segunda-feira, 29 de junho de 2015

Davinci Gelato

Davinci Gelato

Hoje venho falar-vos de uma gelataria absolutamente fantástica que tive o prazer de visitar, quando estive na Ilha grega de Mykonos, a Davinci Gelato. Foi provavelmente o melhor gelado que já comi na vida.

A Davinci Gelato, abriu na Ilha de Mykonos em 2012, e o seu conceito passa por conseguir produzir produtos, com base em receitas tradicionais mediterrânicas, utilizando técnicas antigas com as mais recentes tecnologias e usando ingredientes frescos, sem gorduras, aditivos ou conservantes.


Situa-se no porto velho de Mykonos e possui uma esplanada com sofás, o que nos permite apreciar de um gelado, feito com ingredientes simples e genuínos, e ainda desfrutar de uma paisagem maravilhosa sobre o mediterrâneo.



Para além do fantástico produto que oferece, possui ainda um atendimento fantástico e ainda o serviço de Wi-Fi gratuito, para os seus clientes estarem conectados.

Caso estejam de visita à ilha, não deixem de visitar este local. E se quiserem saber qual o meu roteiro quando visitei a ilha podem aceder aqui.

E vocês já visitaram Mykonos? O que acharam? Ou ainda querem visitar?
Este blog tem parceria com o Booking. Se pretender fazer a sua reserva para ficar alojado em Barcelona, contrate o serviço por aqui e estará ajudando o nosso blog, já que o nosso trabalho é voluntário.

Veja os nossos artigos dedicados à Grécia

Veja o outro artigo dedicado a Mykonos






terça-feira, 23 de junho de 2015

Um dia em...Mykonos

Um dia em...Mykonos

O artigo hoje é sobre uma das ilhas gregas que já tive o prazer de conhecer, a ilha de Mykonos. Visitei a ilha num dos cruzeiros que fiz e devo confessar que fiquei completamente apaixonada. É certo que Santorini continua a ser a minha ilha grega de eleição, mas Mykonos vem logo atrás. Com este artigo pretendo falar um pouco sobre o nosso dia na Ilha e o que conseguimos ver.

Mykonos é uma das ilhas gregas mais conhecidas, ficando localizada no coração das ilhas Cíclades. É caracterizada pelas suas fantásticas praias de areia clara e constituída pelas encantadoras casinhas brancas.
Esta bela ilha oferece lugares encantadores, localizados na própria capital, como Little Venice, o Velho Porto ou os Moinhos de Vento, para além da própria cidade, que é uma autêntica atracção, com as suas ruelas, que são autênticos labirintos.
Como não tínhamos muito tempo para explorar a ilha na totalidade, decidimos ficar pela capital da ilha e tentar conhecer todos os recantos possíveis.

A capital da Ilha, Chora
O Velho Porto

Quando chegámos à Ilha de Mykonos, o navio não podia atracar no velho porto, como tal, seguimos em lanchas até ao local, o que torna o passeio ainda mais agradável.
No Velho Porto, localizado na parte antiga da cidade de Mykonos, podemos encontrar vários barcos de pesca, dos habitantes locais, misturados com verdadeiros iates de luxo e ainda lanchas que partem para outras ilhas em redor. 

Velho Porto, visto Navio
Velho Porto
Quando chegámos ficámos logo encantados com uma pequena mas bonita igreja ortodoxa, a Igreja de São Nicolau, com a arquitectura típica das Cíclades (caiada de branco com a cúpula azul - diferente das outras da ilha). Começamos logo a percorrer o velho porto e a deliciar-nos com as lojas de souveniers que aqui encontrámos, aproveitando para comprar bonés pois o calor e o sol que se faziam sentir eram demasiado fortes.
Aqui também podemos encontrar alguns dos melhores e mais conceituados restaurantes da ilha, onde se pode apreciar os pratos típicos da cozinha grega, regados com vinhos maravilhosos, apreciando a bonita paisagem sobre o mar. E nós aproveitamos para provar aqueles que são considerados os melhores gelados da Ilha, na Davinci Gelato (posteriormente farei post sobre este local).

Igreja Ortodoxa de São Nicolau
Interior da Igreja de São Nicolau

Seguimos depois na descoberta da cidade e deixámos-nos perder pelas ruas de Chora, nome dado à capital da Ilha. Esta é também o seu coração, sendo um autêntico labirinto, com calçada em pedra e muito florida. Existe um grande risco de nos perdermos por estas ruelas, com casas brancas e azuis, contudo dada a dimensão do local facilmente encontrará o seu destino. Esta característica, a construção labiríntica, terá ocorrido por dois motivos, o primeiro para atenuar os ventos fortes que assolam a ilha e o segundo conferir protecção contra os piratas, que constantemente invadiam a ilha.
Este é provavelmente o local mais visitado da ilha e onde poderá encontrar fantásticos cafés e restaurantes, mas também lojas conceituadas e bonitas, mas simples igrejas (reconhecidas pelo seu telhado em forma de cúpula e de cor vermelha).

Igreja típica da Ilha
Ruela típica
Ruela típica florida
Outra igreja
Interior de uma das igrejas
Mais uma bonita ruela
Igreja típica

Depois de passearmos por várias ruelas sem movimento, encontramos a via principal e mais conhecida da cidade, a via de Matoyianni, que é constituída por várias lojas de artigos típicos da ilha, assim como vários bares e cafés cheios de cor e música.

Rua de Chora
Uma das lojas com quadros de artistas da região
Ruas cheias de movimentos

Depois de passarmos pelas ruas mais movimentadas da cidade, encontrámos a mais famosa igreja da ilha, a Igreja de Panayia Paraportiani, construída no séc. XV. Esta tem uma arquitectura única, sendo constituída por cinco igrejas mais pequenas, o que a torna num dos marcos da ilha e encontra-se localizada num local privilegiado onde se pode apreciar um por do sol magnífico.

Igreja de Panayia Paraportiani

Seguimos depois em direcção a Little Venice, que é considerado o local mais romântico de Mykonos, sendo constituída por um conjunto de casas debruçadas sobre o mar, construídas no séc. XVIII, fazendo lembrar a cidade de Veneza. Acredita-se que o local foi construído por piratas, cujos porões das casas eram usados como depósitos, facilitando o carregamentos e descarregamento dos seus barcos. Este local é absolutamente fantástico e permite tirar fotos maravilhosas.
Actualmente, no porão destas casas encontramos alguns dos bares mais populares das ilhas, assim como galerias de arte. E nós, como não podia deixar de ser aproveitamos para tomar uma bebida bem refrescante, num desses bares, o Venezia Restaurant (sobre o qual farei post posteriormente), com o mar e os moinhos de vento como paisagem.

Little Venice
Little Venice, vista dos Moinhos de Vento

Bem perto deste encantador local encontrámos a praça central da capital, a Catedral de Mykonos e ainda uma igreja católica, que é a única na ilha.

Praça Central e fachada da Catedral
Igreja Católica
Interior da Igreja Católica
Imagem de Nossa Senhora, na Igreja Católica
Depois de nos refrescarmos um pouco e de vermos visitarmos a única igreja católica da ilha, fomos em direcção aos famosos Moinhos de Vento, que fazem parte da paisagem da ilha e são um dos principais símbolos de Mykonos. Estes estão virados para Little Venice, o que torna a paisagem maravilhosa. Foram construídos, no séc. XVI, com o objectivo de moer os grãos produzidos nos campos da ilha, aproveitando os fortes ventos da região. Contudo, actualmente esta já não é a sua função e alguns deles foram restaurados e transformados em museus.
Este local é o ponto de encontro para aqueles que querem apreciar o bonito por do sol que a ilha proporciona.

Moinhos de Vento
Moinhos de Vento
Depois de visitarmos tudo a que nos tínhamos proposto, decidimos dar um mergulho no zona de Little Venice e dos Moinhos de Vento e aproveitar o resto do tempos que ainda tínhamos na Ilha.

A nossa praia improvisada
A única decepção que tivemos neste dia passado em Mykonos, foi não termos visto o famoso Petros, mascote da ilha há já 30 anos, um bonito pelicano que costuma andar a passear pelas ruelas de Chora. Actualmente, anda pela zona o Petros II, uma vez que o pelicano original morreu à alguns anos atrás.

Este foi um dia absolutamente maravilhoso, num local inesquecível e que terei todo o gosto em visitar, assim que me seja possível.

Espero que tenham gostado ;) .


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Veja os outros artigos dedicados a Mykonos

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Restaurante "A Estrela da Mó"

Restaurante "A Estrela da Mó"


O Restaurante "A Estrela da Mó", localizado em São Miguel de Poiares, é já uma referência gastronómica na região centro do país, onde tentam aliar o sabor tradicional da comida da região e a beleza de uma cozinha mais requintada. É um local concebido para ser um restaurante, mas pode ser convertido para qualquer evento.




Sala
Funcionários

Este é um restaurante que se destaca pelo seu atendimento personalizado, onde é dada primazia a um serviço de proximidade com o cliente e onde encontramos uma variedade incrível de pratos que vão desde o mais tradicional, como a famosa Chanfana, o Frango à Armandito, o Arroz de Cabidela, o bacalhau na broa até a pratos mais requintados, aquando de datas especiais ou a pedido dos clientes.

Frequentemente são realizados jantares vínicos, que reúnem alguns dos melhores enólogos do país e nas datas especiais, como o dia dos namorados, o dia da mulher, o dia da criança, é tido um cuidado especial com a decoração e com os menús a apresentar. 

Couvert do Dia dos Namorados
Um dos pratos do menú do Dia da Criança
Prato Principal do Dia dos Namorados
Sobremesa de um Jantar Vínico
Café para terminar

Vários têm sido os projectos que os proprietários têm feito, para ver divulgado o seu trabalho e muito recentemente, em 2014, esse esforço foi recompensado ao ganharem o primeiro lugar no concurso "O Melhor Arroz de Portugal" com um prato de Arroz de Cogumelos com Coelho Campestre, depois de ano anterior terem ido à final.

Prato de Arroz a concurso no ano de 2013

Este é um daqueles locais que não pode deixar de visitar, quando estiver pela região centro de Portugal. Tenho a certeza de que não se vai arrepender.

Para mais informações visite a página de Facebook.


quarta-feira, 3 de junho de 2015

O meu top 10 das Igrejas de Roma

O meu top 10 das Igrejas de Roma

Este artigo é dedicado às fantásticas Igrejas de Roma, que provavelmente foi o que mais me impressionou nesta fantástica cidade. Talvez por Roma ser uma das mais importantes cidades na história do Cristianismo, a cada esquina se encontra uma bela igreja para se deslumbrar, algumas das quais consideradas das mais belas do mundo, havendo para todos os gostos. E não é apenas a magnitude das suas construções, mas também os fantásticos frescos, as suas belas esculturas e inigualável pinturas, produzidas por alguns dos mais importantes artistas da história, que as torna tão especiais e únicas.

Seguidamente, tentarei falar um pouco das Igrejas da cidade que mais me chamaram à atenção, mas devo confessar que não foi fácil fazer esta escolha. Se por uma lado, houve algumas que soube logo que teriam que estar neste artigo (cerca de 3), para escolher as restantes foi um pouco mais complicado, dado o vasto leque de opções com que me deparei. Ainda assim, houve umas quantas Igrejas importantes que não tive a oportunidade de visitar e que o farei com toda a certeza quando regressar à cidade.

A ordem pela qual as igrejas aparecem é completamente aleatória. Ah, o melhor de tudo é que em qualquer uma delas a entrada é gratuita (ao contrário das igrejas em Florença). E para aqueles que vão visitar a cidade preparem-se para ficar com muitas dores de pescoço, pois vão andar sempre a olhar para cima, a desfrutar dos magníficos tectos das inúmeras igrejas.

Basilica di San Pietro
A Basílica de São Pedro é uma das quatro basílicas patriarcais de Roma, sendo o maior e mais importante edifício católico do mundo. Esta é uma igreja renascentista, cujo edifício actual resulta do trabalho de Carlo Maderno, tendo ficado concluída em 1626 e sendo consagrada pelo Papa Urbano VIII. A basílica possui uma planta em cruz latina, com três naves abobadadas (nave central, a nave da direita e a nave da esquerda) e abriga cerca de 45 capelas e 11 altares repletos de obras de arte absolutamente fantásticas. 

Fachada da Basílica
Basílica vista a partir do Castelo de Sant'Angelo
Nave central da Basílica
Nave Central, com a saída como fundo

Nos arcos da nave central podemos encontrar as estátuas das virtudes, enquanto que nos nichos presentes nos pilares encontramos as esculturas dos principais santos.

Pormenor dos arcos e pilares da nave central

Bem no centro do presbitério, encontramos a Cátedra de São Pedro, um fantástico relicário de Gian Bernini, que possui uma cadeira da época paleocristã e que se acredita que terá sido utilizada por São Pedro.

Prebistério, com a Cátedra de São Pedro ao fundo

O altar papal fica enquadrado pelo monumento baldaquino de São Pedro, de Gian Bernini e foi feito em bronze retirado do Panteão, encontrando-se situado sobre o túmulo de São Pedro. Bem no centro, sob o baldaquino, encontramos um paralelepípedo em mármore branco e sobre este um crucifixo em bronze e sete castiçais, onde apenas o Papa pode celebrar a Eucaristia.
Nesta zona fica localizada a bonita e enorme cúpula da Basílica, construída por Giacomo Della Porta, seguindo os desenhos de Michelangelo. Já a decoração interior ficou a cargo de Cavalier d'Arpino e Giovanni De Vecchi.

Baldaquino de São Pedro, de Gian Bernini
Interior da Cúpula

O deambulatório é o espaço em redor da cúpula, sendo o coração da igreja. Nesta zona podemos encontrar a Capela Gregoriana, com uma pequena cúpula e onde está o monumento de Gregório XVI, de Luis Amici.

Monumento a Gregorio XVI

Na nave da direita, partindo da porta, logo na primeira capela encontramos a famosa escultura de Michelangelo,  Pietà. Esta está protegida por uma redoma de vidro, desde que em 1972, um intruso tentou golpeá-la com um martelo.

Pietà, de Michelangelo

Logo a seguir, encontramos a Capela de São Sebastião, onde está o grande mosaico do Martírio de São Sebastião, de Pier Paolo Cristofari e ainda no altar, estão os restos mortais do Papa João Paulo II.

Altar da Capela de São Sebastião

Ainda na nave do lado direito conseguimos ver o bonito monumento dedicado a Gregório XIII.

Monumento a Gregório XIII

Este é um dos locais mais ricamente decorados que já tive oportunidade de conhecer. A sua decoração engloba mármores, relevos, esculturas mundialmente famosas e ainda ornamentos com acabamento a ouro. 

Uma das cúpulas menores 
Monumento a Maria Clementina, de Pietro Bracci

Chiesa di Sant'Ignazio di Loyola
A Igreja de Santo Inácio de Loyola foi uma das mais fantásticas surpresas desta viagem, pois demos com ela um pouco por acaso e inclusive no guia que levei não lhe davam grande destaque - GRANDE ERRO....
Esta bonita igreja jesuíta é um dos melhores exemplos do barroco tardio, sendo um projecto do jesuíta Orazio Grassi. Foi fundada no séc. XVII, a mando do Cardeal Ludovico Ludovisi, para homenagear o fundador da Companhia de Jesus, Ignazio di Loyola. Esta tem uma planta em cruz latina e é composta por seis capelas laterais, três do lado direito e três do lado esquerdo.

Fachada da Igreja
Interior da Igreja

Assim que chegamos ao interior ficamos deslumbrados com magnífico fresco que faz parte do seu tecto. Se repararem bem poderão perceber o efeito óptico que possui, dada a fantástica mestria do seu autor, o pintor Andrea del Pozzo. O fresco é tridimensional, dando a impressão que o tecto é muito mais profundo e alto do que na realidade. Este fresco pretende celebrar a obra de Inácio e dos jesuítas, pelo mundo.

Glória de Santo Ignácio, de Andrea del Pozzo
Pormenor do Fresco de Andrea del Pozzo

Outra das impressionantes obras deste artista foi a falsa cúpula, ou seja, dado os poucos recursos financeiros para poder ser feita uma verdadeira cúpula foi pedido a Pozzo que criasse uma pintura tridimensional, criando a ilusão de uma cúpula.
Para poderem perceber melhor esta ilusão de óptica devem procurar um disco de mármore no chão da nave e olhar para o tecto a partir daí.


Falsa Cúpula, de Andrea del Pozzo

Mas não é apenas a nave central que chama a atenção nesta monumental igreja, as várias capelas estão repletas de fantásticas obras de arte que nos tiram a respiração.


Capela da Anunciação
Cúpula de uma das capelas
Estátua da Capela de São Luís Gonzaga

Este foi um daqueles locais em que nos sentámos e ficámos a apreciar o fantástico fresco do tecto da nave central para onde não conseguíamos parar de olhar, até já não aguentarmos mais com dores no pescoço e a cada passo que dávamos na exploração desta igreja, o nosso queixo ia ficando mais e mais caído. Não podem deixar de visitar.

Il Gesú
A Igreja de Jesus é um dos mais belos exemplos do barroco. Esta pertence à Ordem dos Jesuítas e foi fundada no séc. XVI, por Inácio de Loyola, tendo o projecto ficado a cargo de Giacomo Vignola. Para mim esta é a IGREJA das igrejas de Roma.
A sua fachada ficou a cargo de Giacomo della Porta e engloba elementos do Renascimento e do Barroco. Já o seu interior é composto por uma nave, ladeada por três capelas de cada lado e todo o interior se encontra repleto de frescos absolutamente inesquecíveis, jogos de mármores variados que estimulam os sentidos e magníficas esculturas.

Fachada
Nave Central
Interior com porta de entrada como fundo

O fresco do tecto da nave central é absolutamente maravilhoso, retratando O Triunfo do Nome de Jesus, sendo esta a obra prima do seu autor, Giovanni Gaulli (também conhecido por Baciccia). Ali podemos ver pintado o monograma IHS, cercado pelo exército celestial. Esta é uma maravilha barroca que pega a nossa imaginação de surpresa, criando várias ilusões de óptica.

Triunfo do Nome de Jesus, de Giovanni Gaulli
A Glória de Santo Inácio, de Giovanni Gaulli

O altar-mor possui um fantástico monograma em bronze de Jesus (IHS) e bem por cima temos a bela obra de Giovanni Gaulli, a Adoração do Cordeiro Místico, onde está representada a cena descrita no livro Apocalipse.

Monograma de Jesus e abside com a Adoração do Cordeiro Místico
Pormenor da abside

A bonita cúpula desta igreja, de Giocomo della Porta, encontra-se decorada com um fresco de Giovanni Gaulli, Glória no Paraíso e que retrata a glória do céu, povoado por anjos e santos na Companhia de Jesus. No topo da cúpula pode ser vista a lanterna, simbolizando a Casa de Deus que está acima dos céus.

Glória no Paraíso
Pormenor

Ainda numa das capelas podemos ver a bonita Estátua de Santo Inácio de Loyola, de Pierre Le Gros, feita em prata e fundida por Giovanni Ludovici. E foi encomendada para celebrar a glorificação do santo fundador da igreja, canonizado em 1622. A estátua que hoje se vê na capela é uma réplica.

Estátua de Santo Inácio, de Pierre Le Gros

Como já referi esta é para mim a IGREJA, sendo daqueles locais dos quais não apetece arredar pé. E pensar que por pouco não a visitei....

Basilica di Santa Maria Maggiore
A Basílica de Santa Maria Maior é uma das quatro maiores basílicas de Roma, tendo sido fundada no séc. V, durante o pontificado do Papa Sisto III e dedicada a Maria, mãe de Jesus.
Esta fantástico basílica resulta de uma mistura de estilos arquitectónicos que vão desde o barroco (fachadas, capelas e cúpulas), passando pelo renascentista (tecto) até ao românico (torre). A sua torre sineira é a mais alta de Roma, com 75 metros, abrigando os 5 maiores sinos da cidade. Outra das particularidades desta igreja é a sua Porta Santa, concluída pelo escultor Luigi Mattei, onde vemos no centro Cristo ressuscitado.

Fachada da Basílica de Santa Maria Maior
Vista da Abside
Porta Santa

O seu interior é composto por três naves com colunas, sendo ainda composto por vários painéis de mosaicos que datam do séc. V e que ilustram histórias do Antigo Testamento. O seu magnífico tecto dourado foi um presente de Alexandre Bórgia, no fim do séc. XV.

Nave Central, com vista do tecto

Quando chegamos à abside, podemos encontrar uma bonita e diferente decoração dos mosaicos, feita por Jacopo Torriti. Neles podemos ver a Coroação da Virgem (onde vemos Cristo colocando a coroa na cabeça da mãe) e na faixa inferior encontramos ilustrados os momentos mais importantes da sua vida. Peço desculpa pela qualidade da imagem :( .

Coroação da Virgem, de Jacopo Torriti 

Logo junto à abside encontramos o imponente baldaquino, de pórfido vermelho (rocha vulcânica antiga) e decorado com motivos florais em bronze. Assim como, o arco triunfal, cujos mosaicos que o compõem são um cântico à maternidade da Virgem Maria e às duas cidade de Jerusalém e Belém.

Baldaquino e Arco Triunfal

Por baixo do baldaquino encontramos a Cripta da Natividade, onde está depositado um relicário de cristal em forma de berço, desenhado por Giuseppe Valadier, que contém um pedaço da manjedoura onde Jesus Cristo foi colocado quando nasceu. Aqui está também túmulo do Santo Jerónimo, médico que traduziu a Bíblia para latim, durante o séc. IV.
E ainda encontramos de frente para o relicário a estátua de Pio IX, de Ignazio Jacometti.

Estátua de Pio IX, de Ignazio Jacometti
Relicário com pedaço da manjedoura de Jesus Cristo 

No ano de 605, o Papa Paulo V, decidiu mandar construir uma capela na Basílica, para a sua família, a Capela Paolina. O trabalho de construção ficou a cargo do arquitecto italiano Flaminio Ponzio, enquanto que os fantásticos frescos da cúpula da capela ficaram a cargo de Ludovico Cigoli.

Cúpula da Capela Paolina, de Ludovico Cigoli
Pormenor do Tecto da Capela Paolina

A Basílica de Santa Maria Maior é uma das mais bonitas e adornadas igrejas da cidade, sendo um dos locais com paragem obrigatória em Roma.

Pormenor do tecto do Batistério
Batistério

S. Maria degli Angeli e dei Martiri
A Basílica de Santa Maria dos Anjos e Mártires foi construída no local das antigas Termas de Dioclesiano, mandado construir pelo imperador Maxiamiano. Mais tarde, esse local foi dado, pelo Papa Pio IV, aos monges de Santa Cruz e Michelangelo tornou o salão central dos banhos nesta bonita igreja. A grande obra dele foi conseguir projectar a Basílica, sem destruir a estrutura existente, fazendo com que esta tenha uma estrutura completamente diferente das restantes igrejas da cidade.
A sua fachada é bem simples e sem ornamentos, sendo composta por um nicho semicircular, com duas entradas em arco cujas portas originais foram substituídas em 2006. A porta da direita representa o tema Anunciação enquanto a da esquerda a Ressurreição.

Fachada 
Fachada

O plano do interior da Basílica é desenvolvido a partir de uma cruz grega, com um transepto extremamente dominante e as capelas são cúbicas, que provocam um efeito de nave transversal. As paredes do seu transepto são todas decoradas com pilastras a imitar o mármore vermelho. Esta é uma das igrejas mais iluminadas da cidade, característica que surge devido às enormes janelas em arco, que se encontram em toda a igreja. Outras das características presentes no transepto são as suas pinturas, duas delas são A Queda de Simão Mago, pintada por Pompeo Batoni, em 1765 e a Missa de São Basílio, de Pierre Subleyras.

Transepto com presbistério ao fundo
Duas das pinturas do transepto

Outra das características desta Basílica é o seu vestíbulo circular, com magnífico tecto abobadado ricamente decorado, com inúmeros relevos que se unem a um vitral em tons de violeta e azul, da autoria de Narciso Quagliata.

Tecto Abobadado

Várias são as capelas que poderemos encontrar nesta Basílica, uma das quais é a Capela de São Pedro, construída por Peter Alfonso, em 1635. Acima do altar encontramos uma pintura de Girolamo Muziano e nas paredes em redor encontramos pinturas representando São Pedro libertado por um Anjo e ainda Os Santos São Pedro e São Paulo, de M.Carloni. Bem no centro da capela, encontramos uma grande escultura em mármore, que representa a cabeça de São João Batista, doada pelo polaco Igor Mitoraj, em 2006.

Cabeça de São João Batista, de Igor Mitoraj

Outra das capelas é a Capela Albergati, construída por Clemente Orlandi, em 1746. No seu altar encontramos a pintura Um Milagre do Beato Nicolau Albergati, de Ercole Grazini e em ambos os lados do altar podemos ver duas estátuas de gesso, que representam os Anjos da Paz e da Justiça. doados por Frederick Pettrich, em 1834.

Capela Albergati

Ainda na Basílica, num pátio que esta possui, podemos encontrar uma estátua de bronze de Galileo Galilei, que foi doada a esta pelos cientistas chineses do Centro de Ciências e Tecnologia de Pequim (CCAST).

Estátua de Galileo Galilei

A Basílica de Santa Maria dos Anjos e Mártires foi uma das três igrejas que assim que vi soube logo que queria que estivesse no meu top 10. Nem tanto pela espectacularidade das suas obras de arte (que são bonitas), mas sim pelo contraste encontrado entre a sua fachada e o seu interior (é de deixar qualquer um de queixo caído).

Chiesa di Santa Maria in Trastevere
A Igreja de Santa Maria em Trastevere é a mais importante igreja deste bairro romano, dando igualmente o nome à bela Praça onde está inserida, decorada com uma fantástica fonte. Esta fonte serve de ponto de encontro para os turistas e para a população local.
Esta é uma das mais antigas igrejas e um dos primeiros locais oficiais de culto da cidade, tendo sido construída no séc. IV. O que fez com que sofresse várias alterações arquitectónicas, ao longo dos séculos e o que vemos actualmente é predominantemente do séc. XII.
O actual campanário romano, foi mandado construir pelo Papa Inocêncio II e no seu topo podemos ver um nicho, contendo um mosaico da Virgem e o Menino. Já na fachada medieval, constituída por um bonito pórtico, de Carlo Fontana, podemos encontrar um fantástico friso de mosaicos, do séc. XII, que mostram a Virgem Maria rodeada de dez virgens, com lamparinas acesas, em sinal da sua virgindade. 

Fachada da Basílica
Fonte da Praça
No interior da Basílica podemos encontrar uma nave central absolutamente deslumbrante, que se mantém desde a construção da mesma. As 22 colunas jónicas de granito, que a separam dos corredores laterais, vieram das ruínas das Termas de Caracalla. Outra das características da nave central é o seu magnífico tecto octagonal de madeira, projectado por Domenichino com o tema A Assunção da Virgem.

Nave central da Basílica 
Pormenor do tecto de Domenichino

Na abside da Basílica podemos encontrar uma série de mosaicos, de Pietro Cavallini, do séc. XIII, que retratam a Vida da Virgem Maria, cujo mosaico principal encontramos bem no centro da semi-cúpula da abside, com a Coroação da Virgem.

Coroação da Virgem, de Pietro Cavallini 
Pormenor dos mosaicos da abside

Bem por cima da entrada, na nave central, encontram-se três janelas, com vitrais, do séc. XIX, onde se encontram representados os três Papas Santos Julio, Calisto e Cornélio.

Vitrais do séc. XIX

Outra das fantásticas obras desta Basílica, é o tecto do transepto, que se encontra estruturalmente separado da nave e que terá sido encomendado pelo Cardeal Giulio Santori, em 1569. Este é feito em tons de ouro, azul e vermelho, e nele podemos ver representada uma estátua em madeira de Nossa Senhora e os brasões do Cardeal Giulio e do Papa Pio IX.

Pormenor do tecto do transepto

Uma das capelas que fazem parte da Basílica é a Capela de Altemps, que data do final do séc. XVI e que foi projectada por Martino Longhi. Aqui encontramos o túmulo do Cardeal Marco Sittico Altemps. Para mim este é o local mais bonita desta Basílica, muito em parte devido aos seus frescos, que são absolutamente fantásticos. No tecto podemos ver pintadas cenas, que retratam a vida de Nossa Senhora, um trabalho de Pasquale Cati.

Pormenor do tecto da Capela Altemps
Pormenor dos frescos da Capela Altemps

Embora fique um pouco distante do centro da cidade, vale a pena tirar uma horas para se perder no Bairro de Trastevere e nas suas bonitas igrejas.

Basilica del Sacro Cuore di Gesù
A Basílica do Sagrado Coração de Jesus foi construída no séc. XIX, a mando do Papa Pio IX, pelo arquitecto Francis Vespignani, que produziu uma das igrejas modernas mais ornamentada da cidade. É a Igreja titular do Sagrado Coração de Jesus e a casa da paróquia, sendo propriedade dos salesianos, que fizeram dela um dos centros mais importantes de Roma.
A sua fachada, de estilo renascentista, possui três portas de entrada para a nave central e corredores, com design idêntico, embora a porta para a nave seja um pouco maior, estando cada entrada ladeada por um par de colunas de granito. Já o seu campanário tem uma particularidade única, no seu topo podemos ver uma estátua dourada, absolutamente fantástica, de Cristo, feita por Raffaelo Politi e que terá sido colocada no local em 1931.

Fachada da Basílica
Estátua de Cristo, de Raffaelo Politi

O seu interior é constituído por três naves, que se encontram divididas por colunas de granito, por um transepto e uma cúpula. Quando entramos na nave central, deparamo-nos com várias arcadas, cada uma delas suportada por quatro colunas de granito cinza, de cada lado, e acima de cada arco encontramos vários frescos magníficos

Nave Central

Já o tecto é todo esculpido e decorado em tons de vermelho, azul e ouro, apresentando vários frescos nos painéis centrais e bem no centro um relevo em madeira dourada, representando o Sagrado Coração de Jesus, trabalho de Andrea Bevilacqua.

Pormenor do tecto da nave central

Nas naves laterais encontram-se vários altares dedicados a vários santos, todos eles decorados maravilhosamente, geralmente em mármore policromado. Encontramos ainda várias estátuas e retratos. Mas uma das coisas que mais desperta a atenção são as várias cúpulas que encontramos, com magníficos frescos.

Uma das cúpulas de uma das naves laterais

Esta igreja fica bem perto da Estação Termini, por isso se não estiver no seu roteiro inicial de viagem pode sempre aproveitar quando chegar ou estiver a partir da cidade.

Basilica S. Crisogono
A Basílica de São Crisogono, localizada no bairro de Trastevere, foi dedicada ao mártir São Crisógono. Terá sido construída no séc. IV, tendo sofrido algumas reformas ao longo dos séculos.
O seu exterior é caracterizado pela sua fachada barroca, do séc. XVII, que possui um bonito pórtico com quatro colunas, que apoiam uma cornija que suporta as esculturas de várias águias e vários cestos de flores. Podemos apreciar ainda o seu campanário românico, do séc. XII, construído em tijolo.

Fachada da Basílica
Campanário 

O interior é composto por uma uma nave central e duas laterais, que são separadas por duas fileiras colunas jónicas em granito (11 de cada lado), supõe-se que essas colunas tenham vindo de outros edifícios antigos.

Nave Central

O tecto de madeira barroco, possui uma bonita talha dourada e a pintura que o adorna e que representa a Glória de São Crisógono é de autoria de Gian Barbieri. No entanto, existem dúvidas se esta é uma cópia ou o original.

Tecto com a pintura Glória de São Crisógono, de Gian Barbierini

Quando se chega à zona da abside, encontramos o altar-mor, inaugurado em 1127, onde encontramos o relicário de São Crisógono, encerrado numa caixa de vidro. O altar-mor encontra-se ornamentado com um Baldaquino, do séc. XVII, de Giovan Soria. Este é constituído por quatro colunas antigas, com capitéis de estilo jónico e exageradamente decorado.

Altar-Mor com Baldaquino

Na parede da abside, por detrás do altar-mor encontramos um mosaico central de A Nossa Senhora e o Menino venerado por São Crisógno e São João, atribuído a Pietro Cavallini. Podemos ainda encontrar, logo a cima do mosaico central, três magníficos painéis em relevo de estuque que retratam cenas da vida de São Crisógono.

Parede da abside

Do lado esquerdo da nave central, encontramos a Capela da Beata Anna Maria Taigi. Esta terá sido uma empregada doméstica conhecida pela sua reputação de santa. Anna Taigi foi enterrada nesta igreja. em 1837 e actualmente podemos ver sob o altar, um caixão de vidro que possui um cadáver em cera, contendo os ossos da beata.
Bem por cima do altar podemos encontrar um retábulo da Virgem e do Menino, do séc. XIX.

Capela da Beata Anna Maria Taigi

Outra das capelas que podemos encontrar é a Capela de Jesus de Nazaré, dedicada a Jesus Cristo. Esta capela neo-barroca terá sido decorada em 1855. Sobre o altar podemos ver uma estátua de Jesus com as mãos atadas depois de ter sido preso. 

Capela de Jesus de Nazaré


Esta foi outras das igrejas que encontrámos por acaso e que não percebemos porque não vem nos mapas e guias turísticos. É absolutamente fantástica.

Basilica di S. Maria del Popolo
A Basílica de Santa Maria do Povo  é uma igreja renascentista, da mais antigas de Roma. Esta bonita igreja, da Ordem de Santo Agostinho, foi construída no séc. XI, a mando do Papa Pascoal II, no local onde o odiado Imperador Nero terá morrido e sido sepultado. É famosa essencialmente, pelas suas fantásticas capelas.
Quando chegamos à Praça com o mesmo nome, podemos ver uma bonita cúpula de uma das capelas das naves laterais, é a cúpula da Capela Cybo. Esta é similar à cúpula principal, excepto que se encontra num plano mais baixo e apresenta cores que por si só chamam a atenção, sendo feita em tons de laranja e cinza.
A sua fachada, reconstruída por Andrea Bregno, a mando do Papa Sisto IV, é coberta com mármore travertino e possui três porta de entrada, sendo a central a maior. Por cima da porta central podemos ver uma escultura da Virgem e do Menino.

Fachada
Pormenor da cúpula da Capela Cybo

O seu interior é composto por uma nave central e por duas laterais, com quatro capelas de cada lado. As cornijas das arcada da nave central, bem como o arco triunfal no transepto, encontram-se todas decoradas com santos e anjos de estuque branco, projectados por Bernini e executados por vários artistas. No último arco antes de entrar na abside, podemos ver o brasão de armas, do Papa Alexandre VII, seguro pelos anjos, trabalho da autoria de António Raggi.

Nave Central

O enorme altar-mor barroco, data de 1627 e é uma magnífica obra de Bernini. Este é composto por quatro colunas coríntias de mármore preto. Por cima do altar podemos encontrar um bonito retrato da Virgem do Povo, doada pelo Papa Gregório IX, em 1231. Já por debaixo do altar, podem ser vistas duas relíquias de dois mártires romanos, Faustina e Prisco.
Por outro lado, é possível de ver, em ambos os lados do altar, duas grandes estátuas de frades agostinho.

Altar-Mor

No transepto podemos encontrar dois bonitos altares nos seus extremos, ambos projectados por Bernini. Podemos ainda ver quatro capelas, duas de cada lado. Do lado esquerdo encontram-se a Capela Cerasi e a Capela Theodoli. A primeira é uma das mais importantes da Basílica e onde estão duas fantásticas obras de Caravaggio, A Conversão de São Paulo e a Crucificação de São Pedro.
Já do lado direito estão as Capelas Feoli e Cicada, duas capelas relativamente insignificantes, em valor artístico, quando comparadas com as restantes. Contudo, bem por cima dos arcos da sua entrada, encontra-se uma das obras mais grandiosas desta Basílica, um órgão. Este bonito órgão resulta de um trabalho conjugado de Bernini e de Giuseppe Testa, este último construiu a parte fónica do órgão, enquanto Bernini tratou de parte artística.

Órgão de Bernini e Giuseppe Testa

Nesta Basílica podemos encontrar vários monumentos com um significado muito próprio, um deles é o Monumento a Maria Flaminia Odescalchi Chigi. Este será provavelmente o monumento sepulcral mais impressionante e exuberante  da Basílica, sendo muitas vezes apelidado de "o último túmulo barroco de Roma". Localiza-se junto à Capela Chigi e foi construído em 1771, para a jovem princesa, que terá sido a primeira esposa de Ferdinando Chigi, que morreu durante o parto, com apenas 20 anos. Este monumento, inspirado no túmulo de Bernini para Maria Raggi, foi projectado por Paolo Posi e executado por Agostino Penna, e nele podemos ver os símbolos heráldicos da família Chigi e Odescalchi e ainda um retrato da princesa.

Monumento a Maria Odescalchi

Panteão
O Panteão foi construído na época greco-romana, a mando de Marco de Agripa e mais tarde terá sido reconstruído pelo Imperador Adriano, no séc. II a.C.. Inicialmente, foi utilizado como templo de adoração dos deuses e a partir do séc. VII, como templo cristão.
Este é um edifício circular com um bonito pórtico, muito bem conservado, de colunas coríntias de granito (trazidas do Egipto), sob um frontão. Para entrar no edifício passamos por umas enormes portas de bronze, revestidas a ouro, que apesar de bastante antigas não são as originais.

Fachada
Pormenor do pórtico

O edifício tem um formato redondo, feito para suportar a cúpula, que é a maior e mais famosa cúpula da cidade. Acredita-se que esta pretende simbolizar a abóbada em arco do céu e a sua principal característica é um óculo bem no seu centro (o óculo e a porta são os únicos pontos de entrada de luz natural). 

Cúpula

Quando entramos neste local ficamos assoberbados com a sua beleza, que se caracteriza pelo espaço circular, dominado pela cúpula. Olhando em redor vemos várias capelas intercaladas com vários nichos na parede, onde podemos encontrar esculturas absolutamente fantásticas.

Pormenor do interior

Para um melhor entendimento do que podemos aqui encontrar, farei uma descrição dos altares e capelas no sentido contrário ao do ponteiro do relógio, partindo da direita da entrada.
O primeiro altar com que nos deparamos é o Altar de São Nicolau de Bari e aqui encontramos uma pintura com Nossa Senhora com  São Nicolau, de 1686.
Seguidamente, surge a Capela da Anunciação, onde podemos apreciar um fresco da Anunciação, de Melozzo da Forli e ainda vários anjos em mármore do séc. XVII.
O Altar de Nossa Senhora, Rainha do Céu surge logo de seguida e possui uma bonita obra, da escola toscana, do séc.XV, A Coroação de Nossa Senhora.

Perspectiva dos três primeiros monumentos

Continuando a nossa caminhada no Panteão, encontramos a Capela com o Túmulo do Rei Victor Emanuel II, que anteriormente terá sido dedicada ao Espírito Santo. Este monumento foi projectado por Manfredo Manfredi, em 1885. A tumba consiste numa grande placa de bronze e por cima possui uma águia romana e os braços da casa de Sabóia. Encontramos ainda uma lamparina dourada acesa bem por cima do túmulo, que pretende homenagear Victor Emanuel III, que morreu em Alexandria, quando estava em exílio, em 1947.

Túmulo de Vitor Emanuel II

No Altar de Santa Ana podemos encontrar uma bonita escultura de Lorenzo Ottoni, representando a Santa Ana com Nossa Senhora.
Seguidamente encontra-se a Capela de Nossa Senhora do Gradil, no seu altar podemos encontrar uma pintura do séc. XV, da Nossa Senhora da Misericórdia entre São Francisco e São João Batista. No chão podemos encontrar três placas memoriais.

Altar de Santa Ana

O altar-mor e a abside foram mandados reconstruir pelo Papa Clemente XI. O altar foi projectado por Alessandro Specchi e nele podemos encontrar um cópia da Virgem Maria (da era bizantina). Já abside encontra-se decorada com a pintura Glória de todos os Santos, de Giovanni Guerra.
Este está ladeado do lado direito pelo Altar de São Anastácio e do lado esquerdo pelo Altar de São Erasio. No primeiro podemos encontrar uma estátua do mártir São Anastácio, de Bernardino Cametti, que data de 1725. Já no altar do lado esquerdo encontramos a estátua de São Erasio, de Francesco Moderati, do ano de 1717.

Pormenor da Abside
Altar-Mor ladeado dos dois altares
Altar de São Anastácio

Logo de seguida, encontra-se a Capela do Crucifixo, onde se encontram três nichos que servem para colocar as estátuas de deuses menores e sob o altar encontra-se um crucifixo de madeira, do séc. XV.
Já no Altar de Nossa Senhora da Penha podemos encontrar o túmulo do grande artista Rafael, cujo sarcófago foi doado pelo Papa Gregório XVI. Encontramos ainda o busto Rafael, que terá sido esculpido por Giuseppe Fabris, em 1833. Já a estátua no altar representa a Nossa Senhora da Penha e terá sido encomendada por Rafael e esculpida por Lorenzetto, em 1524.

Altar de Nossa Senhora da Penha

Seguindo o percurso em direcção à porta, encontramos a Capela com o Túmulo do Rei Umberto I e da sua esposa Margaret de Sabóia, que inicialmente foi dedicada a São Miguel Arcanjo. O Túmulo consiste numa laje montada em bronze dourado e terá resultado de um trabalho conjunto entre Eugenio Maccagnani e Arnoldo Zocchi.
No Altar de Santa Agnes, encontramos uma estátua desta Santa, de Vincenzo Felici e ainda um busto, que é um retrato de Baldassare Peruzzi. Já na Capela de São José, temos uma estátua de São José e de Menino Jesus, de Vincenzo de Rossi e ainda algumas pinturas do séc. XVII.
Por fim, mesmo antes da porta, encontramos o Altar da Assunção, onde encontramos uma cópia da tela da Assunção, de Andrea Camassei, de 1638.

Vista de Panteão por dentro
Túmulo do Rei Umberto I

O Panteão é um dos lugares mais extraordinários de Itália, sendo impossível não ficar encantado com a magnitude e beleza deste monumento. 
Se há lugares que ficam para sempre na memória este é sem dúvida um deles.

E assim termina o meu Top 10 Igrejas, mas podia ter feito um Top 20 ou 30, tal a beleza espalhada por todas as igrejas pelas quais passámos. E posso dizer que de todas as igrejas que vi, em todos os locais por onde passei nestes anos de viagens, não há nenhuma que se compare ás igrejas romanas.

Espero que tenham gostado e ficado entusiasmados por visitar cada uma delas. Com este artigo termina a série de artigos dedicados à nossa viagem por Roma, Florença e Pisa. Espero que tenham gostado.

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