sábado, 26 de novembro de 2016

Descobrir Barcelona em 3 dias - 1º dia

Descobrir Barcelona em 3 dias - 1º dia

Barcelona é considerada a cidade mais cosmopolita de Espanha, é uma cidade vibrante, ousada  e chique, situada na costa do Mediterrâneo. A capital da Catalunha é conhecida pelos vários tipos de expressão artística, sendo o centro mundial da arquitectura modernista.
Grandes nomes deixaram o seu legado nesta magnífica cidade e várias foram as figuras lendárias que aqui floresceram. 

Conhecer Barcelona em 3 dias permite-nos ter um panorama geral da cidade. Nós fizemos a nossa escolha de locais a visitar, tendo em conta os nossos gostos e preferências, notando que cada pessoa é diferente e tem as suas próprias características e gostos, podendo não concordar com os locais por nós visitados.

Barcelona

Assim, hoje vou apresentar o roteiro feito por nós nos dias que estivemos em Barcelona. A nossa impressão da cidade foi bem positiva.


O nosso roteiro

1º dia

Barcelona é uma cidade onde a maior parte das pessoas gosta de passear a pé e nós decidimos iniciar o nosso percurso pelo Parc de la Ciutadella. 
Bem antes de chegarmos ao parque encontrámos o belo Arc de Triomf. Barcelona possui o seu próprio arco do triunfo, construído em 1888, para ser a porta de entrada da Exposição Universal, que teve lugar na cidade. Este é em estilo neo-mudéjar, com cerca de 30 metros de altura e foi criado pelo arquitecto Josep Villaseca. O Arco do Triunfo de Barcelona resulta da fusão de elementos islâmicos com outros estilos dos povos cristãos e foi construído em tijolo, que serviu não só como material de construção mas também como decoração. Na maior parte dos Arcos do Triunfo é dado particular relevo ao tema militar, mas no de Barcelona é dado particular relevo ao progresso artístico, científico e económico e simboliza a porta de entrada da cidade à modernidade.

Arc de Triomf de Barcelona

Depois de passarmos por baixo do belíssimo Arco entramos no Parc de la Ciutadella (parque da cidadela). Este é um dos parques mais importantes e mais bonitos de Barcelona. Foi igualmente construído para a Exposição Universal de 1888, numa zona que era ocupada por uma antiga fortaleza da cidade, a Ciutadella, mandada construir por Filipe V em 1715, para dominar a cidade. Este é um dos locais mais concorridos de Barcelona, sendo comum encontrar pessoas a fazer piqueniques, a passear ou simplesmente a conversar. 
Espalhados pelo parque há um conjunto de várias atracções que fazem a delícia de quem o visita.


Parc de la Ciutadella

Uma das atracções que mais chama a atenção neste belo parque é o Castillo de los Tres Dragones, um imponente edifício de tijolo vermelho, de estilo neogótico, muito semelhante a um castelo, obra de Lluís Domènech i Montaner. Foi construído para ser o restaurante da Exposição Universal, tendo sido depois utilizado como centro de artesanato e Museu de Zoologia. Actualmente encontra-se fechado para visitas.

Castillo de los Tres Dragones

Um pouco mais à frente encontrámos a belíssima Fonte da Cascata. Esta é uma famosa e arrojada fonte em cascata, sendo um dos locais mais bonitos e famosos do parque. A fonte foi desenhada por Josep Fontserè, com a colaboração do jovem Gaudi e vários dos melhores escultores da altura.
O que mais chama a atenção do local é o El Carro de l'Aurora, colocado na parte mais elevada da fonte, obra do escultor catalão Rossend Nobas, para a Exposição Universal de 1888. Mas existem vários elementos fantásticos neste monumento, nomeadamente a escultura do Nascimento de Vénus, de Venâncio Vallmitjana, o frontão com uma escultura de Vénus, de Francesc Pagès i Serratosa, entre outras.

Fonte de la Cascata

El Carro de l'Aurora

Bem perto desta belíssima fonte encontra-se um enorme Mamute. Este fazia parte de um projecto que tinha como objectivo construir várias réplicas de animais, pelo parque. Contudo, por falta de verbas o projecto nunca avançou e apenas o Mamute foi construído.

Mamute

Outra das atracções que encontrámos neste belo parque foi a Capilla Castrense. Esta é uma construção de 1720, de inspiração francesa neoclássica, da autoria de Prosper de Verboom. Esta pequena capela com uma planta em forma de cruz, possui uma única nave e algumas capelas laterais.



Capilla Castrense

Depois de explorado o belo Parc de la Ciutadella seguimos o nosso percurso até a La Barcelonetta.
La Barceloneta é um bairro da Ciuta Vella, criado em meados do séc. XVIII, projectado nas águas do porto, para estivadores e pescadores, que haviam perdido as suas casas após Filipe V mandar demolir o bairro de La Ribera. Actualmente, é famosa pelos seus restaurantes do Passeig de Bourbó e vai mantendo o seu carácter de bairro operário.

Várias são as praias que aqui se encontram e nós acabámos por passear pela Platja de Sant Miquel, uma das praias mais antigas e movimentadas da cidade. É conhecida por ter um serviço para pessoas com mobilidade reduzida.

Platja de Sant Miquel

Bem no centro do areal é possível ver a L'Estel Ferit, uma obra da artista alemã Rebecca Horn, composta por quatro cubos empilhados. Esta escultura é uma homenagem ao bairro pescador de La Barceloneta, tendo sido colocado no local para os Jogos Olímpicos de Barcelona, em 1992. Os cubos representam as antigas barracas de praia, que anteriormente se encontravam espalhados por toda a orla.

L'Estel Ferit

Depois de passearmos por Barcelonetta e termos aproveitado para almoçar num dos muitos restaurantes espalhados pela zona (escolhemos o TapaTapa- que por sinal é muito bom), seguimos em direcção ao Port Vell, o antigo porto de Barcelona. Actualmente, tem ancorado vários barcos de recreio e possui ainda algumas atracções turísticas. Percorrer o Port Vell é algo extremamente agradável.


Port Vell

Decidimos depois ir até ao Montjuic a pé e pelo caminho deparámo-nos com imponente Monument a Colon, um dos principais ícones de Barcelona. O monumento de cerca de 50 metros foi concebido por Gaietà Buiges e a estátua de Colombo, com cerca de 7 metros, foi feita em bronze pelo escultor Rafael Atché. Bem no alto desta coluna é possível ver o navegador Cristovão Colombo apontar o dedo em direcção ao mar. No interior do monumento existe um elevador, que conduz à base da estátua de Colombo, onde está localizado um miradouro, que dá belas paisagens sobre a cidade.


Monument a Colon

Depois de uma longa caminhada chegámos ao Parc de Montjuic, localizado na montanha de Montjuic (monte dos judeus), é considerado o pulmão verde da cidade. O local foi urbanizado e transformado no que é hoje, devido a dois eventos internacionais que ocorreram na cidade de Barcelona, em 1929, a Exposição Internacional e alguns anos mais tarde, 1992, os Jogos Olímpicos de Barcelona. O local está repleto de atracções, que vão desde o Parque Olímpico, o Jardim Botânico, a fundação Joan Miró, o Palácio Nacional, entre outros.

Começámos a nossa descoberta do Parc de Montjuic pelo Castell de Montjuic, localizado a 173 metros de altitude e que é o símbolo da repressão e das batalhas que foram travadas ao longo da história de Barcelona.  Esta bela fortaleza data do séc. XVIII, tendo sido construída a partir das ruínas que surgiram após a Guerra da Sucessão no século anterior. Durante muitos anos serviu como prisão militar e como centro de interrogatório, tendo sido nas suas masmorras, em 1940, que Lluís Companys, presidente da Catalunha, foi fuzilado. Em 1960, Franco decidiu devolver o castelo à cidade. 
Actualmente, abriga o Museu Militar, que apresenta um ambiente evocativo e onde pudemos ver as armas antigas, os uniformes militares e as medalhas que permitem recordar os prisioneiros da era de Filipe V, no séc. XVIII e os republicanos, que foram presos nas masmorras durante a guerra civil.


Castell de Montjuic

Seguimos depois em direcção ao Museu Olímpic i de l'Esport Joan Antoni Samaranch, um moderno e interactivo museu, inaugurado em 2007. Aqui é possível encontrar várias informações relacionadas com os desportos olímpicos e a forma como estes promovem os valores, a educação e a inovação na sociedade. É ainda possível ver uma exposição sobre as várias cidades que receberam os Jogos Olímpicos após 1992.

Museu Olímpic

Bem perto está o Estadi Olímpic Lluís Companys, localizado no alto da colina de Montjuic, este belo exemplar foi o palco principal dos Jogos Olímpicos de Barcelona, em 1992. Possui o nome do Presidente do Governo da Catalunha, durante a Guerra Civil Espanhola. Este estádio foi inicialmente construído para a Exposição Universal, que ocorreu em 1929, depois disso o local foi entrando em decadência e só foi renovado na altura dos Jogos Olímpicos de 1992.


Pira Olímpica
Estádio Olímpico

Junto ao Estádio Olímpico encontra-se a belíssima Anella Olímpica, uma das relíquias que ficaram dos Jogos Olímpicos de Barcelona 92. A Anella, situada no alto da montanha de Montjuic, era o coração deste evento desportivo.

Anella Olímpica

Continuámos o nosso roteiro em direcção ao magnífico Palau Nacional. Este foi construído entre 1927 e 1929, para ser o centro da Exposição Universal de 1929. Actualmente, alberga o MNAC (Museu Nacional d'Art de Catalunya), onde é possível encontrar pinturas, esculturas, artes decorativas entre muitas outras peças.

Palau Nacional

Bem em frente ao Palau Nacional localiza-se a Font Magica, uma grande fonte construída para Exposição Internacional de 1929, que vai desde a Plaça Espanya até ao Palau Nacional. Nela é possível observar um bonito espectáculo de música e luz, coordenados com movimentos de jactos de água. Esta é uma das atracções turísticas mais famosas de Barcelona.

Font Magica

Depois de descermos a enorme escadaria em frente à Font Magica e passarmos bem ao seu lado seguimos em direcção à Plaça d´Espanya e à sua imponente Font Monumental, localizada bem no centro da praça. Esta enorme fonte, construída por ocasião da Exposição Internacional de 1929 é um projecto do arquitecto modernista catalão Josep Maria Jujol e contou com o apoio de outros grandes artistas da época. Este monumento é uma alegoria aos rios e mares de Espanha, estando nele representados o Ebro, Guadalquivir e Tejo e peloMediterrâneo, Atlântico e Cantábrico.

Font Monumental
Para terminar o nosso dia decidimos visitar o Arenas de Barcelonaum bonito e diferente shopping, inaugurado em 2011, que se localiza na antiga Plaçaa de Toros de las Arenas. A última corrida de touros aconteceu em 1977 e depois disso o local ficou abandonado. Anos mais tarde foi reabilitado e transformado no bonito centro comercial que é hoje. A zona mais bonita do local é o fantástico terraço, localizado no seu topo, trata-se de um miradouro circular, que oferece paisagens de 360º de Barcelona e onde é possível encontrar vários restaurantes, um dos quais escolhido por nós para jantar.


Arenas de Barcelona

Depois de um belíssimo jantar decidimos regressar ao hotel e aproveitar para descansar depois de um dia bem intenso e onde caminhámos imenso, terminando assim um fantástico dia.

E vocês já visitaram Barcelona? O que acharam? Ou ainda querem visitar?
Este blog tem parceria com o Booking. Se pretender fazer a sua reserva para ficar alojado em Barcelona, contrate o serviço por aqui e estará ajudando o nosso blog, já que o nosso trabalho é voluntário.

Não perca as nossas impressões do nosso hotel.
Roteiro do nosso 2º dia
Roteiro do nosso 3º dia
Descobrir a Sagrada Família
Descobrir a Catedral de Barcelona


Espero que tenham gostado.


sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Descobrir a Quinta da Ervamoira

Descobrir a Quinta da Ervamoira

Hoje o artigo é dedicado a uma das Quintas que tivemos o prazer de conhecer a convite da Casa Ramos Pinto, a Quinta da Ervamoira. Para alcançar a quinta tivemos que deixar os nossos carros na aldeia mais próxima e seguir em jipes todo terreno, a única forma de chegar ao local.

Quinta da Ervamoira ao fundo

A Quinta da Ervamoira localiza-se na sub-região do Douro superior, na freguesia da Muxagata, em Vila Nova de Foz Côa. Foi adquirida pela Casa Ramos Pinto em 1974 quando José António Ramos Pinto Rosas procurava uma quinta com um terreno pouco acidentado, de modo a conseguir mecanizar o trabalho, uma vez que já nessa altura havia grandes problemas de escassez e elevado custo na mão-de-obra.

Vinhas

Inicialmente conhecida como Quinta de Santa Maria, a Quinta da Ervamoira depressa se tornou na quinta modelo para toda a região do Douro. E apenas dois anos depois de ter sido adquirida passou a fazer parte de um projecto onde apenas eram cultivadas as cinco melhores castas e onde se pretendia não só produzir vinho do Porto mas também vinho de Mesa.



Aqui as videiras foram plantadas ao alto e em talhões, onde cada talhão correspondia a uma casta diferente, terminando assim a mistura de castas na mesma vinha.

Vinha em Talhões

Dada toda a história que a envolve a quinta e os terrenos em volta, com a descoberta das figuras de arte rupestre, a Casa Ramos Pinto decidiu criar o Museu de Sítio de Ervamoira, inaugurado em 1997, onde pretende dar a conhecer ao público toda a história do local e onde se pretende proceder a uma investigação ambiental, enológica, arqueológica e antropológica do Vale do Côa.

Museu de Sítio de Ervamoira
Posteriormente, com a decisão da UNESCO de elevar as gravuras do Vale do Côa à categoria de Património da Humanidade, a Quinta de Ervamoira passou a ser a primeira quinta vinhateira a possuir o título de Património da Humanidade.

A nossa mesa de almoço
Aqui passámos momentos de puro lazer, completamente isolados do mundo, numa quinta para lá de especial, com pessoas extremamente divertidas. Fomos recebidos de forma extremamente fantástica por toda a equipa Ramos Pinto e ficámos a conhecer um pouco mais desta empresa de renome, que tanto tem divulgado o nome de Portugal além fronteiras.

O nosso grupo

E por aqui terminou o nosso passeio pelas Quintas Ramos Pinto. Foram dias muito bons, rodeados de natureza, dias de convívio que ficarão para sempre na memória dos que fizeram parte deste grupo maravilhoso.
Obrigado Ramos Pinto por nos ter proporcionado estes dias fantásticos.


sábado, 12 de novembro de 2016

Descobrir a Quinta dos Bons Ares

Descobrir a Quinta dos Bons Ares

Hoje o artigo é dedicado a uma das Quintas que tivemos o prazer de conhecer a convite da Casa Ramos Pinto, a Quinta dos Bons Ares.

A Quinta dos Bons Ares, localizada na sub-região do Douro superior, na freguesia da Touça, é uma quinta que remonta ao período romano, algo comprovado pelos vestígios arqueológicos encontrados no local. Foi adquirida pela Casa Ramos Pinto em 1985 com o objectivo de instalar aqui um centro de vinificação.

Quinta dos Bons Ares
Várias são as características que levaram a Casa Ramos Pinto a adquirir esta propriedade, nomeadamente a sua elevada altitude (que leva a que tenha temperaturas mais amenas no Verão), a proximidade da Quinta da Ervamoira e o seu solo granítico (produzindo uvas mais ácidas e frescas).
A Quinta dos Bons Ares, com uma área de cerca de 20 ha de vinha, produz as uvas para alguns dos mais famosos vinhos da Casa Ramos Pinto.

Caves da Quinta dos Bons Ares

O Centro de Vinificação da Quinta dos Bons Ares possui uma infra-estrutura tecnológica de ponta, que foi adaptada às características geográficas da região. Sendo aqui que se produzem todos os vinhos de mesa da Casa Ramos Pinto e ainda onde se realizam diversas experiências vitivinícolas, para produzir cada vez mais e melhores vinhos.

Centro Vinificação
Na nossa visita ao local foi nos possível conhecer o recentemente remodelado centro de vinificação, onde nos foi explicado todo o processo de produção de vinho, desde a vindima até ao engarrafamento. 

Zona de engarrafamento

Esta foi sem dúvida uma visita bem agradável, que terminou com uma pequena prova de vinhos que ainda estavam em barrica e que em breve serão engarrafados.
Vocês já provaram os vinhos produzidos na Quinta dos Bons Ares? O que acharam?