quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Hotel Real Parque****

Hotel Real Parque****


Na nossa estadia por Lisboa optámos pelo Hotel Real Parque, um hotel 4 estrelas, localizado na Avenida Luís Bívar, e que pertence à cadeia de Hotéis Real. Este é um hotel com uma localização bem privilegiada, e próxima do Parque Eduardo VII.

Possui uma recepção aberta 24 horas por dia, assim como serviço de quartos e serviço de baby-sitting, tendo funcionários bem afáveis e atenciosos.

Zona da Recepção
Zona da Recepção

Este bonito hotel possui 153 quartos, todos eles climatizados e equipados com uma televisão por cabo, uma secretária (ideal para quem vai em trabalho) e o chão é alcatifado. A casa de banho tem uma óptima dimensão bem como o quarto. Possui ainda internet Wi-Fi gratuita.
Na minha opinião, o único senão é o átrio dos diversos andares ser um pouco antigo e escuro, o que se estende aos quartos, mas o tamanho dos mesmos acaba por tornar essa questão pouco importante.

Zona dos elevadores
O nosso quarto

O hotel possui ainda dois restaurantes, o Real Restaurante, que é um restaurante buffet e onde é também servido o pequeno-almoço, sendo uma sala bem grande e com o mobiliário todo branco e cheio de classe. Mas se preferir pode optar pelo restaurante "Real Cantinho", onde poderá optar por uma refeição tradicional portuguesa (brevemente farei artigo sobre este local).

Escadas para o Restaurante Buffet
Hall de Entrada do Restaurante Buffet
Restaurante Buffet

Se não pretender nenhum das duas opções anteriores para fazer as suas refeições, pode ainda optar por ir ao "Real Sports Bar". Este é um local dedicado a todos os fãs de desporto e possui um ambiente bem descontraído onde poderá ver uma competição desportiva enquanto saboreia uma refeição ligeira.

Real Sports Bar
Real Sports Bar
Real Sports Bar

De um modo geral fiquei bem satisfeita com o local e que recomendo a quem quiser passar uns dias em Lisboa, sem ficar junto às zonas turísticas, mas perto das mesmas.
Devo acrescentar que caso no possua cartão de crédito prepare-se para pagar no check-in. Eu esqueci-me do meu e tive que pagar na entrada, mas uma coisa boa é que no final da estadia pretendia pagar o estacionamento pois no site estava que seria a pagar e foi gratuito.

Se gostou do hotel e pretender fazer a sua reserva, pode fazê-lo aqui.

Espero que tenham gostado :) .

Os nossos roteiros por Lisboa e locais onde comer
Roteiro do 1º dia por Lisboa






segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Restaurante Cave Real

Restaurante Cave Real


O Restaurante Cave Real, localizado na Avenida 5 de Outubro, em Lisboa, é um espaço acolhedor que oferece a comida tradicional portuguesa. 

Tal como o nome indica este local parece localizar-se numa cave, pois fica abaixo do plano da rua, havendo a necessidade de descer uma escadas para chegar à sala.

Entrada do Restaurante

A sala é bem espaçosa e mais uma vez fazendo lembrar uma ampla cave. O Restaurante é essencialmente conhecido pela sua fantástica e vasta garrafeira, que engloba vinhos de vão desde o Alentejo até Trás-dos-Montes. Estes encontram-se espalhados ao longo de toda a sala.


Parte da Garrafeira

Parte da sala

Para a refeição o meu marido optou por uma açorda de camarão e eu por um bife à portuguesa. Para sobremesa optámos por uma tarte de chocolate, com gelado. Devo confessar que não fiquei propriamente impressionada com a comida, apesar de não ser má, mas para o que tinha ouvido falar pensei que realmente fosse melhor. E não achei grande piada ao local onde vinha a açorda, um tacho de inox que já tinha visto melhores dias.

Bife à Portuguesa
Açorda de Camarão
Tarte de Chocolate com Gelado
Apesar de não ter sido dos meu locais favoritos, não deixa de ser uma boa opção para quem está por Lisboa e além do mais o serviço e a simpatia dos funcionários fez valer a pena a experiência.
Já comeram neste local? Qual a vossa opinião?

Espero que tenham gostado :)

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Roteiro de 3 dias por Lisboa - 2º e 3º dia

Roteiro de 3 dias por Lisboa - 2º e 3º dia

Depois de um primeiro dia bem cheio, aqui deixamos o artigo referente ao roteiro do nosso segundo e terceiro dia por Lisboa, também eles repletos de visitas e história. Caso queira ver o roteiro do nosso primeiro dia basta aceder aqui aqui.

2º dia

Para o nosso segundo dia decidimos visitar a zona do Castelo de São Jorge e o bairro da Graça, mas antes fomos até ao Parque Eduardo VII, que se localiza bem perto do nosso hotel e fica no extremo norte da Avenida da Liberdade. Este oferece magníficas vistas sobre a cidade, sendo um bonito e enorme parque, com cerca de 25 hectares, que data do início do séc. XX. Actualmente é palco de algumas exposições, concertos e ainda da Feira Anual do Livro. 


Parque Eduardo VII

Decidimos depois ir até à Praça Figueira para apanhar o eléctrico para o Castelo de São Jorge. Mas mais uma vez nos esperava um senão... Chegámos todos felizes e contentes à paragem do eléctrico, que estava a abarrotar, e decidimos ficar na fila debaixo de um sol abrasador. Passou mais de meia hora e eléctrico nada, até que uma senhora se lembrou que provavelmente não haveria eléctrico pois uma das ruas, por onde ele passava, estava em obras. Enfim.... Depois de desespero e de andar a procurar informações, lá nos disseram que poderíamos apanhar o autocarro na Praça da Figueira para ir até ao Castelo, mas que devido a obras também não passaria até ao local exacto e ficaria junto ao Miradouro de Santa Luzia. Quando chegámos ao miradouro e vimos a fantástica vista sobre o bairro de Alfama e sobre o Rio Tejo, ficámos maravilhados, e aproveitei um dos banquinhos que existem para dar de mamar à bebé e assim contemplar a paisagem. Vimos ainda dois bonitos painéis de azulejo, um da Praça do Comércio antes do terramoto e outro dos Cristãos a atacarem o Castelo de São Jorge, que estão expostos no miradouro.


Paisagem a partir do Miradouro de Santa Luzia

Fomos depois em direcção ao Castelo de São Jorge, localizado na mais alta colina de Lisboa e que foi declarado Monumento Nacional em 1910 (antes da implantação da República). Acredita-se que a primeira edificação no local terá ocorrido por volta do séc. II a.C., e ao longo dos séculos várias foram as remodelações que o mesmo sofreu, a última das quais no final do séc. XX. Aqui vários são os atractivos que podem ser visitados, nomeadamente, os bonitos jardins e o miradouro, a torre de Ulisses e a Casa do Governador. Nós decidimos não pagar bilhete para entrar uma vez que não dava para fazer a visita completa com o carrinho de bebé e estava muito calor para andar com a Cléo ao colo.
Este é um dos monumentos com 20% de desconto para os portadores do LisboaCard.

Entrada para o Castelo

Depois de termos dado uma volta nas ruelas em torno do Castelo, que estavam magnificamente enfeitadas, seguimos em direcção ao bairro da Graça. Este é um bairro operário, que surgiu após o terramoto de 1755. Sendo um dos bairros mais bonitos de Lisboa, muito em parte devido aos seus miradouros, que oferecem as melhores paisagens da cidade.

Ruela junto ao Castelo
Bairro da Graça

Quando chegámos à Graça fomos logo em direcção ao Miradouro Sophia de Mello Breyner, também conhecido por Miradouro da Graça, que é provavelmente o miradouro que oferece a mais bonita paisagem de Lisboa. Aqui aproveitámos para beber um café na famosa esplanada enquanto apreciávamos a paisagem sobre o Castelo, sobre o Tejo e sobre Alfama. Ainda é possível ver também um bonito busto em bronze de Sophia de Mello Breyner Andresen ( de António Duarte).



Paisagem a partir do Miradouro da Graça
Bem na praça onde se encontra o miradouro, o Largo da Graça, situa-se a Igreja Nossa Senhora da Graça, que foi fundada pela Ordem de Santo Agostinho. Esta foi classificada como Monumento Nacional é conhecida pelo seu belo altar decorado com azulejos. Devo dizer que adorei o seu magnífico interior.

Fachada da Igreja Nossa Senhora da Graça
Interior da Igreja Nossa Senhora da Graça
Depois de visitarmos o bairro da Graça decidimos comer mesmo por ali, para depois continuar o nosso percurso, mas a nossa linda filha decidiu que estava na hora de fazer birra e acabámos por almoçar e apanhar um táxi para o hotel e assim dar por terminado o nosso dia.


3º dia
No terceiro e último dia decidimos ir até à zona de Belém, que é um dos locais mais conhecidos e visitados de Lisboa, estando intimamente ligado aos Descobrimentos. Aqui encontramos um ambiente ribeirinho, cheio de espaços verdes, agradável e inspirador. Para nos deslocarmos até lá apanhámos o eléctrico 15E e fizemos uma viagem bem agradável.


Parques da zona de Belém

O primeiro local que visitámos foi o Museu Nacional dos Coches, mais propriamente o Antigo Picadeiro Real e depois fomos até ao novo edifício do museu. Este fantástico museu foi mandado construir pela Rainha D.Amélia, em 1905, para expor os inúmeros coches feitos em Portugal, Itália, França, Áustria e Espanha. Estes belos exemplares vão desde os mais simples aos mais complexos e actualmente estão expostos em dois locais diferentes. Uns no Antigo Picadeiro Real e os outros no Novo Museu dos Coches.  Aqui a entrada é gratuita para que tiver o LisboaCard. 
Posteriormente farei um artigo falando com maior pormenor neste magnífico Museu.

Antigo Picadeiro Real
Novo edifício do museu

Depois de visitarmos este fantástico local seguimos em direcção ao Mosteiro dos Jerónimos, conhecido como a "jóia" do estilo manuelino. Este foi construído no séc. XVI, tendo pertencido à Ordem de São Jerónimo. A sua arquitectura resulta de uma mistura de estilos, que engloba o gótico e o renascimento, tornando o edifício único. Este é um dos locais que está intimamente ao nosso país e aos Descobrimentos, tendo a sua construção, sido financiada pelos rendimentos trazidos da Índia. Este fantástico mosteiro está classificado, pela UNESCO, como Património Cultural de toda a Humanidade. A sua entrada também é gratuita para quem possua o LisboaCard.
Este será outro dos locais sobre o qual farei um artigo separado.

Pormenor da Fachada do Mosteiro

Zona dos claustros do Mosteiro

O Padrão dos Descobrimentos foi a nossa paragem seguinte. Este foi inaugurado em 1960, aquando da celebração dos 500 anos da morte do Infante D. Henrique. Localizado junto ao Rio Tejo, pretende evocar a expansão marítima e tem um design em forma de caravela e um conjunto de esculturas que são lideradas pelo Infante D. Henrique. Bem no alto desta incrível monumento, temos um miradouro que proporciona uma vista sobre o Tejo absolutamente fantástica. Aqui poderá ter um desconto de 30% se tiver o LisboaCard. Mais uma vez, decidimos não visitar pois não deixavam subir o carrinho de bebé.

Pormenor das esculturas
Padrão dos Descobrimentos

Depois de tiradas todas as fotos seguimos em direcção à Torre de Belém, mas antes passámos junto ao Monumento Gago Coutinho e Sacadura Cabral, que nada mais é do que uma reprodução real do hidroavião "Lusitânia" utilizado pelos dois para a primeira travessia aérea do Atlântico. Este bonito e invulgar local foi inaugurado a 15 de Outubro de 1991.

Monumento Gago Coutinho e Sacadura Cabral

Logo junto a este local temos a famosa Torre de Belém, construída na época dos Descobrimentos. Esta era uma fortificação importante na defesa da barra do Tejo. Este bonito monumento, classificado como Património Cultural de toda a humanidade, pela UNESCO, reflete as influências islâmicas e orientais, características do estilo manuelino. Com o passar do todo e com a construção de outras fortificações mais eficientes, a Torre de Belém foi perdendo a sua função de defesa e actualmente é um dos monumentos mais famosos de Portugal. Possui também um bonito miradouro, que permite tirar fotografias incríveis sobre o Tejo.  A entrada é gratuita com o LisboaCard.

Torre de Belém
Miniatura da Torre 
No interior da Torre

Depois de visitados tudo o que pretendíamos em Belém decidimos parar para almoçar e optámos pelo fantástico e conhecido restaurante Portugália ,que se localiza junto ao Tejo, entre o Padrão dos Descobrimentos e a Torre de Belém. Logo depois de almoçar e como já era meio da tarde e a nossa pequena começava a mostrar sinais de alguma má disposição decidimos ir até ao hotel.

É certo que ficou muito para visitar e que os dias para nós terminaram muito cedo, mas a verdade é que já não somos apenas dois e agora é a nossa filha que decide o que nos é possível ver. E mesmo assim para um bebé de apenas um mês ela portou-se maravilhosamente bem, o que poderá ser um bom indicador que teremos uma filha que gostará de acompanhar os pais na descoberta do mundo.

Espero que tenham gostado.

:)



quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Restaurante Sessenta

Restaurante Sessenta

Durante a nossa estadia por Lisboa visitámos um belo restaurante chamado Sessenta, situado na esquina entre a Av. Luís Bivar e a Rua Tomás Ribeiro.

Localiza-se num edifício histórico e de extrema beleza, que foi distinguido em 1916 com o prémio Valmor e que actualmente está a lutar pela distinção de Imóvel de Interesse Municipal. Este fantástico edifício foi construído com influências neo-clássicas, arte-nova e art-deco e nele podemos ver várias influências da arte portuguesa como os painéis de azulejo, as guardas em ferro forjado e as cantarias.

Fachada do restaurante Sessenta

Quanto ao restaurante, quem por aqui passar pode esperar encontrar um local acolhedor, intimista e bastante moderno, cuja decoração é feita em tons de preto, branco e vermelho. Aqui a cozinha portuguesa é trabalhada com elegância e onde poderá optar pelos menus de degustação ou então escolher à carta. 

A nossa mesa

Quando chegámos fomos atendidos por dois empregados bastante simpáticos, que inclusive ajudaram a levar o carrinho de bebé para a sala, uma vez que o restaurante encontra-se abaixo do nível da rua. Para a nossa refeição optámos para entrada por um camarão tigre na grelha e um folhado de cogumelos com queijo da ilha e rúcula, mas antes fomos presenteados com uma salada de pato, cortesia do chef.

Salada de Pato
Folhado de cogumelos com queijo da ilha e rúcula

Camarão Tigre na grelha

Para prato principal comemos lombinhos de porco com spaghetti de ameijoa e plumas na grelha com risotto de maça. 
Lombinhos de Porco com Spaghetti de Ameijoa

Plumas na grelha com Risotto de Maçã

E por fim para sobremesa comemos um crumble de manga com gelado de nata. 

Crumble de Manga com Gelado de Nata

Estas foram as nossas escolhas, mas existem muito mais opções e algumas bem interessantes. Devo dizer que ficámos bem satisfeitos com o local e a refeição e que o serviço é bastante profissional.
Este ficará por certo como uma das melhores descobertas gastronómicas, por nós feita, na cidade de Lisboa.

Caso queiram saber um pouco mais sobre o restaurante, basta aceder aqui.