sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Explorando Heraklion - por Amanda Fontenele

Explorando Heraklion - por Amanda Fontenele


Hoje é dia de mais um artigo do GuestPost, desta vez a cargo da amorosa Amanda Fontenele, administradora do blog A Grécia do seu jeito. Neste artigo, ela sugere-nos um pequeno roteiro para quem pretende visitar a bonita cidade de Heraklion. Espero que gostem (o artigo encontra-se escrito em português do Brasil)...


Explorando Heraklion, a quinta maior cidade da Grécia e a mais desenvolvida de Creta, com uma população de aproximadamente 200.000 habitantes, você estará no centro da economia e dos serviços da ilha. Com museus, monumentos seculares, casarões neoclássicos, inúmeros restaurantes, cafés, lojas de várias grifes famosas e um trânsito barulhento, repleto por muitos carros e motos, Heraklion é um modelo de cidade cosmopolitana.
Porta de entrada para a maioria dos turistas que chegam em Creta, se o desembarque acontecer no porto, será “recepcionado” por um dos cartões postais: o Porto Veneziano, com uma frota de barcos, pequenos botes e a Fortezza de Koules (Rocca al Mare), construída no início do ano de 1500, um dos símbolos da cidade e atualmente utilizada para apresentações teatrais durante o verão. Neste local, diarimante pessoas fazem caminhadas e ciclismo.

Porto Veneziano e a Fortezza de Koules, Heraklion

Depois de alguns instantes admirando este cenário e continuando a explorar áreas da orla marítima, encontrará ao lado de edificações modernas, o Monastério de São Pedro e São Paulo. Construído no século 13, período veneziano, já foi um dos mosteiros católicos mais importantes da cidade e depois transformado em mesquita por otomanos. Após danos sofridos por terremos, foi restaurado, pertence à Igreja Ortodoxa e é mantido em estado de preservação, fechado para visitação interna.
Em curta distância, existe o Museu Histórico e Etnográfico de Creta, fundado em 1953, permite uma verdadeira viagem no tempo, com amostras de objetos do Período Bizantino, Veneziano e da Segunda Guerra Mundial, com foco na Batalha de Creta. Cerâmicas, esculturas, joias, modelos de vestuário típicos de cretenses e até exemplos de como eram as casas, séculos antes. Além de quadros do pintor El Greco e do memorial de Nikos Kazantzakis, com pertences vindos da sua casa em Antibes, França.
Após, subindo a Rua de 25 de Agosto, exclusiva para pedestres, passando por muitas lojas de souvenirs, agências de turismo e bancárias, a arquitetura da Igreja Ortodoxa de Ágios Titos ou Santo Titos (um discípulo do apóstolo Paulo e o primeiro Bispo de Creta), tende a chamar sua atenção. No interior desta, há muitas imagens lindas, afrescos e o crânio de Santo Titos.


Igreja Ortodoxa de Ágios Titos

Mais edificações venezianas ficam visíveis durante o percurso na Rua 25 de Agosto e a próxima é a elegante Vennetian Loggia, construída entre 1626 e 1628, por Francesco Morosini, foi local de encontro para os nobres, governantes e senhores feudais, que faziam as decisões econômicas e comerciais da época. Atualmente é a sede da Prefeitura Municipal de Heraklion e aberta para visitações.

A Basílica de São Marcos, construída em homenagem à São Marcos, padroeiro de Veneza, sedia a Galeria Municipal de Arte da cidade e frequetemente existem exposições. Ao passar, não deixe de conferir se há alguma.
Fonte dos Leões (Morozini Fountain), com mais de 400 anos de existência e 4 leões jorrando água de suas bocas, é um dos monumentos mais visitados por turistas e local de encontro para os habitantes da cidade. Na alta estação, é possível passar minutos esperando a vez para ter uma foto aqui.



Com um amplo centro comercial, é agradável passear pelas ruas de Heraklion, observando as vitrines e conhecendo as tendências da moda. Ao chegar na  Praça Eleftherias (da Liberdade), você terá uma vasta visão da rede de lojas e restaurantes centrais, além de conhecer a Tumba do Soldado Desconhecido, uma forma de homenagear pessoas cujos restos mortais estão em lugares desconhecidos.
No norte da Praça, o Museu Arqueológico de Heraklion, um dos mais ricos do mundo em informações, conserva os objetos que eram da Civilização Minoica. No acervo existem peças de cerâmicas, joias, afrescos, maquete do Palácio de Knossos, o famoso Disco de Phaistos e estatuetas, que dentre elas a deusa das Serpentes é uma das mais conhecidas. Aberto de terça até domingo, entre 08:00-20:00h e segunda-feira às 13:30-20:00, com o ingresso custando 6 ou 10€, incluindo Knossos, válido por 5 dias.

Disco de Phaistos, no Museu Arqueológico de Heraklion
Deusa das Serpentes, no Museu Arqueológico de Heraklion

O santo padroeiro de Heraklion é Santo Minas. A catedral que teve o início da construção em 1862 e foi concluída apenas em 1895, está entre as maiores da Grécia. Com altas colunas em seu interior, lustres com imagens de santos, e o teto repleto por afrescos, é possível sentir uma sensação de intensa religiosidade, harmonia e elegância.

Após finalizar o passeio pelo centro da cidade, é indicado uma visita às ruínas do Palácio de Knossos, este lugar que inspira elegância e grandeza já foi o centro administrativo de Creta durante a Civilização Minoica. Os primeiros vestígios de habitação na área do palácio, remontam ao período Neolítico (7000-3000) a.C.

Ruínas do Palácio de Knossos

Deixando Heraklion e indo para o Leste da ilha, passará por uma extensa área litorânea lotada com banhistas devido à sua proximidade com Heraklion. Até chegar no CretAquarium – Thalassokosmos, o primeiro maior aquário da Grécia. Funcionando desde Dezembro de 2005, é composto por mais de 40 tanques com amostras da fauna do Mar Mediterrâneo, dentre elas: variados cardumes, tartarugas, cavalos-marinhos, algas, esponjas, arraias e medusas. Se preferir fazer algum lanche, nas instalações do prédio existe o Thalasea Café, ou se quiser comprar alguma lembrancinha, conheça a loja Aqua Shop e veja a varidade de produtos ofertados.

CretAquarium

Saindo da visita ao aquário e percorrendo pela orla marítima, conhecerá Chersonissos, Stalis e  Mália, locais que promovem os agitos e baladas durante o verão, com festas que duram 24 horas por dia. Estas regiões possuem ampla e diversificada rede hoteleira, para todos os gostos e bolsos. É em Chersonissos, que ficam os restaurantes e hotéis mais luxuosos, com destaque para as colinas do sul, onde existem as casas e villas dos ricos cretenses.



quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Viajar em Cruzeiro*

Viajar em Cruzeiro

Hoje decidi falar de um tema muito especial para mim, Cruzeiros. Eu sou uma apaixonada por cruzeiros e desde 2012 já fiz 3, o que leva a que muitas vezes seja questionada sobre o mesmo. Algumas dessas questões, são questões que eu própria fiz antes de fazer o meu primeiro cruzeiro.

Muitas vezes me perguntam se "não é uma grande seca passar tanto tempo dentro de um barco?", "ah de certeza que se enjoa, não?", "é muito caro?" ou ainda "a comida é boa?".

Bem devo dizer que nenhuma destas perguntas faz grande sentido depois de já se ter feito um cruzeiro. Fazer um cruzeiro acaba por ser semelhante a fazer férias num sítio qualquer, mas com a vantagem de todos os dias acordarmos numa cidade diferente. 

Primeiro, um cruzeiro não tem nada de seca, o navio tem tantas comodidades e actividades, que pelo contrário acaba por se tornar cansativo. Comodidades que passam por ginásio, várias piscinas e jacuzzi, SPA, teatro, discoteca, vários bares temáticos, cinema, sala de jogos, casino,  biblioteca, entre muitos outros.

Wine Bar Blue Velvet (Costa Fascinosa)
Casino The Millionaire (Costa Fascinosa)
Discoteca Babylon (Costa Fascinosa)
Elevadores Panorâmicos
La Locanda Pizzaria (MSC Preziosa)
The Green Sax (MSC Preziosa)

Quanto ao enjoar também é praticamente impossível, pois muitas vezes só nos lembramos que estamos em alto mar quando olhamos pelas janelas e vemos água. A única coisa que por vezes acontece é balançar um pouco mais se o mar estiver mais revoltoso.

Em relação à pergunta se é muito caro, o que tenho a dizer é que efectivamente pode ser caro, mas não necessita de o ser, tudo depende do local para onde se vai, qual a companhia e qual a época do ano, não nos podemos esquecer que incluem todas as refeições que fizermos e a maior parte das actividades. Muitas vezes conseguem-se verdadeiras pechinchas (pena eu não ter uma maior disponibilidade :( ).

Jacuzzi ao ar livre
Uma das várias piscinas
Outra Piscina
Escorrega Gigante
Quanto à comida devo dizer que adorei em todos os cruzeiros que fiz, pois existem sempre várias opções quer de comida, quer de restaurantes. Eu pessoalmente fazia sempre o pequeno-almoço e almoço no buffet junto às piscinas (mas podemos ir aos restaurantes) e ao jantar então ia ao restaurante (que nesta refeição é sempre o mesmo, na mesma mesa e com o mesmo empregado - essa informação é nos dada logo quando chegamos ao camarim). O jantar é feito por dois turnos e logo no início do cruzeiro é nos dada a informação de qual o nosso turno.


Pequeno-almoço maravilhoso

O almoço no restaurante é bastante semelhante ao jantar, a nível de menú, mas durante o almoço podemos escolher o restaurante que quisermos, a mesa e o horário. Eu apenas fui almoçar uma vez ao restaurante, porque acho o buffet bem mais prático, mais rápido e com o horário bem mais alargado.
O almoço no buffet existem inúmeras opções que vão desde massas, pizzas, hambúrgueres, saladas, comida típica do local onde estamos atracados, entre outros. Devo confessar que apesar de adorar pizzas, as dos cruzeiros não são grande coisa.

As pizzas
Os Hambúrgueres
As Saladas
O meu almoço com a fantástica massa

No restaurante a ementa é extremamente variada e onde podemos escolher entre várias opções uma entrada, uma massa ou risotto, um prato principal, uma selecção de queijos  e uma sobremesa. A nível de comida aquilo que menos gostei, e que é algo partilhado com quem me acompanhou nos três cruzeiro, as sobremesas não são grande coisa, ainda mais para nós portugueses que temos doces maravilhosos.

A nossa Mesa no Jantar de Gala
Entrada
Entrada
Massa
Prato Principal
Tábua de Queijos
Sobremesa

Todos os dias recebemos na nossa cabine um jornal (geralmente deixado durante a noite), que trás uma breve descrição da cidade onde atracaremos bem como toda a programação desse dia. Assim estamos sempre a par dos espectáculos no teatro, quais as festas que irão ocorrer, quais as actividades diárias, qual o tema o dia (e consequentemente que roupa devemos vestir), as promoções das lojas, entre outras. 
Várias são as festas que vão ocorrendo ao longo dos vários dias de duração do cruzeiro e somos sempre surpreendidos pois há sempre algo diferente e inovador. 

A dançar na Festa Italiana com o nosso empregado de mesa
Festa "Delicias e Fantasias"
Festa "Delicias e Fantasias"
Festa da Noite Branca

Para além das diferentes festas existem geralmente sempre dois jantares de gala, um de boas-vindas e um de despedida, onde é pedido aos passageiros que vistam vestidos e fatos de gala. E normalmente são bastante rigorosos em relação ao traje, pois já vi impedirem passageiros de entrarem no restaurante por não irem vestidos a rigor.

Prontos para o Jantar de Gala
Durante o Jantar de Gala

O primeiro cruzeiro que fizemos foi de lua-de-mel e como tal fomos convidados para o Cocktail Privado, com o comandante do navio, onde nos foi pedido para irmos vestidos de branco e onde foi feita uma pequena cerimónia. 

O nosso Cocktail Privado
O nosso beijo com o comandante a assistir

Já a cabine, geralmente não é muito grande e existem três opções, as interiores (sem janela), as exteriores com janela e exteriores com varanda. Apesar de tanto o quarto como a casa de banho não serem grandes, a verdade é que se passa tão pouco tempo na cabine que não faz qualquer diferença. Quando chegamos pela primeira vez à nossa cabine somos recebidos pelo nosso camareiro que se apresenta e explica as formalidades (geralmente falam a mesma língua que os hóspedes). Também na cabine se encontra o nosso cartão, que nos identifica enquanto hóspedes (e que tem que andar sempre connosco) e que nos indicam qual o turno de jantar, o restaurante e o número da mesa.

Cabine Exterior com Janela
Cabine Exterior com Janela
Cabine Exterior com Janela
Casa de Banho
Nós na nossa cabine com o nosso amigo
Cabine Interior
Viajei em 2 companhias diferentes a Costa Cruzeiro e a MSC e 2 desses cruzeiros (os da Costa) no Mediterrâneo Oriental (Itália, Grécia e Croácia) e o outro (o da MSC) no Mediterrâneo Ocidental (Espanha, França, Itália e Tunísia). Devo dizer que a nível de instalações são ambas muito semelhantes e funcionam também de modo muito semelhante, contudo na minha opinião achei a Costa Cruzeiros muito melhor tanto a nível de organização, variedade de comida no buffet e à qualidade dos espectáculos de teatro.
Uma das coisas que reparei foi que a tripulação da Costa Cruzeiros tem uma boa disposição contagiante, sendo todos muito simpáticos e acessíveis. Na MSC a tripulação parecia sempre muito triste, sem grandes sorrisos, o que torna o ambiente mais pesado.

Costa Fascinosa
MSC Preziosa

Como podem ter depreendido da minha explicação toda eu sou uma apaixonada por cruzeiros e pretendo voltar a fazer mais assim que a minha menina for um pouco maior e aconselho todos aqueles que possam a fazer pelo menos um uma vez na vida. Vale muito a pena.
E para quem pretende fazer um cruzeiro em breve deixo aqui umas dicas essenciais e muito úteis.

Dicas a não esquecer
  • Leve tudo o que costuma usar e que ache que vai precisar, pois geralmente as coisas nas lojas são bem caras. Da primeira vez que fui precisei comprar um cartão de memória adicional e paguei cerca de 60 euros, enquanto que em Portugal pagava cerca de metade.
  • Leve o cartão de crédito (se não tiver, faça), por dois motivos. A primeira vez que fomos nem sequer tínhamos cartão o que acabou por ser um drama, primeiro porque não conseguíamos levantar dinheiro nas caixas multibanco em Itália e na Grécia e segundo porque quando fazemos o check-in, temos que deixar ou o número de cartão de crédito ou um montante em dinheiro e na altura do check-out quem tem cartão de crédito só tem que confirmar se está tudo ok e se estiver está pronto, quem tiver deixado montante em dinheiro tem que ir fazer o fecho da conta e enfrentar filas enormes. 

Estas são as minhas impressões sobre cruzeiros, mas caso tenham alguma dúvida que não esteja aqui descrita podem deixar as vossas questões.

Espero que tenham gostado :) .

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Museu Nacional dos Coches*

Museu Nacional dos Coches

O Museu Nacional dos Coches reúne uma colecção única no mundo inteiro, de viaturas de gala e de passeio desde o século XVI até ao século XIX. A sua maioria provém da Casa Real Portuguesa, mas também encontramos viaturas vindos da Igreja e de outras colecções particulares.

Este fantástico museu surgiu por iniciativa da Rainha D. Amélia d'Orleães e Bragança, que foi casada com o Rei de Portugal D. Carlos I. Foi inaugurado a 23 de Maio de 1905, com o nome de "Museu dos Coches Reaes", no Antigo Picadeiro Real, e a colecção foi crescendo ao longo dos anos, tendo sido feitas várias alterações na estrutura para ir albergando os novos veículos. 

Actualmente, o Museu Nacional dos Coches (designação que passou a ter desde 1911) é composto por dois locais distintos, o Antigo Picadeiro Real e ainda um novo edifício, inaugurado a 23 de Maio de 2015 e o preço para visitar os dois locais é de 8€.

Antigo Picadeiro Real

Antigo Picadeiro Real
O Antigo Picadeiro Real passou a ter um papel secundário, depois da inauguração do novo edifício do Museu Nacional dos Coches. Contudo, de forma a homenagear a memória da rainha D. Amélia, aqui mantém-se exposto um núcleo expositivo de coches (viatura que surgiu no séc. XV na Hungria, composta por uma caixa suspensa por correntes ou correias de couro) e berlindas (viatura que surgiu no final do séc. XVII em Berlim, composta por uma caixa suspensa por duas fortes correias de couro. É mais rápido e seguro do que o coche), a galeria de pintura da família real e ainda um conjunto de acessórios de cavalaria.

Sala do Antigo Picadeiro Real
Parte da Galeria de Pintura
Peça de cavalaria
Vários são os coches que aqui podemos encontrar. E como o número não é assim tão grande farei a descrição de todos eles.
  • Coche do Infante D. Francisco - Esta é uma viatura de aparato francês, do início do séc. XVIII, que pertenceu ao Infante D. Francisco, Duque de Beja. Nele podemos ver o escudo de armas portuguesas com coroa ducal.
Coche do Infante D. Francisco
  • Coche de D. Carlota Joaquina - Viatura de aparato espanhola, do séc. XVIII. Foi trazida para Portugal por D. Carlota Joaquina de Bourbon, na altura do seu casamento com o Rei D. João VI. Nas portinholas é possível ver um escudo duplo, com as armas de Portugal e Espanha.
Coche de D. Carlota Joaquina
  • Coche de D. Maria Francisca Benedita - Viatura de aparato portuguesa, de estilo rocaille, da segunda metade do séc. XVIII. Foi construído para o casamento da princesa D. Maria Francisca Benedita. As pinturas na sua caixa são de Pedro Alexandrino de Carvalho.
Coche de D. Maria Francisca Benedita
  • Coche dos Condes de Ericeira - Viatura de aparato portuguesa, da primeira metade do séc. XVIII. Foi construído para o casamento de D. Francisco Xavier Rafael de Menezes, 6º Conde de Ericeira com a herdeira dos Marqueses de Cascais. Na caixa encontram-se gravadas as armas das duas casas nobres.

Coche dos Condes de Ericeira
  • Berlinda dos Leões - Viatura de aparato francesa, da segunda metade do séc. XVIII. Foi encomendada para a Casa Real e nela estão pintados os brasões com as Armas Reais Portuguesas.

Berlinda dos Leões
  • Berlinda dos Patriarcas - Viatura de aparato portuguesa, do séc. XVIII. Foi utilizada pelos Patriarcais de Lisboa e tem pintado o respectivo brasão e na tábua onde o cocheiro colocava os pés, encontra-se um coração, que simboliza a Caridade.
Berlinda dos Patriarca
  • Berlinda de D. Maria I - Viatura de aparato portuguesa, do final do séc. XVIII. Foi utilizada por D. Maria I, na cerimónia de consagração da Basílica da Estrela, em Lisboa. As pinturas são de Pedro Alexandrino de Carvalho e a talha de Silvestre Faria Lobo e Barros Laborão.
Berlinda de D. Maria I


Novo Museu Nacional dos Coches
O novo edifício do Museu Nacional dos Coches surge da necessidade de aumentar a área expositiva do museu. Aqui encontramos vários espaços para exposições permanentes e temporárias, áreas de reserva e ainda uma oficina de conservação e restauro do património que aqui encontramos. Temos ainda uma Biblioteca, um Arquivo e também um auditório, que potencia várias actividades culturais.

Salão do Novo Museu dos Coches
  • Coche de D. Maria Francisca de Sabóia - Viatura de aparato francesa do séc. XVII, era designada por Carrosse Moderne. A Rainha D. Maria Francisca de Sabóia-Nemours trouxe-a para Portugal.
Coche de D. Maria Francisca de Sabóia
  • Coche de D. Maria Ana de Áustria - Viatura de aparato do séc. XVIII, não havendo certeza se é um trabalho austríaco ou holandês. Foi mandada construir pelo Imperador José I da Áustria, para o casamento da sua irmã, D. Maria Ana com o Rei D. João V. 
Coche de D. Maria Ana de Áustria
  • Coche de D. João V - Viatura de aparato portuguesa do séc. XVIII. Foi mandada construir pelo Rei D. João V para a Casa Real Portuguesa. Foi feito pelo escultor José de Almeida e pelo seu irmão, entalhador, Félix Vicente de Almeida.
Coche de D. João V
  • Coche dos Oceanos - Carro Triunfal de barroco italiano, do séc. XVIII. Integrava um conjunto de cinco coches temáticos e dez de acompanhamento que integravam o cortejo da Embaixada ao Papa Clemente XI, enviada a Roma pelo Rei D. João V. O tema principal deste magnífico coche é a ligação dos Oceanos Atlântico e Indico.

Coche dos Oceanos
  • Coche Coroação de Lisboa - Carro Triunfal italiano, do séc. XVIII. Integrava um conjunto de cinco coches temáticos e dez de acompanhamento que integravam o cortejo da Embaixada ao Papa Clemente XI, enviada a Roma pelo Rei D. João V. O tema deste bonito coche é a coroação de Lisboa, a capital do Império, vitoriosa na defesa da fé cristã.


Coche Coroação de Lisboa
  • Coche do Embaixador - Carro Triunfal italiano, do séc. XVIII. Integrava um conjunto de cinco coches temáticos e dez de acompanhamento que integravam o cortejo da Embaixada ao Papa Clemente XI, enviada a Roma pelo Rei D. João V. O tema deste coche é a 
Coche do Embaixador
  • Coche da Mesa - Viatura de viagem portuguesa, da primeira metade do séc. XVIII. Foi utilizada na cerimónia da "Troca de Princesas", na fronteira entre Portugal e Espanha, onde a princesa portuguesa D. Maria Bárbara foi enviada para Espanha, para casar com o herdeiro da Coroa de Espanha, Fernando VI e a infanta espanhola D. Mariana Vitória veio para Portugal para casar com o Rei D. José I.
Coche de Mesa
  • Coche do Cardeal D. João da Mota e Silva - Viatura de aparato portuguesa, da primeira metade do séc. XVIII. O Coche pertenceu ao Cardeal D. João da Mota e Silva, Secretário de Estado do Rei D. João V. O seu brasão encontra-se gravado nas portinholas.
Coche do Cardeal D. João da Mota e Silva
  • Berlinda Processional - Viatura de aparato religioso portuguesa, da primeira metade do séc. XVIII. Foi encomendada por D. João V, para o transporte da Imagem da Virgem na Procissão de Nª Sª do Cabo Espichel.
Berlinda Processional
  • Charabã - Char-à-bancs inglês do séc. XIX. Foi encomendada para a Rainha D. Maria II e tinha como finalidade passeios campestres ou o transporte de caçadores e acompanhantes. Tem pintado o monograma do rei D. Carlos
Charabã
  • Mala-Posta - Viatura de viagem belga, do séc. XIX. É composta por três corpos, um coupé à frente, uma rotunda ou berlinda atrás e uma caixa, ao centro, que srrvia para transporte de correio.
Mala- Posta

Existem muitos mais viaturas expostas neste belíssimo museu, apenas descrevi aqui algumas para vos aguçar o apetite e vos mostrar a beleza destas fantásticas relíquias.

Espero que tenham gostado  e que deixem aqui a vossa opinião :) .