sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Descobrir Villars sur Ollon

Descobrir Villars sur Ollon

Na nossa viagem de Inverno à Suíça ficámos em casa de uns amigos que vivem numa aldeia bem no cimo de uma montanha chamada Villars sur Ollon. Esta pequena aldeia turística localiza-se a 1300 metros de altitude, num bonito planalto acima do Vale do Ródano, bem no coração dos Alpes de Vaud.

Chegada a Villars sur Ollon

Villars sur Ollon é um encantador resort de férias, que nos oferece um ambiente multicultural, com turistas de todas as idades e partes do mundo, que vêm em buscas das férias perfeitas num cenário idílico com paisagens únicas que vão desde o Lago de Genebra até ao Mont-Blanc.

Aa montanhas à volta da vila
Aqui existe uma panóplia de actividades para se fazer, o que permite que passemos o tempo sempre ocupados, seja Verão ou Inverno. No Verão pode optar pelas caminhadas (existem cerca de 300 km de percursos pedestres), BTT (existem cerca de 150 km de rotas de BTT) ou até golfe (existe um campo de golfe com 18 buracos) e ainda se preferir pode optar por fazer um agradável passeio pelos lagos espalhados pela montanha.
Já no Inverno pode percorrer as várias pistas de esquis, com a ajuda dos vários teleféricos espalhados pela zona e optar por praticar vários desportos de Inverno.

Pistas de desportos de Inverno em Roc d'Orsay
Como fomos no Inverno, tivemos a sorte de visitar algumas pistas de esqui e puder ver os vários tipos de desportos de Inverno que aqui se praticam, ao mesmo tempo que conseguimos ver as bonitas montanhas cobertas de neve, oferecendo uma paisagem magnífica.

Pistas de desportos de Inverno em Bretaye

Os primeiros vestígios de actividade nesta zona remontam aos séc. XII e XIII quando foi habitada por camponeses. Com o passar dos séculos foi-se tornando cada vez mais famosa para os praticantes de esqui e se no início ver as montanhas cheias de neve deixava os seus habitantes rodeados de um ambiente triste, frio e hostil, actualmente, com a prática de vários desportos de inverno ver as montanhas cheias de neve tornou-se sinónimo de beleza, luz e alegria.

A Vila
Em 1938, Villars foi classificada como um dos principais resorts de desportos de inverno da Europa, levando a que vários clubes de esqui suíço decidissem fixar as suas escolas nesta bela aldeia turística e assim a vila passou a ser um spot turístico para todos os amantes dos desportos de Inverno.

A Vila
Estas foram sem dúvida umas férias fantásticas, numa vila típica, com um ambiente único, que nos fez viver momentos magníficos. Se visitar Villars não deixe de passear pelas ruas e descobrir o comércio típico nas feiras de inverno e de se deslumbrar com as magníficas casas de madeira que completa a vista da vila.

E vocês já visitaram Villars sur Ollon? O que acharam? Ou ainda querem visitar?
Este blog tem parceria com o Booking. Se pretender fazer a sua reserva para ficar alojado em Villars sur Ollon, contrate o serviço por aqui e estará ajudando o nosso blog, já que o nosso trabalho é voluntário.


sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Descobrir a Quinta do Bom Retiro*

Descobrir a Quinta do Bom Retiro

Hoje continuamos a série de artigos dedicados a algumas Quintas do Douro que tive o privilégio de visitar num fim de semana passado naquela zona, proporcionado pela empresa Ramos Pinto.
Eu e o meu marido fomos convidados, juntamente com um grupo de pessoas, a conhecer as diferentes propriedades da Casa Ramos Pinto e participar numa prova de vinhos do Porto. Claro que aceitámos de bom agrado.
Este artigo é dedicado à Quinta do Bom Retiro, local onde acabámos por pernoitar.

Quinta do Bom Retiro

A Quinta do Bom Retiro, localizada em Valença do Douro, é uma das propriedades mais antigas e típicas da região, tendo mantido ao longo dos tempos a beleza da sua arquitectura original e a sua magnífica paisagem. Sabe-se que a mesma terá sofrido algumas alterações durante o séc. XVIII, a mando de Luís Beleza de Andrade ( um dos fundadores da pombalina Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro), de modo a torná-la numa das quintas mais emblemáticas da região.

Lago
Actualmente, possui uma área total de 109 hectares, dos quais 62 são de vinha, com cerca de 194 500 pés de vinhas, com uma média de idades de 25 anos. Sendo aqui, que se produzem as uvas dos mais apreciados vinhos da Ramos Pinto, nomeadamente o Porto Tawny 20 anos.



Quinta do Bom Retiro

Séculos mais tarde, em 1919, a mesma foi adquirida pela Casa Ramos Pinto e foi criado o centro de vinificação, onde se pretende aliar a tradição secular à inovação tecnológica, naquele que é o centro de toda a produção dos Vinhos do Porto Ramos Pinto. Aqui são realizados os primeiros passos da vinificação e produzidos os famosos vinhos, que depois vão cumprir os seus longos processos de envelhecimento nos armazéns de Vila Nova de Gaia.

Centro de Vinificação

A Quinta do Bom Retiro resulta de um conjunto de características únicas, que a tornam numa verdadeira jóia do Douro. Esta encontra-se envolvida por bonitas vinhas clássicas e possui um majestoso jardim com dezenas de anos, que possui árvores de fruto  e exóticas trazidas de várias partes do mundo, possuindo ainda uma piscina, que é das mais antigas do Douro.

Jardim
Piscina

Foi aqui que ficámos alojados durante o nosso fim-de-semana. Apesar de não fazerem turismo rural, a quinta mantém-se habitável para receber os convidados da Casa Ramos Pinto, com uma decoração bastante interessante que nos faz viajar no tempo.

Quarto
Quarto
Sala de Jantar
Sala de Estar 

Contígua a esta bonita quinta está a Quinta da Urtiga, adquirida pela Casa Ramos Pinto em 1933 e que está toda plantada em socalcos, conferindo uma paisagem única ao local.

Quinta da Urtiga

Quem por aqui passa e se deslumbra por esta magnífica paisagem consegue perceber que a mesma resulta de um trabalho de gerações de homens que lutaram para conseguir o produzir os melhores vinhos do mundo.

Foi uma tarde e uma noite muito bem passada, em óptima companhia e regada de fantásticos vinhos. Sem dúvida uma experiência a repetir.



sábado, 8 de outubro de 2016

Um dia em...Sion

Um dia em...Sion

Hoje o artigo "Um dia em..." é dedicado à bonita cidade de Sion, que terá sido fundada no séc. I, com o nome de Sedunum, sendo a mais antiga cidade da Suiça e o centro económico do Cantão do Valais, do qual é capital. Faz ainda parte do Inventário de Sítios de Herança suíços.

Esta bonita e pequena cidade foi construída no meio de um vale, formado por duas colinas bem próximas e onde foram construídos dois castelos, que são vestígio do poderoso bispado que governou o Cantão de Valais, durante séculos.

Sion

O centro histórico de Sion é absolutamente encantador com as suas ruas cheias de edifícios góticos e renascentistas e ao passearmos por aqui facilmente conseguimos sentir os inúmeros séculos de história, que tornaram esta cidade numa encantadora localidade. Sion é sem dúvida uma pequena cidade rica em descobertas, que nos deixa completamente encantados.

Centro histórico de Sion


Espalhados pela cidade é possível encontrar 14 edifícios ou locais, que se encontram listados como património suíço de importância nacional. Estes locais incluem a Catedral de Sion, o Castelo Majorie, o Castelo de Tourbillon, a Igreja de São Teodoro, o Castelo de Valère, entre muitos outros.


Sion à noite

O nosso roteiro
Na nossa viagem para a Suiça decidimos passar por Sion e conhecer a mais ensolarada cidade do país e alguns dos seus mais emblemáticos monumentos.
Iniciámos o nosso percurso pelas bonitas e históricas ruelas, onde encontrámos o famoso Hotêl de Ville, um bonito edifício que alberga a Câmara Municipal. Este terá sido construído no séc. XVII, pela mão do mestre pedreiro Michel Mag e é constituído por uma bonita torre de relógio, encimado por uma cúpula e uma torre-lanterna. Na fachada principal é possível ver uma porta onde está esculpido o julgamento de Salomão.

Hotêl de Ville
Depois de deambularmos pelas ruelas em pedra da cidade, decidimos partir colina acima para visitar os dois famosos castelos de Sion e pelo caminho fomos encontrando diversas outras atrações. Nomeadamente, o Museu de arte localizado bem no sopé das colinas de Valère e de Tourbillon. Este belo museu, uma referência na criação artística ligada ao Valais, é composto por três áreas principais: a paisagem do séc. XVIII até aos nossos dias, os pintores da Escola de Savièse do séc. XX e a arte contemporânea. Junto à entrada do museu encontrámos uma bonita estátua do Santo Teodoro, patrono de Valais.

Museu de Arte


Saindo do museu e continuando a subir a colina chegámos a uma praceta onde descansámos um pouco e aproveitámos para tirar fotos. Seguindo, depois em direcção ao Castelo de Tourbillon. Este terá sido construído no séc. XIII, a mando do bispo Boniface de Challant, para servir de sua residência, tendo-se tornado um símbolo visível do poder secular eclesiástico. Mais tarde, já no séc. XVIII, um gigantesco  incêndio na cidade, reduziu o castelo a cinzas, tendo sido mais tarde reconstruído.
As suas ruínas localizam-se numa torre rochosa bem acima da cidade e para conseguir chegar ao local é necessário subir umas escadas bem íngremes, por isso prepare bem o fôlego.
Actualmente, é um museu de ruínas a céu aberto e no seu interior é possível encontrar a Capela de São Jorge. Nesta bonita capela medieval estão algumas pinturas do séc. XIV e XV, feitas a partir de minerais.

Castelo de Tourbillon


Depois de visitado o Castelo de Tourbillon, foi a vez de nos dirigirmos ao Castelo de Valère, que mais não é do que uma igreja fortificada, construída no séc. XII e XIII, e que era habitado por cónegos até à Revolução Francesa.
Actualmente, é uma basílica menor, consagrada pelo Papa João Paulo II, em 1984, e alberga o Museu Cantonal de História. No seu interior, para além dos bonitos capitéis românicos, possui um órgão, do séc. XIV, sendo o mais antigo do mundo ainda em funcionamento.

Castelo de Valère

No percurso para o Castelo de Valère, deparámo-nos com a pequena e bonita Capela de Todos os Santos. Esta simples capela terá sido construída a mando de Blandrate em 1325 e já em pleno séc. XX terá sofrido uma reforma.

Capela de Todos os Santos

Depois de visitarmos os dois castelos no topo das colinas, fizemos o percurso de regresso para visitar a bonita Catedral de Sion, mas pelo caminho encontrámos a encantadora Igreja de São Teodoro, que terá sido construída no séc. XVI. Esta igreja é um bonito edifício de estilo gótico, constituído por uma única nave, que termina com um coro poligonal.

Igreja de São Teodoro
Bem ao lado encontra-se a Catedral de Sion. Esta é uma Catedral romana do séc. XII, de estilo bizantino, que tem sofrido várias alterações ao longo dos séculos. Nomeadamente, o campanário românico e vários outros elementos tardo-góticos.

Campanário da Catedral de Sion

E terminava assim o nosso roteiro de um dia por Sion. Esta é realmente uma cidade encantadora e com ambiente histórico maravilhoso, que merece uma visita a quem esteja pela Suíça.

E vocês já visitaram Sion? Quais as vossas impressões?
Caso estejam por Sion e queiram pernoitar, não deixem de ver as possibilidades de hotéis por aqui.

Espero que tenham gostado