domingo, 18 de setembro de 2016

Descobrir o CIBA

Descobrir o CIBA

O artigo de hoje é dedicado ao Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota, localizado no Campo Militar de São Jorge. Este campo é um dos locais de batalha de uma das mais importantes guerras medievais, a Guerra dos Cem anos,

Campo Militar de São Jorge

O CIBA foi projectado de modo a proporcionar ao espectador uma visita completa e de fácil acesso e compreensão. Este local é composto por dois espaços físicos diferentes, o primeiro composto por 3 salas interactivas e o segundo pelo espaço envolvente do edifício e outrora campo de batalha.

Edifício do CIBA

No interior das salas encontrará um verdadeiro espectáculo de multimédia, que lhe permite viajar no tempo e encontrar armadilhas e ossos de combatentes com mais de 600 anos. Já exploração do espaço exterior é feita através de um percurso bem identificado, que lhe permite perceber como se desenrolou esta batalha.
Mediante o pagamento de 3€ poderá adquirir os audioguias, que lhe vão contando em pormenor os detalhes desta guerra travada entre portugueses e castelhanos.

Mapa

Exploração do Campo de Batalha
Cronotelescópios
O Campo Militar de São Jorge é um dos mais bem preservados campos de batalhas medievais de toda a Europa e onde é possível aos visitantes irem percebendo o posicionamento no terreno dos diferentes exércitos, através de vários cronotelescópios espalhados pelo local.

Imagem do Cronotelescópio

Campo da Peleja
O Campo da Peleja é um local inserido no Campo de Batalha, onde se pretende homenagear todos os combatentes desta guerra. Pelo chão é possível encontrar inúmeras lajes, que personificam alguns dos intervenientes do confronto, qualquer que seja a nação pela qual se bateram, Portugal, Castela, França ou Inglaterra. Apesar de não serem sepulturas, a verdade é que fazem lembrar isso mesmo.
É aqui que também pudemos nos posicionar e perceber o relevo do terreno e qual a importância que este teve para o desfecho da batalha, isto é, o terreno possui acentuados declives, mostrando que estamos num planalto e por isso, o local terá sido escolhido para o posicionamento das tropas portuguesas.

Lajes do Campo da Peleja

Capela de São Jorge
A Capela de São Jorge foi mandada construir por Nuno Álvares Pereira bem no local da frente de combate, onde esteve posicionado com a vanguarda portuguesa, como forma de agradecimento pela vitória tão importante para Portugal. Actualmente, está inserida no CIBA e em 1910 foi classificada como Monumento Nacional.
No local é possível ler uma inscrição do séc. XIV, onde está explícito a intenção de Nuno Álvares Pereira. Ao longo dos séculos tem passado por vários trabalhos de restauro e conservação para conseguir mantê-la preservada, o último dos quais em 2004.

Capela de São Jorge

Monumento ao Condestável do Reino
O Monumento a Nuno Álvares Pereira é uma alegoria a este e serve para marcar a liderança deste Condestável do Reino ( chefe do exército) em três campanhas decisivas contra a expansão castelhana e a favor da independência de Portugal (a batalha de Aljubarrota, dos Atoleiros e de Valverde).
Esta bonita escultura de baixo relevo, de inspiração clássica, data de 1959 e é da autoria do escultor português Raúl Xavier.

Monumento ao Condestável do Reino

Carriagem / Parque das Merendas
O Parque das Merendas, é um local único no nosso país. Para além de mesas e bancos de madeira disponibilizados para quem pretende fazer uma merenda, ainda é possível encontrar inúmeros artefactos medievais espalhados pelo local, assim como o respectivo cartaz onde é explicado em que é que consiste o mesmo e para o que é que servia.

Parque das Merendas

Não deixe de visitar este belo espaço de exploração e descoberta daquela que foi uma das mais importantes batalhas da história de Portugal.

Vocês já visitaram o CIBA? O que acharam?
Pensam ficar alojados na zona da Batalha? Este blog tem parceria com o Booking. Cada vez que reserva o seu hotel através do nosso blog, está a ajudar-nos, já que o nosso trabalho é 100% voluntário.




domingo, 11 de setembro de 2016

As 5 melhores cidades para se viver

As 5 melhores cidades para se viver

Recentemente saiu uma lista elaborada pela revista The Economist, que revela quais as melhores cidades para se viver. Para o desenvolvimento desta lista foram avaliadas as variáveis de estabilidade, cuidados de saúde, cultura, ambiente, educação e infraestruturas, numa escala de 100 pontos.

Das 140 cidades avaliadas 29 viram a sua avaliação descer em relação ao ano passado devido ao terrorismo e à agitação civil, que se tem vivido nas diferentes cidades espalhadas pelo mundo e os locais que até aqui eram considerados seguros, deixaram de o ser.

No relatório publicado pela revista The Economist pode ler-se que "as mais bem classificadas tendem a ser cidades médias em países ricos com densidade populacional relativamente baixa".

De seguida falarei um pouco do top 5 da lista, infelizmente não conheço nenhuma mas por certo estarão na minha wishlist.

  1. Melbourne, Austrália
Melbourne, foi pela sexta vez consecutiva eleita a cidade com maior qualidade de vida em todo o mundo.
Esta bela cidade é a capital do estado de Vitória, na Austrália e é conhecida pelo seu grande desenvolvimento nas áreas da educação, entretenimento, saúde, turismo e desporto.

Terá sido fundada em 1835, por colonos de Lauceston, tendo recebido o nome de "Melbourne" do governador de Nova Gales do Sul, como homenagem ao primeiro-ministro britânico da altura, William Lamb, 2º Visconde de Melbourne. Mais tarde, em 1847, foi declarada cidade, pela Rainha Vitória e com os anos transformou-se em uma das maiores e mais ricas cidades do mundo.

Nesta magnífica cidade várias são as atracções que encantam os que por aqui passam não havendo muito tempo para dormir. Este é um local onde os fãs da cultura, do desporto, os aficionados da moda e até os amantes da culinárias têm os seus próprios nichos. Quando visitar Melbourne não deixe de deambular pelas bonitas ruelas na descoberta de fantásticos cafés e bares. Passeie pela magnífica e vibrante zona de Southbank, visite a Federation Square, caminhe pelos jardins e lagos do Royal Botanic Gardens e deixe-se encantar por toda a atmosfera que ali se vive.

Melbourne (Fonte: www.luc.edu)

      2. Viena, Áustria
Viena está no topo da lista há vários anos consecutivos e vários são os motivos que fazem com que a capital austríaca se mantenha no topo. Nomeadamente a segurança, o preço e a qualidade das moradias.

Viena é uma bonita e elegante cidade, situada no nordeste de Áustria. Durante séculos foi capital imperial da Casa de Habsburgo e também do Sacro Império Romano-Germânico. Mais tarde, serviu também como capital do Império Austríaco. Mas após a Primeira Guerra Mundial a cidade perdeu grande parte do impacto e da população que tinha até então.

Esta encantadora cidade oferece uma elevada qualidade de vida e é um excelente local para se visitar e se deixar deslumbrar com os edifícios magníficos, os palácios sumptuosos e as igrejas imponentes, que foram construídos ao longo dos tempos e que tornaram esta cidade numa das mais elegantes da Europa. Aqui emergem um charme e uma atmosfera única resultante da sua grandiosidade imperial, aliada à arquitectura contemporânea e a uma vida nocturna vibrante.

Viena (Fonte: www.austria.info )

      3. Vancouver, Canadá

Vancouver é outras das cidades que se mantém no topo da lista das melhores cidades para se viver dado os seus projectos inovadores nas áreas da sustentabilidade ambiental, acessibilidade e inclusão.

Localizada na Península Burrard, Vancouver, terá surgido após a região ter sido habitada por povos aborígenes, que viram a sua vida sofrer enormes alterações com a chegada de navios espanhóis e britânicos por volta de 1791 e 1792. E mais tarde, 1862, surgiu o primeiro assentamento europeu de carácter permanente. No ano seguinte, ocorre a instalação de uma fábrica de madeiras, que permitiu a expansão da industria madeireira na região e desde então se tornou uma fonte de renda primária da economia de Vancouver.

Quem visita a cidade fica completamente rendido às magníficas paisagens em torno da mesma e aos diversos parques, praias e jardins, nomeadamente o Stanley Park, que existem em Vancouver. Esta é uma cidade que vive praticamente do turismo dada a combinação rara de mar e montanha, que proporciona cenários magníficos, aliada a vários prédios famosos.

Vancouver ( Fonte: www.penteadeiraamarela.com.br)

      4. Toronto, Canadá
Toronto é outras das cidades que se tem mantido no topo da lista das melhores cidades do mundo para se viver, muito em parte devido à qualidade de vida que apresenta, à segurança e às boas condições de saúde oferecidas à população.

Esta é a capital da província de Ontário e localiza-se na margem norte do Lago Ontário. Sabe-se que antes da chegada dos primeiros exploradores europeus, diversas tribos nativo americanas viviam na região e só a partir de 1640, começaram a surgir os primeiros exploradores europeus, cujas expedições partiam do Quebec, em direcção aos Grandes Lagos. E passado algum tempo a região de Toronto passou a fazer parte da colónia francesa da Nova França. Mais tarde, em torno de 1763, toda a Nova França passou para o domínio britânico e como tal, esta região foi habitada por gente leal aos britânicos. Nomeadamente, os colonos americanos que se mantiveram ao lados dos britânicos aquando da Guerra da Independência dos Estados Unidos.

A cidade de Toronto é um grande centro turístico, repleta de atracções que enchem o olho a qualquer um, nomeadamente, a CN Tower, o Royal Ontario Museum (maior museu do Canadá), a Casa Loma, o Art Gallery of Ontario, entre muitos outros lugares.

Toronto ( Fonte www.wikipedia.org )

      5. Calgary, Canadá
Calgary tem sido ao longo dos tempos uma das mais subestimadas cidades do Canadá mas a verdade é que tem subido ao longo dos anos no ranking das melhores cidades para se viver.

A cidade de Calgary, localizada na província de Alberta é uma bonita cidade canadiana, situada a leste das Montanhas Rochosas.
Foi habitada por nativos americanos durante séculos e só em 1787 há registo da presença de europeus na região, tendo sido o cartógrafo David Thompson o primeiro a fazê-lo, quando acampou ao longo do Rio Bow.
Calgary foi fundada como Fort Brisbois e só em 1876 recebeu o nome de Fort Calgary. Dada a falta de população no local o governo canadiano decidiu promover o povoamento desta região, oferecendo terras a quaisquer famílias, desde que estas cultivassem as terras por um determinado período de tempo. Isto levou a que muitos emigrantes dos Estados Unidos, da Escócia e da Irlanda decidissem mudar-se para esta zona.
Actualmente, pode-se encontrar um vasto leque de atracções que tornam Calgary única. Nomeadamente, o Zoo de Calgary, o Museu Glenbow, os Jardins de Devonian, o Parque de Prince's Island, entre muitos outros.

Calgary (Fonte: www.cija.ca)

São estas a primeiras cidades do ranking. Concorda com este Top 5? Conhece algum destes locais? Eu ainda não conheço nenhum deles mas talvez um dia consiga apreciar a beleza de cada um destes belos locais.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Glacier 3000

Glacier 3000

Na minha viagem de Inverno à Suíça visitei um local maravilhoso e único que merece ser apresentado a quem não conhece e relembrado pelos que já lá foram. Este local é o o Glacier 3000, localizado na região dos Diablerets, na Suiça.


O Glacier 3000 nada mais é que uma estância de ski, localizado a uma altitude de cerca de 3000 metros. A deslocação até ao local é feita através de uma rede de teleféricos e elevadores de esqui, que comunicam desde Col du Pillon ( a 1546 m) até Scex Rouge ( a 2971 m), tendo que fazer uma mudança de teleférico em Cabane ( a 2525 m), num percurso que demora cerca de 15 minutos.



De Scex Rouge até chegar aos 3000 metros o percurso é feito a pé, passando por uma ponte suspensa ( a 107 m) até chegar ao miradouro situado a 3000 metros.



Várias são as facilidades que pudemos encontrar em Scex Rouge, nomeadamente uma loja de souveniers, sanitários e um belo restaurante.
E para os amantes dos desportos de inverno este é o local ideal para passar um bom bocado, utilizando os 25 Km de pista para a prática de ski, snowboard, entre outros. 



Mas se não é um perito nos desportos de inverno pode aproveitar para fazer uma data de outras actividades. Nomeadamente, pode deslocar-se através do snow bus, brincar no Fun Park, passear puxada por cães ou ainda descer.



Quando visitei o local, tinha nevado imenso nessa noite e como tal as pistas de ski estavam fechadas, havendo muito pouca gente no local, o que foi fantástico, pois permitiu-nos explorar o local praticamente sozinhos.



Este é sem dúvida um local que vale a pena visitar, apenas não o aconselho a quem sofre de vertigens. O único senão é mesmo o preço elevado dos bilhetes, ficando a cerca de 79 CHF.





E vocês já visitaram o Glacier 3000? O que acharam?
Se quiserem ver alojamentos na zona do Glacier 3000 visitem o Booking, site com parceria com o nosso blog.
Espero que tenham gostado do nosso artigo e vos tenhamos aguçado o apetite :)