sábado, 27 de fevereiro de 2016

Hotel Villa Batalha****

Hotel Villa Batalha****

O Hotel Villa Batalha é um hotel quatro estrelas superior, localizado no centro da vila da Batalha, bem próximo ao Mosteiro da Batalha (brevemente haverá artigo sobre o mosteiro).
Este belo exemplar de hotelaria apresenta um conceito bem inovador nesta área, aliando o elevado nível de conforto e comodidade, com várias actividades para os seus hóspedes.

Hotel Villa Batalha

No interior do hotel pudemos encontrar amplos espaços, com varandas e enormes janelas, com vistas panorâmicas, quer para o Mosteiro da Batalha, quer para os jardins e serras que o rodeiam.
Já os seus espaçosos quartos, 93 no total, encontram-se decorados de forma bem moderna e minimalista, com amplas janelas que conferem uma luminosidade natural ao espaço, absolutamente maravilhosa. Quanto às casas de banho são espaçosas e modernas, acompanhando a temática de todo o hotel.

O nosso quarto
O Bar do hotel é um dos espaços mais interessantes de todo o edifício, possuindo magníficas vistas sobre o Mosteiro da Batalha e tendo vários espaços distintos, todos eles extremamente confortáveis. E bem próximo encontra-se o fantástico SPA, com uma piscina interior e várias salas de tratamento, sauna, banho turco, ginásio, entre outros.

Vários espaços do hotel
E caso visite o hotel não deixe de experimentar o magnífico Restaurante Adega dos Frades, com comida tradicional portuguesa. Este é um espaço inspirado numa das salas mais importantes do claustro D.João I. Vários são os pratos que aqui poderá degustar sem se sentir defraudado, eu gostei particularmente da Dourada braseada com risotto de ameijoas.

Pratos da Adega dos Frades

Tive o prazer de ficar aqui alojada durante dois dias e devo dizer que gostei imenso tanto do espaço, como simpatia e amabilidade de todos quantos aqui trabalham, desde o staff da recepção, do bar, do restaurante ou do SPA. Frequentei todos estes espaços e gostei imenso da experiência. É sem dúvida um local a repetir.

Caso tenha ficado interessado pode fazer a sua reserva aqui.

Espero que tenham gostado...










quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Descobrir o Museu Britânico

Descobrir o Museu Britânico

O Museu Britânico, localizado em Londres, é a atracção cultural mais visitado de todo o Reino Unido. Este nasceu da vontade do médico e naturalista Sir Hans Sloane criar um local onde pudesse expor a sua invejável colecção de artefactos (cerca de 71 mil objectos), que foi adquirindo ao longo da sua vida. Esta colecção era composta por várias antiguidades clássicas e medievais do Sudão, Egipto, Grécia, Roma, Extremo Oriente e Américas, moedas, cerca de 7000 manuscritos e 40 000 livros, gravuras e desenhos, incluindo os de Albrecht Durer (pintor renascentista alemão), entre outros.
Como tal, abriu portas em Janeiro de 1759, depois do aval do Rei George II e foi o primeiro grande museu público, gratuito em todo o mundo e que reuniu não apenas a colecção do Sir Hans Sloane mas também a Cottonian Library (colecção de manuscritos medievais do Sir Robert Cotton) e os manuscritos da colecção do Conde de Oxford.

Museu Britânico

E se inicialmente não passava de um museu com um amontoado de objectos sem uma ordenação definida, durante o séc. XIX, foi estabelecido um modelo em que surgem exposições de entretenimento educacional combinadas com uma biblioteca para pesquisas de eruditas e académicos (algo que agora é regra para qualquer museu).

Museu Britânico

Uma das iniciativas implementadas pelo Rei George II, permitiu que a biblioteca do Museu se expandisse indefinidamente, pois este decidiu que esta iria receber uma cópia de todos os livros que fossem publicados no país. E nos anos seguintes à sua fundação o Museu Britânico foi também ampliando o seu espólio com os vários presentes que foi recebendo, nomeadamente a Colecção de Thomason da Guerra Civil e a biblioteca de David Garrick, com cerca de 1000 exemplares impressos.
E a partir de 1772 o espólio do museu começa a sofrer uma modificação com a aquisição da colecção de vasos gregos do Sir William Hamilton e a partir daí vários outras peças que não manuscritos e livros foram sendo adquiridos e tornaram o museu naquilo que ele é hoje.

Sala 38 - Relógio de Isaac Habrech
Actualmente, possui uma das maiores colecções de antiguidades do mundo, contendo cerca de 8 milhões de peças históricas de toda a humanidade, espalhadas por cerca de 100 salas. São cerca de 4 km de galerias, onde estão expostos objectos que representam a história cultural do mundo, que vai desde a pré-história até à actualidade. Contudo, nem todos os artefactos se encontram expostos, devido à falta de espaço para os exibir. E já não é possível ver os livros e manuscritos que fizeram parte da sua abertura, que foram transferidos para a Biblioteca Britânica.


Para uma melhor organização o museu foi dividido em vários departamentos, de acordo com o que neles está exposto:


  • Departamento do Antigo Egipto e Sudão - no Museu Britânico encontramos a maior e mais abrangente colecção de antiguidades egípcias fora do Museu Egípcio no Cairo, possuindo mais de 100000 peças. Nas várias galerias deste departamento é possível ver vários objectos de todos os períodos e locais de importância do Egipto e do Sudão.

Sala 4 - Três estátuas de granito preto do faraó Senusret III


  • Departamento da Grécia e Roma - no Museu Britânico é possível encontrar a maior colecção de antiguidades do mundo Clássico, com mais de 100000 objectos, que vão desde o início da idade de bronze grega até ao estabelecimento do Cristianismo  como religião oficial do império romano. De entre as peças mais famosas estão os frisos do Partenon de Atenas e a Pedra de Roseta (um bloco de granito negro cujo texto que se encontra gravado nela foi crucial para os investigadores compreenderem os hieróglifos egípcios).

Sala 18 - Partenon

Sala 17 - A reconstrução do Monumento de Nereid

  • Departamento do Médio Oriente - com uma colecção de cerca de 330000 obras de arte, o Museu Britânico abriga a mais importante colecção do mundo de antiguidades da Mesopotâmia. A colecção representa as civilizações do Antigo Oriente, abrangendo a Pérsia, a Síria, a Terra Santa, entre outros.


Sala 6 - Esculturas Sírias

  • Departamento de Gravuras e Desenhos - este detém a colecção nacional de gravuras e desenhos ocidentais. O departamento tem uma galeria de exposições na sala 90, onde as exposições vão mudando ao longo do ano.
Sala 90 - Exposição de Gravuras e Desenhos
  • Departamento da Pré-história e Europa - este departamento foi criado em 1969 e contem colecções que abrangem uma vasta aréa de tempo e espaço, incluindo objectos extremamente antigos feitos na África Oriental há mais de 2 milhões de anos, bem como objectos pré-históricos e neolíticos de outras partes do mundo. Além disso, possui ainda colecções que cobrem o período de 300 e 1100d.C., que provêm de Espanha ao Mar NEgro e do Norte África à Escandinávia.
Sala 45 - Relicário de Holy Thorn
  • Departamento da Ásia - o espólio do departamento da Ásia é bastante abrangente, possuindo mais de 75000 objectos que cobrem a cultura material de todo o continente asiático, desde o neolítico até à actualidade.
Sala 92 - Bodhisttva
  • Departamento da África, Oceania e Américas - neste departamento é possível encontrar uma colecção de material etnográfico da África, Oceania e Américas, representando as culturas dos povos indígenas em todo o mundo. São cerca de 350000 objectos que nos contam a história da humanidade, ao longo de milhares de anos, de três continentes.
Sala 27 - Arte Huaxtec na Galeria mexicana
  • Departamento de Moedas e Medalhas - este departamento acolhe uma das melhores colecções numismáticas de todo o mundo, incluindo cerca de um milhão de objectos, que englobam moedas, medalhas, fichas e notas. A colecção mostra toda a história da cunhagem desde a sua origem no séc. VII a.C., até aos dias de hoje.
  • Departamento de Conservação e Investigação Científica - fundado em 1920, este departamento tem seis áreas especializadas, que englobam a cerâmica e vidro, metais, materiais orgânicos, pedra e mosaicos, arte pictórica oriental e ocidental. Este departamento pretende continuar a desenvolver técnicas para datar artefactos, analisar e identificar materiais utilizados, na sua fabricação, entre outros.
  • Bibliotecas e Arquivos - este departamento abrange os níveis de educação de visitantes, escolas, investigadores, entre outros.


Em 2000 foi inaugurado o Great Court, sendo a maior praça coberta da Europa. Este ocupa o espaço central do prédio, junto à Sala de Leituras.

Great Court

Para além da exposição permanente, o Museu Britânico também possui algumas exposições temporárias, algumas gratuitas e outras pagantes, apesar da entrada no museu permanecer gratuito.

Sala de Exposições
Não deixe de visitar o Museu Britânico e conhecer a sensação de percorrer vários continentes num único dia, decerto não se arrependerá. E conte em gastar uma manhã para visitar tudo.

Este blog tem parceria com o Booking. Se pretende fazer a sua reserva para ficar alojado em Londres, contrate o serviço aqui e estará a ajudar o nosso blog, já que o nosso trabalho é voluntário.

Não perca os nosso artigos sobre Londres:
Roteiro de 4 dias por Londres
Descobrir a Torre de Londres
Descobrir o Museu Madame Tussaud


Espero que tenham gostado :)


sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Quinta da Covela

Quinta da Covela

O artigo de hoje é dedicado à Quinta da Covela, situada na localidade de São Tomé de Covelas, em Baião, local onde passei um fim-de-semana maravilhoso e onde fui extremamente bem recebida pelo Export Manager e nosso amigo pessoal Victor Mendes e por um dos proprietários da Quinta, o super simpático, Tony Smith.

Quinta da Covela

A Quinta da Covela, datada do séc. XVI, localiza-se nas encostas do Rio Douro bem na fronteira entre a zona granítica da Região dos Vinhos Verdes e a Região de Xisto dos Vinhos do Porto.
Em tempos terá sido constituída por um solar renascentista, os lagares e a capela, agora em ruínas mas terá sido quando passou a pertencer ao cineasta português Manoel de Oliveira, que adquiriu o tamanho e as características que possui na actualidade.

As ruínas da capela e da Casa Senhorial


Conta-se que quando o cineasta quis casar com Maria Isabel Brandão de Meneses de Almeida Carvalhais, o pai desta não viu com bons olhos o enlace, pois segundo o próprio este não possuía terras. Como  resposta, o cineasta decidiu comprar todas as terras em volta à Casa da Covela, que já pertencia à família da noiva. Assim, Manoel de Oliveira passou a ter imensas terras, duplicando o tamanho da Casa da Covela e transformando o local no seu refúgio, construindo aquedutos, muros, casas de pedra e eiras de granito, algo que tornam o local num verdadeiro paraíso.

o legado de Manoel de Oliveira


Da antiga casa de granito, onde habitou Manoel de Oliveira e a sua esposa avista-se toda a quinta, com a vinha, os pomares, o riacho e o antigo moinho de pedra. São cerca de 49 hectares de paisagem verdejante e inspiradora, dos quais cerca de 18 são as famosas vinhas que dão as uvas utilizadas nos famosos vinhos da quinta.

Os terrenos da propriedade
Mais tarde, durante os anos 80 a quinta foi comprada pelo empresário Nuno Araújo, que criou a marca Covela e investiu cada vez mais na produção de bons vinhos, que foram ganhando notoriedade ao longo dos anos.

Instalações onde são recebidos os visitantes da Quinta


Depois de algum tempo abandonada, a Quinta da Covela foi comprada pelos actuais proprietários, Tony Smith e Marcelo Lima, que têm feito um trabalho magnífico para reerguer a marca Covela, com a ajuda de toda a equipa, nomeadamente do enólogo Rui Cunha.
Actualmente, além da casa principal e da adega, desenhadas pelo famoso cineasta português, a Quinta possui ainda três casas modernas com paisagens maravilhosas sobre as vinhas e sobre o Douro, da autoria do famoso arquitecto José Paulo dos Santos. Duas das casas são moradias dos dois sócios e a terceira é uma guest house, onde são recebidos os convidados da Quinta, que ficam por lá a pernoitar.

Quinta da Covela

No fim de semana que passámos na quinta ficámos alojados na magnífica Guest House, decorada de forma maravilhosa, de estilo bem contemporâneo. A mesma é composta por 4 maravilhosos quartos, cada um com casa de banho privada no piso inferior e no piso superior encontramos uma bonita e bem equipada cozinha e uma enorme sala de estar toda envidraçada com paisagens maravilhosas e tem ainda um belo pátio.

Guest House

Este foi um fim-de-semana diferente, num refúgio maravilhoso, rodeados de uma paisagem de tirar o fôlego, cercados de bons amigos, com conversas animadas e regadas com maravilhosos vinhos. 
Só me resta agradecer toda a hospitalidade e simpatia que recebemos e desejar que todos os planos e projectos para a marca Covela sejam concretizados.