quinta-feira, 21 de julho de 2016

Como tirar maior partido da sua máquina fotográfica

Como tirar maior partido da sua máquina fotográfica

O post hoje é um artigo do GuestPost, desta vez a cargo da equipa da Zaask. Este artigo é dedicado ao tema de fotografia e como tirar o máximo partido das nossas máquinas fotográficas quando estamos em viagem. Espero que gostem.


Hoje vamos ajudá-lo a tirar maior partido da sua máquina fotográfica, de forma a poder desenvolver o seu lado artístico e fazer os melhores cliques da sua vida!

Foto unsplash de Paul Gilmore

As novas gerações não sabem as vantagens que as máquinas fotográficas digitais têm em relação às analógicas:

  • Podemos tirar as fotos que quisermos sem nos preocuparmos em gastar rolo;
  • Vemos o resultado das fotografias no momento em que as tiramos, não tendo de esperar pela revelação;
  • Decidimos de imediato as fotografias que queremos manter e as que podemos eliminar;
  • Podemos imprimir as fotos que quisermos, ao passo que com o rolo fotográfico temos de revelar tudo.

De qualquer forma, as câmaras digitais também têm algumas desvantagens, nomeadamente:

  • São mais lentas a tirar a fotografia, sobretudo quando estão a fazer ajustes automáticos;
  • Requerem mais luz;
  • Incentivam a tirarmos fotografias desnecessárias pois sabemos que as podemos apagar posteriormente e, não raramente, ficamos com tantas fotos que não sabemos o que fazer com elas.
No entanto, com algumas dicas é possível superar estas desvantagens e tirar o máximo da sua câmara fotográfica.

1. Controle a luz e a exposição

Uma máquina digital utiliza um sensor para tirar as fotografias. Quando tiramos uma fotografia, o obturador digital abre e expõe esse sensor à luz. Este, por sua vez, reage e o cartão de memória armazena a foto que daí resulta. Ora, essa luz que atinge o sensor vai determinar o resultado da imagem.

Foto unsplash de dan carlson

Apesar da maioria das pessoas utilizar o modo automático que ajusta as configurações, nem sempre é o mais indicado. Assim, apesar deste modo proporcionar muitas fotos boas, se quiser tirar maior partido da sua máquina pode arriscar a configurar tudo manualmente. Por isso, será importante conhecer as configurações, que deverão estar em conformidade consoante cada situação:

  • Foco: ajusta a lente em relação ao sensor, assegurando que a luz é projetada nesse sensor;
  • Abertura do diafragma: determina o quanto obturador abre e é medida em F-stops. Uma grande abertura deixa entrar mais luz e vice-versa. Por seu turno, os F-stops mais altos significam uma abertura menor e os mais baixos uma abertura maior. Esta abertura do diafragma irá determinar a profundidade da imagem. Por exemplo, em f-stops baixos, o primeiro plano da imagem estará focado e o segundo desfocado; e vice-versa.

Foto unsplash de Scott Webb


  • ·    A velocidade do obturador: determina quanto tempo o obturador fica aberto. Quanto mais tempo abre, mais luz atinge o sensor. Por isso, nestes casos, qualquer movimento - quer da parte de quem tira a foto, quer de quem está a ser fotografado - resultará numa imagem tremida. Por seu turno, se ajustar manualmente a abertura da máquina e a velocidade do obturador poderá reduzir o tempo entre o clique e a abertura do obturador. Isto é muito importante, por exemplo, para os fotógrafos de casamento ou para fotógrafos de eventos desportivos, pois são casos em que não se pode mesmo perder o momento!

2. Evite fotos tremidas

As camaras digitais exigem mais luz, pelo que o obturador abre com maior frequência, o que pode causar fotografias tremidas ou desfocadas. Usar um tripé ou um monópode pode ajudá-lo a manter a câmara imóvel e evitar que isso aconteça.


Foto unsplash de Sebastian Muller


Outra forma de manter o objeto no foco é ficar a pressionar o portão até metade, esperando que esteja a pronto a tirar a foto. Tal pode reduzir o tempo entre carregar no botão e abrir o obturador, fazendo com que não perca o momento à espera que o automático da câmara faça os ajustes.

3. Use o zoom ótico em vez do digital

O zoom digital é muito inferior, funcionando através de um software interno da câmara que permite aumentar a imagem da mesma forma que o consegue fazer no seu computador. O problema é que pode distorcer uma imagem.

Foto unsplash de Allef V.

o zoom ótico muda fisicamente a distância da lente para o sensor, isto é, trata-se de um zoom real, que realmente aproxima a imagem como se estivesse próximo do objeto.


4. Preserve a bateria e apague as fotos indesejadas

Se quiser preservar a bateria, tire as fotografias sem ter o visor ligado e opte, se possível, por configurar a sua câmara para pré-visualizar as fotos no visor apenas depois de as ter tirado.

Foto unsplash de Vitaly Taranov

Por seu turno, e a não ser que esteja a tirar várias fotografias da mesma cena, olhe para a imagem assim que a tiver tirado. Desta forma saberá se ficou boa ou se precisa de tirar outra. Neste último caso, apague de imediato a que não pretende guardar, evitando acumular muitas fotos indesejáveis, pois mais tarde irá ter dificuldade em organizá-las.


5. Compre mais memória

A maioria das câmaras tem um cartão de memória muito fraquinho e algumas nem sequer têm um. Por isso, vale a pena apostar na compra de um cartão de memória com maior capacidade para tirar o máximo do armazenamento. Guarde o velho como backup. 

Foto unsplash de Jay Wennington

Caso o seu objetivo seja tirar muitas fotos, pode baixar ligeiramente a resolução da fotografia ou aumentar a compressão que a câmara utiliza.


6. Transfira as suas fotos

Não espere que o cartão de memória esteja todo cheio para transferir as suas fotos para o computador, sob pena de ficar sem elas caso aconteça alguma coisa à máquina ou ao cartão. Para além disso, ao fazer a transferência pouco depois as ter tirado, as fotos estarão mais frescas na sua memória e será mais fácil a sua organização.

 Foto unsplash de Faye Cornish


A transferência das suas fotografias para o computador pode ser feita de duas formas, dependendo da câmara: ou remove o cartão e coloca num leitor ou liga a câmara diretamente na porta USB ou FireWire.

7. Opções de impressão conhecer

Para imprimir as fotografias tem duas hipóteses: ou o faz na impressora em casa ou opta por enviá-las para um serviço de impressão.

Foto unsplash de Ross Sokolovski

As duas têm vantagens e desvantagens: se imprimir as fotos na sua impressora pode fazê-lo em qualquer lugar e não precisa de esperar para as ter consigo, mas o custo acaba por ser mais elevado do que imprimir em locais próprios.


8. Partilhe as suas fotos

Para partilhar as suas fotos online (no Flickr, por exemplo) ou por email será melhor redimensioná-las antes de enviá-las, pois as câmaras digitais podem criar imagens muito pesadas. Utilize um software de edição de imagens e reduza a resolução (em pixels/inch) ou reduza o tamanho da imagem (media em polegadas, centímetros ou pixels). Guarde as fotos já redimensionadas, mas mantenha as originais em alta resolução. 

domingo, 17 de julho de 2016

Descobrir a Casa Ramos Pinto

Descobrir a Casa Ramos Pinto


Hoje inicia-se uma série de artigos dedicados a algumas Quintas do Douro que tive o privilégio de visitar num fim de semana passado naquela zona, proporcionado pela empresa Ramos Pinto.
Eu e o meu marido fomos convidados, juntamente com um grupo de pessoas, a conhecer as diferentes propriedades da Casa Ramos Pinto e participar numa prova de vinhos do Porto. Claro que aceitámos de bom agrado.



A mesa da nossa prova

Para começar vou falar um pouco da Casa Ramos Pinto e posteriormente farei vários artigos falando das Quintas que visitámos.
A Casa Ramos Pinto, localizada na Zona Histórica de Vila Nova de Gaia, é um majestoso edifício, que reúne alguns dos antigos armazéns, a administração e escritórios, recepção de visitas e a loja.

Zona da loja e local de provas


Neste belo belíssimo palácio é possível encontrar a história da Casa Ramos Pinto, descrita nos pormenores da arquitectura, nos detalhes da decoração, nos diferentes objectos espalhados pelo local e que nos levam numa verdadeira viagem no tempo.



Escritório de Adriano Ramos Pinto
Casa de banho de escritório


A Casa Ramos Pinto foi fundada em 1880, por Adriano Ramos Pinto, que tinha como principal objectivo conseguir exportar os seus vinhos para o Brasil. E dada a criatividade e inovação deste pintor, depressa se conseguiu produzir vinhos de excelente qualidade, engarrafado em verdadeiras obras de arte, que foram conquistando o mercado e cimentado a marca, que depressa se tornou em uma das mais criativas de Portugal.
Ao aliar a sua profissão de pintor com a produção de vinhos, conseguiu criar campanhas publicitárias verdadeiramente inesquecíveis e únicas, através de magníficos quadros de Art Déco, que podemos apreciar no Museu Ramos Pinto, que está inserido no Centro de Visitas da Casa Ramos Pinto.

Quadro de uma campanha publicitária

Começámos a nossa visita no Centro de Visitas da Casa Ramos Pinto pela zona de armazenamento e engarrafamento dos vinhos e seguimos em direcção às Caves onde fomos descobrindo alguns dos segredos mais bem guardados da preservação e história dos famosos Vinhos do Porto Ramos Pinto.


Caves Ramos Pinto

Depois de visitarmos as caves e de termos feito uma prova de vinhos do porto, fomos visitar a Área Museológica, que se encontra instalada nos antigos escritórios e que se mantém intactos desde os anos trinta. Aqui encontrámos descrita a história da empresa, através doas vários artigos expostos, que vão desde os rótulos das garrafas, às medalhas ganhas, passando pelas diferentes campanhas de  publicidade, entre muitos outros.
Aqui vemos que a ideia de Adriano Ramos Pinto era impressionar os seus clientes com o magnífico palácio que ele construiu para ser a sede da sua empresa.


Área Museológica
E ainda hoje, a arte é parte fundamental da política da empresa, que continua a manter protocolos com a Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, para serem criados novos e mais criativos designs.

Mosaico magnífico de uma das paredes da Casa Ramos Pinto
Mas não só das magníficas campanhas se fez a história e a qualidade dos Vinhos Ramos Pinto e Adriano depressa percebeu que a qualidade dos seus vinhos dependia em grande parte da qualidade das vinhas do Douro. Assim houve a necessidade de começar a adquirir várias quintas nesta região, a fim de conseguir controlar e manter a qualidade de todo o processo de produção. Quintas essas que tivemos o privilégio de visitar e que em breve publicarei os artigos.
Actualmene, e desde 1990, a Casa Ramos Pinto passou a integrar o Grupo Roederer e com isso passou a ter uma maior dimensão internacional.



quarta-feira, 6 de julho de 2016

Descobrir o Mosteiro da Batalha

Descobrir o Mosteiro da Batalha

O Mosteiro da Batalha, também conhecido como Mosteiro de Santa Maria Vitória surgiu da promessa feita por D. João I, em pleno campo de batalha, à Virgem Maria. Este prometeu a edificação de um mosteiro caso saísse vencedor desta batalha histórica, algo que está descrito no testamento redigido por Lopo Afonso, em 1426.

Mosteiro da Batalha

Não existe certeza quanto à data exacta do início das obras do Mosteiro, mas acredita-se que o mesmo ter-se-á iniciado um ano ou dois após a Batalha de Aljubarrota (1385). Terá sido Afonso Domingues, o primeiro arquitecto do projecto, que concebeu a planta geral do complexo monástico, constituído pela igreja com a sacristia, o claustro real com a sala do capítulo, o dormitório, a cozinha e o refeitório. Mais tarde, foi Huguet que continuou as obras e terminou o trabalho iniciado pelo seu antecessor e ainda acrescentou a Capela do Fundador, para servir de panteão a D. João I e as Capelas Imperfeitas, encomendadas por D. Duarte também para servir de panteão. Seguiu-se Fernão Évora que conduziu as obras do claustro de D. Afonso V e outros mestres foram acrescentando valor a este belo monumento.

Porta Principal do Mosteiro

Igreja
A Igreja de Santa Maria da Vitória surge devido ao forte desejo de D. João I expressar e afirmar o seu poder através de um programa monumental, criando o seu próprio panteão.
Esta é uma igreja de planta em cruz latina, composta por três naves, duas laterais de menores dimensões e a nave central, que é uma das maiores de todas as igrejas portuguesas, elevando-se a 3,25 metros de altura. As três conduzem ao transepto e à capela mor, com o seu arco triunfal acairelado e com dois andares e com maravilhosos vitrais, encomendados por D. Manuel I e feitos pelos grandes pintores daquela época, com destaque para Francisco Henriques.

Capela Mor


À entrada encontramos o túmulo raso de Mateus Fernandes e à direita a do Cavaleiro Diogo Gonçalves de Travaços. A igreja é ainda constituída por mais quatro capelas poligonais, a capela de S. Miguel, a capela de Nossa Senhora da Piedade, a capela de Nossa Senhora do Rosário e a antiga capela de Santa Bárbara.
Por volta de 1425, o local sofreu alterações, para ser construída a Capela do Fundador, o primeiro local em Portugal a servir como panteão régio.

Igreja de Santa Maria Vitória

Capela do Fundador
A Capela do Fundador, localizada à direita do Mosteiro, logo a seguir à entrada principal, foi pensada por D. João I para servir de Panteão para toda a sua linhagem, a dinastia de Avis. Foi construída pelo mestre Huguet, em 1426, com uma planta quadrada, possuindo ao centro um octógono que surge como baldaquino glorificador do túmulo conjunto de D. João I e D. Filipa de Lencastre, assente sobre oito leões. Este túmulo foi o primeiro túmulo conjugal em Portugal e foi feito por vontade expressa do Rei D. João I. Sobre a tampa do túmulo encontramos esculpidos os jacentes emparelhados do casal, que surge de mão dada, onde o rei é apresentado com a sua armadura de guerreiro e na mão esquerda a espada e a rainha surge com um manto e com a bíblia na mão.

Pormenor da arca tumular de D. João I e D. Filipa de Lencastre

A ladear o túmulo temos os túmulos dos filhos de D. João I, denominados de "íclita geração", os infantes, cada um com a respectiva mote e escudos, D. Fernando, o Martir de Fez, D. João, Mestre da Ordem de Santiago e a sua esposa D. Isabel de Barcelos, D. Henrique o Navegador, Duque de Viseu e Mestre da Ordem de Cristo e D. Pedro, Duque de Coimbra e sua esposa D. Isabel de Aragão.
E mais tarde foram ainda sepultados o Rei D. Afonso V e a sua esposa D. Isabel de Coimbra, o Rei D. João II, neto e bisneto do Rei D. João I e ainda o príncipe herdeiro D. Afonso, filho de D. João II. 
Sepultado junto à Capela do Fundador, ainda hoje a guardar o Panteão Real, temos a campa de Martim Gonçalves de Maçada, que salvou a vida do rei D. João I, na Batalha de Aljubarrota.

Capela do Fundador

Claustro de D. João I
O Claustro de D. João I, também conhecido como claustro real, foi idealizada e iniciada por Afonso Domingues e concluída após a campanha manuelina, por Mateus Fernandes. A sua construção inicial, composta por 4 galerias é de estilo gótico, mas Mateus Fernandes decorou todo o interior com um fino rendilhado manuelino, vários motivos vegetalinos, cruzes de Cristo e esferas armilares. Aqui é possível ainda encontrar o Coruchéu da Cegonha e uma pequena torre sineira.

Claustro Real
Jardim do Claustro Real

É neste claustro que se encontra o pavilhão do lavatório, onde esta um belo lavatório, de traço manuelino, constituído por várias taças sobrepostas e onde ainda hoje corre água. Este local servia para os frades higienizarem as mãos antes e depois de comer, já que bem próximo se encontrava o refeitório.

Lavatório

Sala do Capítulo
Iniciada por Afonso Domingues e terminada por Huguet, a famosa sala do Capítulo é conhecida quer pela sua magnífica abóbada de estrela, quer pela sua fantástica porta de acesso, com um grande arco ogival, ladeada pelas amplas janelas, quer pelo seu belo vitral, que é o mais bem conservado conjunto de vitrais primitivos que embelezavam as janelas do Mosteiro, este belo exemplar data do séc. XV e é dedicado à Paixão de Cristo.
Depois da igreja esta era a sala de maior relevo na vida diária dos frades dominicanos, pois era o local onde estes se reuniam para escutar e reflectir os diversos capítulos da regra monástica e discutir os assuntos relevantes do seu quotidiano.

Vitral da Sala do Capítulo

É também nesta sala que se encontra o túmulo do soldado desconhecido, onde se encontram os restos mortais de dois soldados desconhecidos, mortos na Grande Guerra. Junto ao lapidário monumental, arde permanentemente a "Chama da Pátria". Este lapidário é uma obra do Mestre Lourenço de Almeida, oferecido pela 5ª Divisão Militar de Coimbra, e é uma peça de arte revivalista que pretende representar os soldados de todos os tempos.

Túmulo do Soldado Desconhecido

Antigo Refeitório
Já pouco resta deste local, apenas um púlpito que está numa das paredes e que servia para um dos frades proceder às leituras sagradas, quando os restantes se encontravam a comer. Actualmente, este espaço é utilizado como Museu de Oferendas ao Soldado Desconhecido e onde estão expostos todos os tributos feitos por outras nações, personalidades e ex-combatentes.

Claustro D. Afonso V
O claustro D. Afonso V é bem mais simples que o claustro real e reflete um ar mais austero. Foi construído durante a segunda metade do séc. XV, tendo sido um dos primeiros claustros em Portugal com dois pisos. Era aqui que se encontravam várias dependências monacais, nomeadamente, a cozinha, a casa de lenha e do azeite, a dispensa, um refeitório pequeno, o lagar do vinho e várias oficinas, todos no primeiro piso. Já no segundo piso era possível encontrar os dormitórios, a enfermaria, a livraria e o cartório.

Jardim do claustro D. Afonso V

Claustro D. Afonso V

Capelas Imperfeitas
As Capelas Imperfeitas terão sido mandadas construir pelo Rei D. Duarte, para servir de panteão privado seu e da sua família. Tem um formato octogonal e apresenta sete pequenas capelas ligadas entre si por aquilo que se julga que seria a sacristia. Cada uma das capelas apresenta as armas e os símbolos daqueles que iria acolher.  Contudo, a morte do rei D. Duarte e no ano seguinte do mestre Huguet, responsável pela construção, inviabilizaram a conclusão deste local.

Capelas Imperfeitas

Aqui é ainda possível ver um deslumbrante e imponente portal manuelino que dá acesso às capelas e que possui cerca de 15 metros de altura, tendo sido construído por Mateus Fernandes, no séc. XV.

Portal Manuelino

Sobre o portal é possível ver uma bonita construção que se destaca, parecendo ser uma varanda, de estilo renascentista, que terá sido feita no reinado de D. João III, na tentativa de concluir a construção deste local. Esta bonita varanda, uma jóia da arquitectura clássica é da autoria de Miguel de Arruda. Apesar de actualmente não possuir muitos túmulos, ainda é possível ver o túmulo de D. Duarte, na capela bem em frente ao portal manuelino.

Varanda Renascentista
Túmulo de D. Duarte e da sua esposa

O Mosteiro de Santa Maria da Vitória é o monumento mais significativo do Gótico em Portugal e é uma das referências do país quer a nível de escultura decorativa quer a nível da sua tumulária. Mas não é só o gótico que está presente neste belo monumento, é também possível encontrar o estilo manuelino, nomeadamente no Claustro Real e nas Capelas Imperfeitas, mas também o estilo renascentista na varanda que se encontra nas Capelas Imperfeitas.

Pormenor do Mosteiro

E assim termina mais um artigo. Espero que tenham gostado e caso ainda não conheçam o Mosteiro da Batalha vos tenha aguçado o apetite para o visitarem.

Caso queiram ver o nosso roteiro pela Vila da Batalha acedam aqui.