sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Roteiro de 4 dias por Londres

Roteiro de 4 dias por Londres


Fazer um roteiro para Londres não é de todo fácil, dada as inúmeras atracções e actividades que a cidade tem para oferecer. Assim, e quando o tempo é limitado há a necessidade de fazer escolhas, que vão depender dos gostos de cada um.

O famoso autocarro de Londres
Como tal, hoje vou deixar aqui a minha sugestão de roteiro para os dias que passarem nesta maravilhosa cidade, mas não deixem de ter em mente que os meus gostos podem não ser os seus e a piada desta fantástica cidade está na infinidade de possibilidades que elas nos oferece.

As típicas cabines telefónicas da cidade

O roteiro
Dia 1

Para entrar no clima londrino nada melhor do que começar o nosso roteiro pelo Palácio de Buckingham. Este é a residência oficial da Rainha de Inglaterra e é utilizado para eventos especiais de estado e ainda como hospital real. Foi construído em 1702, a mando do Duque de Buckingham, para servir como sua residência. Mais tarde, em 1761, este vendeu o palácio ao Rei George III e em 1774 foi nomeado Queen's House (casa da rainha), altura em que a Rainha Charlotte passou a morar lá. Actualmente, é a residência oficial da Rainha Elizabeth II e do seu marido, o Duque de Edinburgh e quando visitar o local e encontrar o mastro da bandeira do palácio levantado, significa que a rainha se encontra no palácio.


Palácio de Buckingham
O Palácio está aberto ao público entre Julho e Setembro e a entrada custa cerca de 30 libras por pessoa. Aproveite ainda para ver a troca da guarda da rainha, que é um dos acontecimentos mais emblemáticos e populares da cidade. Este é um processo em que o batalhão de infantaria da guarda que vigia o palácio troca de turno. Esta é um tradição militar britânica que actualmente, apenas tem um valor cultural e histórico. Este batalhão é designado por "The Queen's Guard" (Guarda da Rainha) e é responsável pela segurança do Palácio de Buckingham e pelo Palácio de St. James, os guardas vestem um uniforme vermelho e preto. O desfile dura cerca de 45 minutos e inicia por volta das 11h30.



Troca da Guarda da Rainha

Uma das atracções que poderá ainda apreciar enquanto visita esta zona é o Memorial da Rainha Vitória, um bonito monumento, de 1911, localizado em frente ao Palácio de Buckingham, nos Jardins da Rainha. É da autoria do escultor Sir Thomas Brock, e é constituído por uma bonita estátua da Rainha Vitória e várias outras estátuas.

Memorial da Rainha Vitória
Estátua da Rainha Vitória
Outro local que não pode deixar de visitar é o St. James's Park e Green Park, os dois parques ficam bem perto do Palácio. O primeiro é o mais antigo dos Parques Reais e possui um beleza verdadeiramente única que fica completa com uma fauna impressionante que vai desde esquilos a pelicanos.  O terreno onde o parque se encontra foi adquirido pelo rei Henry VIII, em 1532, muito antes da construção do Palácio de Buckingham, estando actualmente cercado por três palácios ( Palácio de Buckingham, St. James's Palace e o Palácio de Westminster). E actualmente engloba a The Mall, uma grande avenida em frente ao Palácio de Buckingham, onde decorrem as principais cerimónias referentes à família real.



St. Jame's Park
Originalmente , o Green Park era um cemitério para os leprosos do hospital em St. James, mas em 1668, Carlos II, decidiu tornar o local um Parque Real. Contrastando com os parques vizinhos, o Green Park não possui lagos, fontes ou estátuas, tirando o Canada Memorial e o Constance Fund Fountain, possuindo bonitas áreas arborizadas.
Leia aqui o nosso artigo dedicado aos Parques Reais.



Green Park

Siga depois em direcção ao Palácio de St. James, o mais antigo palácio de Londres que se caracteriza pela sua arquitectura medieval da era dos Tudors, tendo sido mandado construir pelo Rei Henry VIII, entre 1531 e 1536. Este é um local cheio de história, que segue lado a lado à história da família real, há mais de 300 anos.

Palácio de St. James

Aqui poderá também assistir ao Horse Guard Parade, uma cerimónia semelhante à outra que envolve os Queen's Life Guards (cavalaria) e ocorre em frente à Horse Guards, a entrada oficial para os palácios de Buckingham e de St. James.

Horse Guarde Parade

Depois da apresentação pode seguir em direcção à Abadia de Westminster, um mosteiro e uma igreja de estilo gótico, sendo a mais importante e famosa de Londres e um dos símbolos anglicanos da história da monarquia inglesa. Foi construída em 624, durante o reinado de Mellitus, tendo sofrido várias restaurações ao longo dos tempos. Aqui foi o local onde o antigo e novo testamento foram traduzidos do latim para o inglês e onde foi composta a nova bíblia inglesa, durante o séc. XX. 
É conhecida por ser palco de vários funerais de pessoas famosas e também da maior parte dos casamentos da família real britânica. Nomeadamente, o funeral da Princesa Diana ou o casamento de William e Kate. e ainda por ter lá sepultados Isaac Newton e Charles Darwin.
Em 2010 foi extremamente falada por ter sido visitada pelo Papa Bento XVI, o primeiro Papa católico a entrar na Abadia de Westminster. A entrada fica em cerca de 18 libras.

Abadia de Westminster

Bem ao lado encontrará a famosa Igreja de Santa Margarida, uma igreja anglicana fundada no séc. XII, por monges beneditinos. Mais tarde, durante o séc. XVII, foi transformada na igreja do parlamento, quando os puritanos se mostraram insatisfeitos com o serviço litúrgico da Abadia.
Aqui têm ocorrido vários casamentos famosos, nomeadamente o de Samuel Pepys e de Winston Churchill.

Igreja de Santa Margarida

Siga depois pela Broad Sanctuary até ao Palácio de Westminster, construído durante a Idade Média. Foi praticamente todo destruído durante um incêndio em 1834, tendo sido posteriormente reconstruído e mantido as suas características originais. Originalmente, este era a principal residência da família real britânica mas depois de 1512, quando o complexo real foi destruído num incêndio, passou a ser a sede do parlamento britânico e composta por duas casas legislativas, a Casa dos Lordes e a Casa dos Comuns.

Palácio de Westminster

O Palácio de Westminster é conhecido pela sua Torre do Relógio, mais conhecida como Big Ben, apesar deste nome apenas dizer respeito ao sino que se encontra dentro da torre, sendo o nome original da torre Elizabeth Tower. O Big Ben fica deslumbrante durante a noite, altura em que as quatro faces do relógio ficam iluminadas.
O Big Ben não está aberto aos turistas, mas se estes quiserem podem ir assistir aos debates e sessões parlamentares ou aceder aos arquivos sobre a história do parlamento.

O Big Ben

Para acabar o dia não deixe de visitar o London Eye, uma a famosa roda gigante de Londres que é um dos pontos mais visitados e mais conhecidos da cidade, e que proporciona uma vista incrível de Londres. Foi construída em 1999 e tem cerca de 135 metros de altura, o que a torna na roda gigante maior da Europa e é constituída por 32 cabines, que carregam até 25 pessoas, que podem apreciar a vista de pé ou sentadas. O bilhete fica em cerca de 19 libras por pessoa.

London Eye

Dia 2

Inicie o dia no Museu Madame Tussaud, uma das principais atracções turísticas de Londres, onde pode encontrar magníficas réplicas de cera de pessoas famosas. Este foi criado em 1884, pela artista francesa Marie Tussaud. O preço do bilhete custa cerca de 23 libras e conte em perder pelo menos duas horas lá dentro.
Leia aqui o nosso artigo dedicado ao Museu Madame Tussaud.

Museu Madame Tussaud
De seguida visite o Hyde Park e aproveite para fazer uma bela caminhada. Este é o maior e mais famoso parque da cidade, onde pudemos encontrar várias atracções espalhadas pelo mesmo, nomeadamente alguns memoriais, que servem de tributo. Temos como exemplo o Memorial da Princesa Diana, inaugurado em 2004 e onde se pretende lembrar o espírito princesa do povo e o seu amor pelas crianças, ou ainda o Memorial do Holocausto e o Memorial das vítimas do ataque terrorista em Londres em 2005. E conte ainda em ter um encontro imediato com um dos muitos esquilos que por ali andam.

Entrada de Hyde Park


Hyde Park

Um esquilo em Hyde Park

O passeio pelo parque termina com a passagem pelo bonito Marble Arch, um arco triunfal em mármore branco, do séc. XIX, desenhado por John Nash, para depois chegar à famosa Oxford Street, uma das principais avenidas de lojas de Londres.

Marble Arch
Em Oxford Street, a rua mais movimentada do velho continente, pode deixar-se perder na imensidade de lojas, mais de 300, que aqui encontrará. É de facto um excelente local para terminar o seu dia.

Oxford Street iluminada no Natal


Dia 3

O terceiro dia é dedicado às atracções que se encontram próximas às margens do Rio Tâmisa e inicia-se na Catedral de São Paulo, um dos locais mais deslumbrantes de Londres. O edifício actual terá sido construído no séc. XVII, pelo arquitecto Sir Cristopher Wren, no estilo renascentista e acredita-se que este será o quinto edifício construído no mesmo local, desde 604 a. C.. Esta é uma das igrejas anglicanas mais prestigiadas e onde ocorreram algumas das cerimónias mais importantes da cidade, nomeadamente o funeral do Lord Nélson, do Duque de Wellington e do Primeiro Ministro Winston Churchill, o jubileu da Rainha Vitória, o jubileu de ouro e o 80º aniversário da Rainha Elisabeth II e ainda o casamento da Princesa Diana e do Príncipe Carlos. O bilhete de entrada custa cerca de 16 libras.


Estátua de Ana da Grã-Bretanha em frente à Catedral
Catedral vista de sudeste
Fachada da Catedral

Seguindo depois ao longo da margem do Rio chega-se a Tower Bridge, a ponte mais famosa da cidade e que liga os dois lados da mesma. É uma ponte móvel e suspensa, que possui duas torres, construída em 1886 e que levou cerca de 8 anos para ficar concluída. O valor do bilhete, para entrar dentro da torre, custa cerca de 8 libras.

Tower Bridge
Uma das torres da Tower Bridge

Passando a Tower Bridge encontra-se a principal atracção histórica da cidade, a Torre de Londres. Esta é um palácio e forte real construído em 1066, depois da conquista normânica da Grã-Bretanha. É composta por cerca de 20 torres e foi um local estratégico no rio Tâmisa, contra os ataques estrangeiros. Inicialmente, foi utilizado como residência real e a partir de 1100 passou a ser uma prisão, tendo mantido em cativeiro algumas pessoas importantes e relacionadas com a coroa britânica, nomeadamente Anne Boleyn (Rainha de Inglaterra que foi presa e condenada à morte por adultério) e Elizabeth I (Rainha de Inglaterra que antes o ser foi acusada de gerir um grupo contra a Rainha de então, que era sua irmã). O bilhete custa cerca de 22 libras.
Leia aqui o nosso artigo dedicado à Torre de Londres

Fachada da Torre de Londres

Se tiver tempo pode sempre seguir em direcção a Southwark para visitar a sua bela Catedral e o Borough Market.
O Borough Market é um belo mercado dedicado em exclusivo à comida e bebida, sendo um dos maiores e mais antigos mercados de Londres. Este é um local único, que funciona desde 1014, quando um grupo de comerciantes locais, se uniu e começou a comercializar os seus produtos, naquela que é actualmente a Borough High Street.

Borough Market

Outra das atracções de Southwark é a Catedral e Igreja Colegial de São Salvador e Santa Maria Overie, um bonito templo localizado na margem sul do rio Tamisa, bem perto da London Bridge. O interior da Catedral de Southwark é bastante bonito e adornado com imensos memoriais, esculturas e vitrais de uma beleza ímpar. 

Porta da Entrada Sul da Catedral

Dia 4

O quarto e último dia é dedicado aos museus e a praças famosas e para tal pode começar-se no bonito Museu de História Natural de Londres, uma das principais atracções da cidade e ainda por cima a entrada é gratuita.
Este belo museu foi fundado em 1881 e para além de uma magnífica colecção de dinossauros é ainda possível ver colecções de Botânica, Entomologia, Mineralogia, Paleontologia e Zoologia. É extremamente interactivo sendo o local ideal para um passeio em família. Os nossos sentidos ficam logo dispersos quando chegamos ao local, uma vez que o museu está instalado num dos edifícios mais bonitos que vi, em Londres. 



Edifício onde está sediado o Museu de História Natural

Segue-se depois para a conhecida Trafalgar Square, uma das mais famosas praças de Londres e cujo nome tem origem na batalha de Trafalgar, em 1805, quando a marinha britânica, liderada por Nelson, derrotou as tropas de Napoleão. Aqui encontramos várias atracções, nomeadamente uma coluna, a Coluna de Nelson, bem no centro da praça, cercada por quatro esculturas de leões, em homenagem ao Capitão Naval Nelson e ainda vários cinemas, teatros e museus.

Coluna de Nélson

Entre os vários museus que se encontram nesta zona, temos a Galeria Nacional, que é um dos museus mais importantes da Europa e que abriga várias colecções de obras importantes da história da arte, incluindo obras de artistas como Leonardo Da Vinci, Michelangelo, Van Gogh e Monet e cuja entrada é gratuita.

Galeria Nacional

Depois de visitar o museu caminhe até a Picadilly Circus, outra conhecida praça de Londres, famosa pelos seus grandes outdoors luminosos e por ser um dos principais ponto de encontro dos londrinos.

Picadilly Circus à saída do metro

Bem próximo encontrará a famosa MM's World, uma fantástica loja de 4 andares com tudo o que possamos imaginar sobre MM's. Para além dos vários produtos para venda, aloja possui diversos bonecos gigantes temáticos e com os quais podemos tirar várias fotos.

MM's World

Para terminar o dia não deixe de visitar o Museu Britânico, criado em 1753 tem uma colecção impressionante que engloba antiguidades egípcias, romanas, gregas e do médio oriente e que documentam toda a história e cultura da humanidade nos diferentes continentes, desde o início da espécie humana até à actualidade.
Leia aqui o nosso artigo dedicado ao Museu Britânico.

Museu Britânico

Esta é então a nossa sugestão de roteiro para a bonita cidade de Londres, lembrando que dada a quantidade de atracções os roteiros irão varia de pessoa para pessoa consoante os gostos de cada um.

E vocês já estiveram em Londres? O que acharam da cidade? O que incluiriam neste roteiro?
Ou ainda vai para Londres? Se sim reserve agora o seu hotel. Não vai pagar nada a mais por fazer a sua reserva através do nosso blog e ainda nos ajuda. Veja as opções de hotéis em Londres aqui

Veja os nossos artigos de Londres

Não perca os nosso artigos sobre Londres:
Descobrir a Torre de Londres
Descobrir o Museu Madame Tussaud
Descobrir o Museu Britânico
Descobrir os Parques Reais de Londres
Descobrir a Catedral de Westminster


Espero que tenham gostado.

sábado, 9 de janeiro de 2016

Descobrir o Palácio de Versalhes

Descobrir o Palácio de Versalhes

Hoje o artigo é dedicado ao maravilhoso Palácio de Versalhes, listado como Património Mundial da UNESCO, e um dos mais bonitos projectos da arte francesa do séc. XVIII.
O Palácio é enorme e repleto de salões absolutamente maravilhosos, mas uma vez que não tive a oportunidade de o visitar todo apenas falarei dos espaços que visitei. O bilhete custa cerca de 15€, valor que acho ser bastante aceitável.

O local onde Luís XIII tinha o seu pavilhão de caça foi transformado e expandido, a mando de Luís IV, em 1682, para desse modo passar a ser a sede da corte e do governo francês até 1789.

Avenida Sceaux com o Palácio ao fundo

Assim ao longo de décadas o edifício foi sendo transformado no maior palácio do mundo e actualmente é um dos pontos turísticos mais visitados de França.

Construído a mando do Rei Luís XIV, o "Rei Sol", este belo palácio foi a moradia de três Reis franceses que ali viveram até à Revolução Francesa e é o símbolo do absolutismo real e a encarnação da arte clássica francesa.

Entrada para o Palácio

Foi o arquitecto Louis Le Vau que ficou incumbido de criar o mais belo e opulento palácio da Europa, tendo que reunir centenas de trabalhadores para a edificação do mesmo. Contudo, Le Vau viria a falecer antes do termino da obra e foi Jules Hardouin-Mansart que deu continuidade à mesma.

O Palácio

Mais tarde, em 1837, o Palácio deixou de ser a residência real e sede de governo e foi transformado num museu de história. Actualmente, o palácio, com os seus belos e enormes jardins, os pequenos palácios e as várias salas, está aberto ao público. Vários são os ambientes que pudemos visitar, cada um deles com um pedaço de história único e merecedor de ser contado ao mundo.

Pormenor do Palácio

Galeria da História do Palácio
A Galeria da História do Palácio é constituída por diversas salas, onde está representada a cronologia da construção do palácio real desde o início. Aqui é possível ver também vários modelos e réplicas do local e ainda antigas gravuras. Este local marca o início da visita ao Palácio.
Esta galeria foi criada em parceria com o Instituto Cultural do Google,

Várias salas da Galeria da História do Palácio

Galeria dos Espelhos
A Galeria dos Espelhos foi construída em 1678, pelo arquitecto Jules Hardouin-Mansart e é ladeada pelo Salon de la Guerre (sala que celebra as vitórias militares) e pelo Salon de la Paix.

Parte da parede do Salão da Guerra

Esta bonita sala é caracterizada pelos seus 17 espelhos em arco que refletem as dezassete janelas também em arco que dão para os jardins. E cada arco contém 21 espelhos perfazendo um total de 357 espelhos no conjunto da decoração desta galeria.
Já na decoração do tecto pudemos ver pintadas as vitórias militares do Rei Luís XIV, obra de LeBrun.
Esta sala tem um valor simbólico para a história mundial, pois foi aqui que, em 1919, foi assinado o Tratado de Versalhes, que selou o fim da Primeira Guerra Mundial.

Vários pormenores da Galeria dos Espelhos

Grande Apartamento do Rei
O grande apartamento do Rei, que fazia parte dos Apartamentos de Estado, juntamente com o grande apartamento da Rainha, era um enorme apartamento que na sua construção inicial era composto por uma fileira de sete salas, cada uma delas dedicada a um dos planetas e à divindade romana associada.
A partir de 1678 e até ao final do reinado do Rei Luís XIV, este local serviu para receber os convidados do Rei, nos serões que este oferecia duas vezes por semana. Cada uma das salas tinha uma função específica, nomeadamente:

- Salão de Vénus - local onde era servido o buffet, aos convidados que visitavam o palácio. É a sala que dá o principal acesso ao Grande Apartamento e é dedicado a Vénus, a deusa do amor e da sedução, na mitologia romana.

Pormenor do tecto do Salão de Vénus
Salão de Vénus
- Salão de Diana - era o salão de bilhar, no tempo do Rei Luís XIV e actualmente pudemos ver um dos um dos seus maiores bustos, esculpida por Lorenzo Bernini, em 1665.

Salão Diana, com o busto de Luís XIV

- Salão de Marte - era o salão de dança, decorado com o tema militar, algo que poderá ser explicado pelo facto de esta sala ter sido originalmente concebida para ser a sala de guarda,

Pormenor do tecto da Sala de Marte

- Salão de Mercúrio - sala de jogos de cartas, que originalmente era o quarto de dormir do Grande Apartamento do Rei. Foi nesta sala que estiveram os restos mortais de Luís XIV, em 1715.


Relógio do Salão de Mercúrio

- Salão de Apolo - salão onde ocorriam os concertos, foi também a sala do trono e a sala mais luxuosa do Grande Apartamento do Rei.

Pormenor do tecto da Sala de Apolo

Posteriormente, durante o reinado do Rei Luís XV, o grande apartamento do rei foi ampliado e foram acrescentadas duas salas, o Salão da Abundância e o Salão de Hércules.

Salão de Hércules

Grande Apartamento da Rainha
O grande apartamento da Rainha era formado por um conjunto de salas, paralelas ao grande apartamento do Rei e serviu como moradia de três Rainhas de França, Maria Teresa de Espanha (esposa de Luís XIV), Maria Leszczynska (esposa de Luís XV) e Maria Antonieta (esposa de Luís XVI).
Foi na época de Maria Antonieta que o grande apartamento da Rainha adquiriu a configuração que é possível ver nos dias de hoje e que engloba:

- Salão dos Guardas da Rainha - esta é a única sala que mantém intacta a sua decoração do séc. XVII, pois como era um local que a Rainha não usava, nunca sentiram necessidade de modernizá-la. Esta sala era o local onde permaneciam os doze guardas que faziam a protecção à Rainha.

- Antecâmara da grande coberta - nesta sala eram efectuados os jantares em público da família real. Ocasionalmente, poderia servir como sala de teatro do palácio.

Pormenor do tecto da antecâmara da grande coberta
Antecâmera da grande coberta

- Salão Nobre - nesta sala ocorriam as audiências formais dadas pela Rainha. Quando não havia audiências, servia como antecâmara do quarto da Rainha.

- Câmara da Rainha - servia como quarto de dormir da Rainha e onde esta passava a maior parte do seu tempo. Tendo sido aqui que nasceram 19 dos filhos das três Rainhas de França que aqui viveram. Na decoração do quarto é possível encontrar elementos colocados por cada uma das três Rainhas, os diferentes compartimentos do tecto remontam à Rainha Maria Teresa, mas as pinturas monocromáticas do mesmo já são da época de Maria Leszczynska, de época de Maria Antonieta mantém-se os móveis e a bonita lareira.

Câmara da Rainha

Apartamento do Rei
O apartamento do Rei, situado no antigo Palácio, foi inicialmente o apartamento privado de Luís XIII e aquando do reinado de Luís XIV, o mesmo foi ampliado e modernizado e passou a ser constituído pelas seguintes salas:

- Quarto do Rei - sala onde o Rei dormia, possui uma decoração opulenta de ouro e prata e com várias pinturas escolhidas pelo próprio Luís XIV, nomeadamente Os quatro Evangelistas e o pagamento de Impostos a César, de Le Valentin e Giovanni Lanfranco, nas paredes superiores, São João Batista, de Giovanni Battista Caracciolo, por cima da porta, entre outros.
Foi neste local que morreu o Rei Luís XIV, em 1715, depois de 72 anos de reinado.


Quarto do Rei

- Sala do Conselho - esta sala só foi criada durante o reinado do Rei Luís XV, estando magnificamente decorada com bonitos painéis de madeira com motivos decorativos esculpidos por Antoine Rousseau e ainda magníficas obras de arte encomendadas por Luís XV e o seu sucessor Luís XVI. Nomeadamente, um relógio rococó, de 1754, um busto de pórfiro de Alexandre, O Grande, entre outros. 


Sala do Conselho

Capela Real de Versalhes
A Capela Real é uma autêntica obra prima, iniciada em 1689 e consagrada em 1710. Esta capela foi dedicada a São Luís e vários foram os eventos da Corte que aqui ocorreram durante o séc. XVIII. Uma das características pela qual é conhecida é o seu chão embutido com mármores multicoloridos e nos degraus que levam ao altar está o monograma coroado de Luís XIV. A sua decoração eclesiástica faz alusão ao Novo e ao Velho Testamento e no tecto da sua nave pudemos encontrar uma pintura Deus Pai em sua Glória trazendo ao Mundo a promessa da Redenção, de Antoine Coypel, já a meia cúpula da abside tem pintada A Ressurreição de Cristo, de Charles de LaFosse, entre outros.

Vários pormenores da Capela Real

L'Ópera
A Ópera Real é uma das mais importantes obras arquitectónicas de Ange-Jacques Gabriel, tendo sido inaugurado em 1770, durante o casamento de Luís XVI com Maria Antonieta. Na época era o maior e mais refinado teatro da Europa, sendo um dos poucos teatros sobreviventes daquele tempo. 
A sua decoração, realizada por Augustin Pajou, foi inspirada em Apolo e nas divindades Olímpicas. Durante o reinado de Luís XVI poucas foram as vezes que o espaço foi utilizado, devido aos custos que acarretava a sua utilização, nomeadamente ao nível da iluminação, uma vez que era necessário a utilização de pelo menos 3000 velas de cera virgem.
Uma curiosidade acerca deste local é o facto de ter sido aqui que a Rainha Maria Antonieta quebrou a tradição da Corte, ao aplaudir os actores, algo que está reproduzido no filme de 2006, Marie Antoinette.
Actualmente, é utilizada em funções de Estado e como palco de vários eventos musicais.


Jardins do Palácio
Os Jardins do Palácio de Versalhes são tão grandiosos como o próprio Palácio, algo que Luís XIV, sempre desejou. E para tal, em 1661, incumbiu André Le Nôtre de projectar os jardins, compostos por parterres, fontes e canais, tendo demorado cerca de 40 anos a estes ficarem concluídos.

Estes estão centrados na fachada sul do Palácio, onde existe um enorme terraço, que oferece uma vista única sobre os jardins, que são compostos por várias zonas distintas:

Parte da fachada sul do palácio
- Parterre de água
É o jardim que surge como um prolongamento da fachada do Palácio, que é composto por duas piscinas ornamentais rectangulares, que possuem na sua berma algumas esculturas, da autoria de Charles Le Brun, que simbolizam os rios de França.


Parterre de água com a fachada sul do palácio de fundo

- Fonte de Latona
A Fonte de Latona foi inspirada no poema Metamorfoses, de Ovídio e representa a mãe de Apolo e Diana, a proteger os seus filhos contra os insultos dos camponeses de Lícia, chamando Júpiter para vingá-los, transformando os camponeses em sapos e lagartos.

Fonte de Latona


- Orangerie Parterre
Situado próximo ao palácio, o Orangerie é constituído por Laranjeiras de Portugal, Espanha e Itália e ainda Limoeiros e árvores de Romãs, algumas destas árvores com mais de 200 anos. Este é um dos exemplos do fantástico e belo trabalho de Jules Hardouin-Mansart, uma vez que este pequeno jardim é uma autêntica obra de arte.

Orangerie

Os jardins são compostos por muito mais áreas, contudo no dia que visitei o Palácio estava a chover, o que nos impossibilitou de visitar os Jardins, em toda a sua extensão.

Se visitar o local, vá sem pressa e disposto a despender o seu tempo, pois o local é tão bonito, que o tempo passa a correr e sem nos apercebermos. Aproveite bem o audio que é dado no início da visita e deixe-se mergulhar neste local magnífico e cheio de história. 
Espero um dia voltar e puder conhecer os recantos que não tive oportunidade.

E vocês já visitaram o local? Ficaram tão encantados como eu?

Não deixem de ler o nosso artigo Visitar Paris em 4 dias

Espero que tenham gostado ;) .