato e jóias, entre outros. Segue-se o East Colonnade Market, onde é possível encontrar jóias, sabonetes, bolsas, obras de arte, entre outros. E por fim o pequeno Jubille Market, na zona sul, onde se pode encontrar roupa, cestos de flores, entre outros.



Um dos locais mais badalados deste mercado é o restaurante Jamie's Italian, do famoso chef Jamie Oliver. Mas existem muitos mais espaços a explorar nesta encantadora praça, projectada por Inigo Jones, por isso não deixe de vir e visitar.



Vários são os mercados de Londres que merecem ser visitados, pois são aquelas atracções gratuitas, que conseguem superar de longe algumas das mais caras atracções da cidade, quer pela sua diversidade cultural, quer pela oferta de produtos de óptima qualidade, quer simplesmente pelo ambiente mágico e frenético que aí se vive.

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Roteiro de 4 dias por Londres
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Descobrir o Museu Madame Tussaud
Descobrir o Museu Britânico
Descobrir os Parques Reais de Londres
Descobrir a Catedral de Westminster

terça-feira, 2 de maio de 2017

Descobrir a Catedral de Southwark

Descobrir a Catedral de Southwark

A Catedral e Igreja Colegial de São Salvador e Santa Maria Overie é um bonito templo localizado na margem sul do rio Tamisa, bem perto da London Bridge. A primeira referência escrita à igreja surge em 1086, mas acredita-se que a mesma possa ter surgido séculos antes.

Catedral de Southwark

Em 1106 a igreja foi "refundada" por dois cavaleiros normandos e o Bispo de Winchester como um convento, cujos membros viviam pela regra de Santo Agostinho de Hippo. A igreja foi dedicada a Santa Maria e tornou-se mais tarde conhecida como Santa Maria Overie, "sobre o rio". Os Cânones Agostinianos criaram um hospital ao lado da igreja, que foi o antecessor directo do actual Hospital St Thomas's em frente às Casas do Parlamento.

Torre da Catedral
Na dissolução dos mosteiros em 1539, os últimos seis cânones reformaram-se, mas continuaram a viver em edifícios a norte da igreja. A própria igreja foi alugada à congregação por Henrique VIII. 
Em 1611, cansados de alugar a sua igreja para o culto, um grupo de mercadores da congregação, conhecidos como os "Negociadores", compraram a igreja ao Rei James I. Mas só em 1905, com a criação da diocese de Southwark, esta se tornou na Catedral de Southwark, igreja matriz da Diocese Anglicana de Southwark.

Porta da Entrada Sul da Catedral

O interior da Catedral de Southwark é bastante bonito e adornado com imensos memoriais, esculturas e vitrais de uma beleza ímpar. Um dos espaços mais conhecidos é a Capela de Harvard e o tabernáculo de Pugin. A capela comemora o principal benfeitor da Universidade de Harvard, que foi batizado em São. Salvador, em 1607. O vitral foi dado pelo embaixador dos EUA Joseph Choate, em 1905. Descrevendo o batismo de Cristo, foi projetado pelo artista americano John La Farge, um colega de Louis Tiffany. A capela também abriga um tabernáculo projetado por Augustus Pugin em 1851.
A Nave foi re-construída em 1895, num projecto de Sir Arthur Blomfield. Um desses belos vitrais é a janela projectada por Henry Holiday, a West End, onde estão representadas as cenas da Criação.

A bela West End

A Nave

Uma das mais belas peças desta Catedral é a sua fonte. A vida cristã começa com o batismo e como tal, em qualquer templo cristão existe uma pia batismal, onde ocorrem os batismos. Este belo exemplar encontra-se entre as entradas norte e sul da Catedral.

A Fonte da Catedral
Iniciando a visita pelo corredor norte a primeira grande atracção que encontramos é o Mapa de Oração do Zimbábue. Existem cinco dioceses anglicanas mo Zimbábue e cada uma das três áreas episcopais da diocese de Southwark estão ligadas a três dessas dioceses anglicanas no Zimbábue. 

Mapa de Oração de Zimbábue
Segue-se o Túmulo de John Gower, um conhecido poeta, amigo intimo de Geoffrey Chaucer (pai da literatura inglesa) e poeta da corte de Richard II e Henry IV.
Este é um túmulo medieval, onde é possível ver uma efígie reclinada de Gower, com a cabeça apoiada na cópia de 3 das suas maiores obras, que são unidas por temas morais e políticos. A mais conhecida terá sido o Confessio Amantis, uma coleção de histórias de amor, incluindo uma sobre Péricles de Tiro, mas Speculum Meditantis, um tratado filosófico e Vox Clamantis, uma sátira política, não lhe terão ficado atrás.

Túmulo de John Groer

Seguindo a visita à Catedral chegamos ao Altar e bem por cima deste encontra-se uma tela magnífica, erguida pelo bispo Fox de Winchester, em 1520. A sua aparência actual, apresenta várias esculturas, sendo semelhante ao objecto inicial, mas a maioria do detalhe é de períodos posteriores. As figuras representam santos e pessoas ligadas à história da Catedral de Southwark. Em 1930 foi acrescentado um novo painel dourado, mostrando os padres gregos e latinos da Igreja, inspirado num painel da Basílica de São Marcos, em Veneza.

Tela por cima do Altar

Uma das peças com maior significado da Catedral é o Nonsuch Chest, uma bela caixa embutida, feita por imigrantes alemães em Southwark. Esta foi dada à igreja em 1588 por Aldreman Hugh Offley. Anteriormente, este belo baú serviu para armazenar os registos paroquiais.

Continuando a visita é possível encontrar a Efígie de madeira de um cavaleiro, uma das únicas 94 efígies de madeira semelhantes em toda a Grã-Bretanha, tendo sido datada de 1280.
A sua identidade é desconhecida, mas acredita-se que seja um membro da família de Warenne, que tinha fortes ligações com a igreja neste momento.

A Efígie de Madeira do Cavaleiro

Bem próximo deste local é possível ver o Monumento a Humble, onde está retratado Alderman Richard Humble e as suas duas esposas, Elizabeth e Isabel. As efígies dos seus filhos estão retratados nos lados. Humble era um vereador da cidade e membro da Igreja.
Este é um belo exemplar do trabalho da "escola de Southwark", um grupo de escultores flamengos refugiados, que viveram e trabalharam na área.


Monumento a Humble

Nesta zona está também um monumento de estilo flamengo, onde está representado um ex-morador local, John Trehearne e a sua esposa. Ele foi um dos "Negociadores" que ajudou a comprar a igreja ao Rei James I.

Monumento a John Trehearne
Chega-se depois à zona do Retro-Coro, a parte mais antiga da Catedral que data do século XIII. Esta área foi utilizada como a zona privada do Bispo, não sendo parte integrante da igreja. Só mais tarde, em 1623 passou a fazer parte do templo. Actualmente, é composta por quatro capelas dedicadas a Santo André, São Cristóvão, a Virgem Maria e São Francisco e Isabel da Hungria.

Retro-Coro com a Capela da Virgem Maria ao fundo

Na Capela de Santo André são comemorados aqueles que vivem e morrem sob a sombra do HIV. Esta é uma preocupação muito contemporânea para uma doença que afeta grandes grupos de homens, mulheres e crianças em todo o mundo, particularmente na África. Uma pequena cerimónia é realizada para eles todos os sábados às 9h15.

Capela de Santo André
A Capela de São Cristovão foi concebida como uma capela para crianças. O painel pintado atrás do altar inclui borboletas, símbolos da ressurreição e almas humanas.

Capela de São Cristovão

A Capela da Virgem Maria é dedicada à mãe de Jesus. Já a Capela de São Francisco e Isabel de Hungria é dedicada a estes dois santos que eram conhecidos pela sua preocupação com os pobres, sendo um local onde os empregados da área social são comemorados.

Capela de São Francisco e Isabel da Hungria

Continuando a visita pelo corredor sul a partir do Retro-Coro encontramos o Túmulo do Bispo Lancelot Andrews, um grande pregador do século XVII. A parte original do túmulo, a efígie de Andrews e a crista no lado norte, é da autoria de um refugiado flamengo, Gerard Johnson. No túmulo Andrews aparece vestindo o manto da Ordem da Jarreteira e carregando um pequeno livro, que parece representar as suas Preces Privatae, uma colecção de orações que ele compôs e que ainda hoje são utilizadas.

Túmulo do Bispo Lancelot Andrews

Segue-se o órgão da catedral, construído por Lewis e Co., 1897. Thomas Christopher Lewis, fundador da companhia, era um nome reconhecido para a construção de instrumentos que tinham um tom brilhante e vibrante. Este permaneceu intocável até 1952, altura em que Henry Willis e Son, fizeram uma grande alteração, principalmente ao nível do som e transferiram-no de local.
Mas alguns anos após a reconstrução foi decidido que o órgão deveria voltar às especificações do conceito original, uma vez que as alterações de Willis tinham modificado significativamente o som do instrumento.

Órgão da Catedral

No transepto sul, construído no início do séc. XV, é possível ver vários monumentos de interesse e que captam a atenção de qualquer um. Um dos mais imponentes é o de Joyce, Lady Clerke, mandado erguer pelo seu marido, William, um conhecido advogado local e poeta. Este foi projectado por Nicholas Stone, um proeminente escultor do séc. XVII.
Outro dos monumentos deste local, comemora o médico Lionel Lockyer, famoso pelos seus comprimidos milagrosos.
O monumento Bliss é um monumento típico do séc. XVIII, que pretende comemorar Richard Bliss, um membro da Sacristia de São Salvador.

Parede do transepto sul com vários monumentos
comemorativos

O Memorial a Shakespeare, foi esculpido por Henry McCarthy, em 1912, e mostra uma figura de alabastro reclinada do actor e escritor. Há ainda uma bela janela, projectada por Christopher Webb, que mostra várias personagens das peças do escritor.
O irmão de William, Edmund está aqui enterrado embora não se saiba ao certo onde.

Memorial a Shakespeare

Continuando a visita somos levado a sair pela porta sul, que nos leva para as traseiras da Catedral e onde é possível ver o Memorial a Mahomet Weyonomon, inaugurado em 2006, pela Rainha e pelo Duque de Edimburgo. Este é um belo pedragulho de granito, esculpido por Peter Randall Page.
Mahomet Weyonomon era um chefe de Mohegan que veio a Inglaterra em 1735 para requisitar o rei George II para recuperar terras ancestrais tomadas pelos colonos em Connecticut. Weyonomon morreu de varíola antes que seu caso pudesse ser ouvido. Como era estrangeiro, não podia ser enterrado na cidade e assim foi enterrado em uma sepultura não localizada no quintal da Catedral.

Memorial a Mahomet Weyonomon
E termina assim a visita a uma bela Catedral, escondida do outro lado do Rio Tamisa e que por isso pode passar um pouco despercebida a quem visita Londres. Contudo, vale a pena o desvio da zona mais turística da cidade para ver este belo exemplar religioso.

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