sexta-feira, 27 de março de 2015

Hotel Mia Cara

Hotel Mia Cara

Para a nossa estadia de duas noites em Florença optámos pelo Hotel Mia Cara, na Via Faenza, localizado a 200 metros da Estação Santa Maria Novella e a cerca de 10 minutos a pé do centro histórico da cidade. Este é um hotel de gerência familiar e onde os funcionários se encontram disponíveis 24 horas por dia.
Tal como referi no primeiro artigo sobre esta viagem (que pode ver aqui), pagámos 130€ pelo quarto mais uma taxa turística de 12€, com direito a pequeno-almoço.

Este não é um hotel que salte à vista pela sua beleza exterior, pois situa-se num edifício já antigo, mas por dentro encontramos um local bem cuidado, cheio de cor e com várias pinturas espalhadas pelas paredes, o que lhe confere um ar pitoresco.

Fachada
Recepção
Recepção
Quando fizemos o check-in o quarto ainda não estava disponível, mas foi nos dito que poderíamos deixar as bagagens na recepção enquanto íamos visitar a cidade. Mais tarde, quando regressámos e chegámos ao quarto ficámos bastante surpreendidos com o que encontrámos, tínhamos um quarto bem espaçoso, com ar condicionado, um computador de mesa (com acesso Wi-Fi gratuito) e ainda uma televisão.

Quarto

Quarto

Casa de banho


Posso ainda acrescentar que o pequeno-almoço é bem variado, incluindo bebidas quentes, bacon e ovos, sumos, produtos de pastelaria, fruta e ainda lacticínios.

Este é um local que aconselho a quem pretende um alojamento perto de tudo e a um preço bem acessível. O único aspecto menos positivo foi mesmo a pouca simpatia da maior parte do staff do hotel, mas nada que me levasse a escolher outro hotel se regressar a Florença.
Se quiser fazer a sua reserva neste hotel basta aceder aqui.

Em breve deixarei também o artigo do alojamento em Pisa e no último dia em Roma. Caso queira ver o artigo sobre o alojamento dos primeiros dias em Roma basta aceder aqui.

Espero que tenham gostado :)

quarta-feira, 18 de março de 2015

Florença - 5º dia

Florença - 5º dia

Tal como prometido, aqui está o próximo artigo da minha viagem a Roma, Florença e Pisa. Desta vez, temos o roteiro referente ao quinto dia de viagem e segundo em Florença. Caso pretenda ver o roteiro feito no primeiro dia em Florença basta aceder aqui

Depois de um primeiro dia repleto de surpresas e rodeados por arte estávamos cheios de vontade de iniciar o segundo e último dia nesta fantástica cidade.  Decidimos começar o dia do outro lado do Rio Arno e ver o que ainda nos faltava nessa zona da cidade.

Nessa nossa descoberta pela cidade, encontrámos um local que não estava no roteiro pelo qual nos guiámos. Quando saímos na paragem de autocarro começamos a ver uma bonita cúpula e decidimos caminhar na sua direcção, era a cúpula da Igreja de São Frediano em Cestello.

Chiesa San Frediano in Cestello
A Igreja de San Frediano em Cestello, localizada na Praça de Cestello, foi construída no sítio de uma velha igreja, o Mosteiro de Santa Maria degli Angeli, local onde viveu e morreu a Santa Maria Madalena de Pazzi (membro de uma família nobre florentina). Mas em 1628 a igreja passou a ser ocupada pelos cistercienses (de onde deriva o nome cestello). E mais tarde, por volta de 1680, deu-se a reconstrução da igreja, sobre o comando de Gherardo Silvani e Giulio Cerutti. Já a cúpula só foi adicionada em 1689 por Antonio Maria Ferri.
No interior da mesma podemos encontrar várias obras de arte, entre as quais o fresco A Glória da Madalena e da Virtude, de António Domenico Gabbiani ou a estátua de Santa Maria Madalena de Pizzi, de António Montauti.
Esta foi uma boa surpresa, pois vendo a igreja de fora não imaginamos o esplendor que encontramos no seu interior, muito ao estilo das igrejas de Roma.

Fachada da Igreja
Interior da Igreja
Parte do Fresco Glória da Madalena e da Virtude

Porta San Frediano
Saindo da igreja caminhámos em direcção à Porta San Frediano, localizada no bairro de Oltrarno, é parte das muralhas de Florença e recebeu o nome devido à igreja tínhamos visitado anteriormente. Foi construída entre 1332 e 1334 na estrada que levava a Pisa, e o seu design é atribuído a Andrea Pisano. A porta actual é consideravelmente mais baixa que a original,  pois no séc. XVI houve a necessidade de reduzir a sua altura, de modo a torná-la menos vulnerável aos ataques militares.
Nela podemos ver na parte superior do arco, virada para a cidade, o emblema de Florença esculpido em pedra. Apesar de ser um marco simbólico não posso dizer que tenha ficado particularmente deslumbrada com a mesma.

Porta San Frediano

Chiesa del Carmine
Seguimos depois em direcção ao nosso destino inicial, a Igreja do Carmo. Esta é dedicada à Nossa Senhora do Carmo, construída em 1268, como parte do Convento das Carmelitas. A sua construção actual representa o barroco tardio, resultante de uma reestruturação, de Giuseppe Ruggieri, ocorrida após um incêndio em 1771. No seu interior podemos encontrar várias obras, entre as quais As Histórias de Santa Cecília, de Lippo d'Andrea, o monumento de mármore a Pier Soderini, de Benedetto da Rovezzano e ainda o fresco A Ascenção de Cristo, de Giuseppe Romei.
É famosa por abrigar a Capela Brancacci, que possui frescos magníficos de Masaccio, Masolino da Panicale e de Filippino Lippi.
Mais uma vez ficámos surpresos com os contrastes desta igreja, pois se por um lado encontrámos uma fachada bastante simples e desprovida de qualquer adorno, por outro encontrámos um interior absolutamente deslumbrante e grandioso. Uma das igrejas mais bonitas da cidade, segundo a nossa opinião.

Fachada
Interior
Fresco de Giuseppe Romei A Ascensão de Cristo

Chiesa di S.Spirito
A Basílica do Espírito Santo foi a nossa próxima paragem. Esta é uma das principais igrejas de Florença do início do Renascimento. Foi construída sobre as ruínas de um convento, durante o séc. XIII, com o projecto de Filippo Brunelleschi. Contudo quando este morreu foram António Manetti, Giovanni da Gaiole e Salvi d'Andrea que continuaram a obra, sem no entanto fugir ao plano original, tendo sido Salvi d'Andrea o responsável pela construção da cúpula, projectada por Brunelleschi. Já o campanário é de Baccio d'Agnolo.
O seu interior está repleto de obras de artistas memoráveis, nomeadamente de Francesco Botticini, Andrea Sansovino, Filippino Lippi, Michelangelo, Ghirlandaio, entre outros.

Fachada da Basílica do Espírito Santo
Depois de visitado tudo o que pretendíamos nesta zona da cidade, decidimos apanhar o autocarro e ir até à Praça da República e continuar na descoberta da cidade.

Piazza della Republica
A Praça da República, tal como a conhecemos hoje, é relativamente recente (finais do séc.XIX), e para a sua reestruturação foi necessário destruir um dos bairros mais carismáticos da cidade (com destruição de torres medievais, igrejas, alguns palácios e ainda lojas e residências de artesãos). Este local foi criado para responder às necessidades da cidade, quando esta foi capital de Itália, entre 1865 e 1871.
Possui um majestoso pórtico com um arco triunfal, o Arcone, projectado por Micheli e inspirado na arquitectura renascentista de Florença. Bem no topo do Arcone encontram-se três mulheres, em gesso, que representam a Itália, a Arte e a Ciência. Bem no centro da praça encontramos a escultura A Abundância, que no fundo retrata aquilo que em que se queria que a praça se transformasse.
Ficámos particularmente encantados com toda a atmosfera que rodeia esta praça, composta pelo seu arco triunfal, os emblemáticos cafés, a escultura da deusa romana da Abundância e ainda o carroussel que ocupa a parte central da praça.

Praça da República
Arcone
Mapa da cidade

Chiesa Santa Trinita
Saindo da Praça da República caminhámos em direcção à Praça da Santa Trindade, com o objectivo de visitar a Igreja da Santa Trindade. Esta foi iniciada em 1092, a mando de um membro da Nobreza da cidade, tendo sofrido várias alterações ao longo dos anos. A sua fachada actual data de 1593 e foi projectada por Bernardo Buontalenti, já o relevo acima da porta central é de autoria de Pietro Bernini e Caccini. Várias são as capelas que podemos encontrar nesta igreja de estilo gótico, sendo as mais famosas as de Sassetti e de Bartolini-Salimbeni, que contêm fantásticos frescos de Domenico Ghirlandaio e de Lorenzo Monaco, respectivamente.
Aqui podemos observar o estilo gótico em todo o seu esplendor, no seu interior. 

Fachada
Nave central com Capela Maggiore ao fundo
Capela Maggiore 

Ponte Santa Trinita
Assim que saímos da igreja e caminhámos em direcção ao Rio Arno, vimos a bonita Ponte da Santa Trindade, da época do Renascimento, sendo a mais antiga ponte do mundo de arco elíptico. A Ponte actual foi construída pelo arquitecto florentino Bartolomeo Ammanati, no séc. XVI. Mais tarde, foram acrescentadas quatro estátuas ornamentais representando as estações do ano, como parte das celebrações do casamento de Cosimo II de Médici com Maria Madalena da Áustria. A Primavera foi esculpida por Pietro Francavilla, o Verão e o Outono por Giovanni Caccini e o Inverno por Taddeo Landini.

Ponte de Santa Trindade vista a partir da Ponte Vecchio
Estátua representando o Verão de Caccini
Chiesa Orsanmichele
Na nossa descoberta pela cidade encontrámos uma igreja bem peculiar, a Igreja de Orsanmichele, que era inicialmente um mercado de grãos e só se tornou uma igreja no final do séc. XIV. Nessa altura foram pedidos aos vários mercadores que decorassem a fachada do prédio com santos padroeiros, o que resultou numa competição feroz acabando por surgir fantásticas obras de arte (as estátuas que vemos hoje são cópias, as originais foram para museus).
No seu interior podemos encontrar o Tabernáculo, de Andrea Orcagna, onde se encontra uma reprodução de Bernardo Daddi da Madonna e o Menino.
Posso dizer que foi uma das igrejas que mais me impressionou por todos os detalhes artísticos que encontramos quer dentro quer fora da mesma.

Fachada com Estátua Cristo e São Tomé, de Verrochio
Estátua de San Matteo, de Ghiberti
Interior da Igreja Gótica
Altar Sant'Anna de Francesco da Sangallo
Tabernáculo com A Madonna e o Menino

Casa di Dante
Decidimos depois seguir em direcção à Praça da Santíssima Anunciação, e quando íamos para a paragem do autocarro encontrámos a Casa di Dante. Dante foi o maior de todos os poetas, sendo a sua obra mais conhecida A Divina Comédia e a casa onde viveu tornou-se num museu, o Museu Casa di Dante. Contudo. pouco são os vestígios do edifício original.
O Museu foi fundado em 1965, por ocasião do sétimo centenário do nascimento de Dante, e tem como finalidade apresentar o poeta, as suas obras e a Florença Medieval, época na qual viveu.
Acabámos por só ver por fora, pois quando chegámos à porta do museu estava um grupo enorme para entrar e achámos que não iríamos usufruir da visita na sua plenitude.

Torre de Giuochi
Fachada da Casa di Dante

Basílica della SS.Annunziata
Depois de apanhado o autocarro, saímos na Praça de São Marcos e dirigimo-nos para a Basílica da Santíssima Anunciação. Esta foi fundada em 1250, mas foi em 1469 que Michelozzo ficou incumbido de construir o edifício actual. Contudo, devido às fundações pré-existentes o artista teve alguns problemas na sua construção e a mesma só ficou concluída anos após a sua morte. E mais tarde, em pleno séc. XVII, o edifício sofreu uma reforma em estilo barroco, e foi o arquitecto Giovanni Caccini que projectou a fachada (que surge como uma imitação da fachada do Ospedale degli Innocenti, de Brunelleschi).
Esta foi a grande desilusão de Florença, depois de tanto andarmos, uma vez que o local fica relativamente deslocado do centro histórico da cidade, a Basílica encontrava-se em obras, era possível entrar mas estava praticamente tudo tapado :( .

Fresco de Andrea del Sarto
A morte de São Filipe Benizi e a Ressureição de uma Criança
Fachada da Basílica
Saídos da Praça da Santíssima Anunciação e antes de irmos almoçar, decidimos ir até à Sinagoga e Museu Ebraico, onde pelo caminho encontrámos um encantadora igreja.

Chiesa di Sant'Ambrogio
Mais propriamente a Igreja de Santo Ambrósio, que é bastante popular, sendo relativamente pequena mas possuindo várias obras de arte, nomeadamente o fresco de Agnolo Gaddi, O Martírio de San Sebastião, ou o fresco de Pietro Gerini, A Descida da Cruz.
A igreja é mencionada pela primeira vez em 988, como um edifício construído no local onde o Santo Ambrósio teria estado hospedado, em 393, aquando de uma visita à cidade. Não se sabe ao certo quem terá sido o responsável pela construção da fachada actual, que se encontra desprovida de qualquer adorno.

Fachada da Igreja
Nave Central

Tempio Maggiore Israelitico
- Sinagoga e Museu Ebraico
Finalmente chegávamos à Sinagoga e devo confessar que ficámos maravilhados e de boca aberta a olhar para este magnífico edifício. Este foi construída em meados do séc. XIX, sobre os vestígios do templo original que era visitado pelos judeus que viviam na zona, desde o séc. XV (a comunidade judaica na cidade é muito antiga, acreditando-se que remonta à época romana).
A sua construção surgiu devido a uma grande doação feita por David Levi, membro da comunidade judaica local, e os seus arquitectos foram Mariano Falcini, Vicente Micheli e Marco Treves, que pretenderam dar-lhe um design que integrasse as tradições arquitectónicas dos mundos islâmicos e italianos. A sua enorme cúpula de cobre verde sobressai entre os edifícios à volta e o interior da sinagoga está coberta por mosaicos e frescos de Giovanni Panti. Ao longo dos anos esta foi sofrendo algumas reformas, primeiro devido a destruições provocadas pela Segunda Guerra Mundial e depois devido às enchentes do Rio Arno.

Sinagoga
Não é de ficar de boca aberta? Depois de visitada a Sinagoga decidimos ir até ao Mercato Central para almoçar e recarregar baterias, para depois terminar de visitar o que nos faltava nesta bonita e encantadora cidade.

A parte da tarde iniciou-se bem próximo do Mercato Central, a concorrida Praça de São Lourenço.

Piazza San Lorenzo
A Praça de São Lourenço, incluída na área pedonal do centro histórico da cidade, é extremamente popular entre os turistas, quer para aceder à Basílica, quer para visitar o popular mercado de rua de São Lourenço. 

Parte da Praça com a Basílica de fundo

- Basílica San Lorenzo
A Basílica de São Lourenço, remonta ao início do Renascimento, e teve como patrocinador do projecto Cosme, da família Médici. A sua construção iniciada por um dos maiores arquitectos da época, Filippo Brunelleschi, no local onde existia uma pequena igreja. Contudo, quando este morreu, foi Antonio Manetti que terminou o projecto, mantendo-se fiel ao projecto inicial e deixando a fachada inacabada, algo que ainda permanece na actualidade. No seu interior encontramos A Anunciação, de Filippo Lippi e o fresco O Martírio de San Lorenzo, de Agnolo Bronzino.
De notar que a entrada na Basílica é paga.

Fachada da Basílica

- Cappelle Medicee
A Capela dos Médici está localizada no interior da Basílica de São Lourenço, mas possui uma entrada independente. Foi mandada construir pela família Médici, na época do Renascimento e é composta por duas zonas distintas, a Sacristia Nova, projectada por Michelangelo e a Capela dos Príncipes, projectada por Matteo Nigetti. 
A Sacristia Nova foi mandada construir pelo Papa Clemente VII, então Cardeal Júlio de Médici, para sepultar dois nobres membros da família que morreram jovens, Lorenzo, o Magnífico, e Giuliano de Médici, decorados com fantásticas esculturas.  
Já a Capela dos Príncipes que é um local luxuoso e monumental, sendo uma amostra de ostentação, de luxo e gosto pelo poder, está embelezada com mármores e pedras preciosas, foi inicialmente imaginada por Cosmo I de Médici e mandada construir por Fernando I. Aqui podemos  encontrar os túmulos de Cosmo I de Médici, o Grão-Duque Cosme II, Fernando I e a sua esposa Cristina de Lorena, Giovanni delle Bande Nere, e o artista Donatello, entre outros.
A entrada fica em 6€ por pessoa.

Parte da Sacristia Nova
Vista exterior da Capela dos Príncipes
- Monumento a Giovanni delle Bande Nere
Giovanni delle Bande Nere, ou João de Médici foi um condottiero (mercenário) italiano famoso e pai de Cosme I de Médici. O Monumento foi construído por Baccio Bandinelli, em 1540, a mando de Cosmo I de Médici como forma de homenagear o seu pai, único líder de valor na história da família.

Monumento
Saindo da Praça de São Lourenço seguimos sem direcção desbravando as ruas que nos surgiam, nesta descoberta pelas ruas da cidade, encontrámos mais um edifício digno de destaque e que não vem na maior parte dos mapas que temos da cidade, a Igreja Ortodoxa Russa.

Chiesa Russa Ortodossa della Navità 
A Igreja Ortodoxa Russa da Natividade de Cristo foi construída pela comunidade russa em Florença, que teve um papel importante no desenvolvimento e na história da cidade. Foi construída entre 1899 e 1903, pelo arquiteto russo Michail Preobrazenskil. 
É construída em tijolos cor de rosa e pedras cinzentas e composta por cinco cúpulas de cor turquesa, verde e branco, com cruzes douradas no seu topo, lembrando as cúpulas da Catedral de São Basílio, em Moscovo.
A grande pena que tivemos foi que estava encerrada e não nos foi possível visitar por dentro, tendo que nos contentar com a sua fachada magnífica.

Igreja Ortodoxa Russa da Natividade de Cristo

Pormenor das Cúpulas

Chiesa San Giuseppino
Depois da descoberta anterior começamos a fazer o percurso inverso mas desta vez por outras ruas e encontrámos a Igreja de São Giuseppino, construída em 1780, com um estilo neo-gótico, apresenta uma fachada e o seu interior, com uma única nave, bem simples. A escultura presente na fachada representa a Pietà, esculpida por Luigi Cartei, em 1859. No altar encontra-se uma estátua da Imaculada Conceição, de Emilio Santarelli, que é também o autor das esculturas dos anjos que se encontram nas laterais da igreja.
Apesar de ser uma igreja bem simples não deixa de ter o seu encanto.

Fachada da Igreja
Interior da Igreja
Altar com a Imaculada Conceição
Nesta fase do passeio começava a sentir-me verdadeiramente cansada e como tal decidimos parar num café e tomar um chá para depois ir descansar um pouco ao hotel.

Depois de um curto descanso, aproximava-se a hora de jantar e como tal decidimos ir dar mais um passeio antes de jantar.

Chiesa Ognissanti
Fomos directos à Igreja de Todos os Santos, que é uma igreja franciscana, dedicada a todos os santos e mártires, conhecidos e desconhecidos. Sofreu a sua maior reconstrução em 1627, segundo os desenhos de Bartolomeo Pettirossi. Possui um belo campanário medieval e uma bonita fachada barroca, de Matteo Nigetti. Tendo sido um dos primeiros exemplos deste estilo na cidade.
No seu interior podemos encontrar vários frescos de Domenico Ghirlandaio, nomeadamente A Virgem do Manto, Chorando sobre o Cristo Morto ou ainda San Girolano no Studio.
Tanto a praça, onde se localiza a igreja como a própria igreja merecem ser visitadas, pois são um dos emblemas da cidade.

Fachada
Nave Central

Depois de visitada a igreja fomos de novo em direcção ao Mercato Central para fazer a nossa última refeição neste espaço fantástico.
E assim estava terminado a nossa viagem por Florença. Restava-nos agora ir descansar para no dia seguinte partir em direcção a Pisa e aproveitar o resto que nos faltava destas férias surpreendentes.
Caso queiram saber um pouco mais sobre o hotel onde ficámos alojados basta aceder aqui.


Espero que tenham gostado :)
E vocês já visitaram Itália? O que acharam? Ou ainda querem visitar?

Este blog tem parceria com o Booking. Se pretender fazer a sua reserva para ficar alojado em qualquer cidade da Itália, contrate o serviço por aqui e estará ajudando o nosso blog, já que o nosso trabalho é voluntário.

Os outros artigos da série referente a esta viagem - roteiros:
Viagem por Roma, Florença e Pisa
Roma 1º e 2º dia
Roma 3º dia
Florença 4º dia
Pisa 6º dia
Roma - último dia

Os outros artigos da série referente a esta viagem - hotéis:
Deseo Home - Roma
Hotel Sonya - Roma
Hotel Mia Cara - Florença
Hotel Bologna - Pisa

segunda-feira, 9 de março de 2015

Florença - 4º dia

Florença - 4º dia


Este é mais um artigo dedicado à série referente à minha viagem por Roma, Florença e Pisa, realizada em Janeiro. Desta vez chegava o dia de deixarmos Roma e partirmos rumo a Florença. 

Para tal, optámos por viajar de comboio, na companhia Trenitalia. Decidi comprar os bilhetes antecipadamente pela internet, ainda em Portugal, tal como já referi no primeiro artigo desta série (como podem ver aqui). Pois, segundo o que fui lendo conseguem-se preços mais acessíveis. Nós fomos no Frecciarossa e partimos da Estação Termini, em Roma, rumo à Estação S.M.Novella, em Florença. A viagem teve uma duração de 1h30 e pagámos 19€ por pessoa.
Pode comprar os bilhetes através do site http://www.trenitalia.com/.

O comboio por dentro

Finalmente chegávamos a Florença, a cidade que é considerada por muitos como uma das mais interessantes de Itália. Não só pelas suas ruas e arquitecturas, mas também por todo o seu perfil cultural (não é por acaso que é conhecida como o berço do Renascimento). Para qualquer lado que vamos, encontramos algo para visitar.

Assim que chegámos à estação decidimos ir logo ao hotel, para deixar as malas e tentar obter as informações que pretendíamos, nomeadamente quais os meios de transporte a apanhar e quais os monumentos que nos aconselhavam a visitar (algo que nos fizeram no hotel em Roma).... Bem, a verdade é que nos saiu o tiro pela culatra. Chegámos ao hotel, Mia Cara, (podem ver aqui o artigo referente a este local) fizemos o check-in, pegámos num mapa e começamos a pedir informações. Não sabiam responder a nada do que perguntávamos.
Assim, decidimos ir até ao posto de atendimento do turista que fica bem próximo da estação pedir todas as informações que pretendíamos e depois ir almoçar para iniciar então a aventura por Florença.

No posto de turismo tivemos a sorte de encontrar uma portuguesa que nos atendeu e foi super simpática, que nos deu todas as informações e vários mapa, nomeadamente um com o trajecto de todos os autocarros da cidade (o jeito que isto me teria dado em Roma).
Depois de almoço (acabámos a comer no McDonalds - que ficava na mesma praça da estação) decidimos apanhar o autocarro e começar a nossa descoberta.

Piazzale Michelangelo 
O primeiro local a que fomos, foi aquele que ficava mais distante, a Praça Michelangelo, pois depois do que tinha lido sobre a mesma acho que faz sentido visitá-la em dois momento, ou antes de conhecer a cidade (para deste modo perceber o fantástico passeio que o espera) ou no final (para poder ver ao longe os locais que visitou). Acho que a minha opção de ir logo no início valeu mesmo a pena, porque se já estava entusiasmada com o que me tinha dito de Florença, mais fiquei depois de ver realmente, tudo o que me esperava.
A Praça de Michelangelo foi construída em 1869 e projectada pelo arquitecto Giuseppe Poggi, fazendo parte de um projecto que tinha o intuito de desenvolver a margem esquerda do Rio Arno. Esta praça foi construída como um terraço, com uma vista panorâmica da cidade, e foi dedicada ao grande escultor renascentista Michelangelo, mostrado através de algumas cópias da sua obra que aqui se encontram.

Réplica de David bem no centro da Praça
Paisagem de Florença a partir do miradouro da Praça

Basilica di San Miniato al Monte
Bem próximo da Praça Michelangelo encontrámos a Igreja di San Miniato al Monte, que começou a ser construída no início do séc. XI, em honra de San Miniato, considerado o primeiro mártir cristão de Florença. Esta localiza-se num dos pontos mais altos da cidade e é considerada a estrutura românica mais bonita da Toscana e uma das igrejas mais bonitas de Itália. Nesta igreja, do lado esquerdo, podemos encontrar a Capela do Cardeal de Portugal, construída de acordo com a vontade do Cardeal Giacomo da Lusitânia, membro da família real de Portugal, que morreu com apenas 25 anos de idade.
Vou confessar que só o meu marido visitou a Basílica, pois quando vi a escadaria enorme que me esperava achei que as minhas pernas não iam aguentar. E pensando que apenas estava a começar a visita à cidade, decidi não arriscar.

Basílica San Miniato al Monte
Altar de São Miniato de Agnolo Gaddi

Chiesa di San Salvatore al Monte
No nosso percurso de regresso à Praça Michelangelo descobrimos a igreja de São Salvador do Monte. Esta localiza-se na Colina das Cruzes, atrás da Piazzale Michelangelo. Foi construída no início do séc. XV, mas no final do século, o arquitecto Simone del Pollaiuolo procedeu à sua renovação dando-lhe o aspecto actual.
Este era um local muito querido a Michelangelo, e segundo se consta esta igreja foi carinhosamente apelidada por ele de mia bella villanella.

Igreja de São Salvador
Interior da Igreja
Pormenor do interior da igreja

Porta Alla Croce
Depois de visitarmos tudo o que pretendíamos, nesta zona da cidade, voltámos a apanhar um autocarro e saímos na Piazza Beccaria, pois vimos uma estrutura que nos chamou a atenção e que era algo insólita, pois era uma estrutura isolada, que se localizava bem no meio de duas estradas. Era a Porta da Cruz, um dos portões dos muros de Florença do séc. XIII, que sobreviveram no tempo. Esta sofreu várias alterações ao longo dos anos, a mais notada foi no séc. XVI, quando foi reduzida a sua altura, com o objectivo de a adaptar às novas armas defensivas da guerra e ao mesmo tempo, tornar-se menos vulnerável a bombardeamentos.
Desde 1901 que passou a integrar a lista do Património Artístico Nacional.

Porta da Cruz

Basilica di Santa Croce
Seguimos depois em direcção à Praça de Santa Cruz, onde vimos a Basílica de Santa Cruz, uma das principais igrejas católicas do mundo. Esta foi mandada construir pelos franciscanos e acredita-se que foi fundada pelo próprio São Francisco de Assis e cuja intenção seria ter uma igreja maior que a Igreja de Santa Maria Novella. O interior da Basílica é um fantástico exemplo do gótico italiano e as suas características mais marcantes são as dezasseis capelas, tendo a maior parte delas frescos de Giotto e ainda os túmulos de Michelangelo, Maquiavel e Galileu Galilei.
Para visitar a Basílica é necessário pagar entrada, no valor de 6€ por pessoa (sim, quem vai visitar Florença pela primeira vez, prepare-se para pagar entradas em quase todo o lado). Optámos por não entrar, mas devo dizer que vale a pena deslocarem-se a esta praça, nem que mais não seja para apreciar a fantástica arquitectura da Basílica.

Praça Santa Cruz
Basílica de Santa Cruz

Ponte Vecchio
Depois de visitar a Basílica de Santa Cruz decidimos que iríamos à Ponte Vecchio, que tanto nos chamou a atenção a partir da Piazzale Michelangelo. A Ponte Vecchio é uma construção do séc. XII e é um dos símbolos de Florença, sendo uma das mais famosas pontes do mundo. Inicialmente, era uma simples ponte em madeira, que foi destruída pelas cheias, tendo sido posteriormente reconstruída com o projecto de Taddeo Gaddi. Esta é a única ponte original da cidade que foi poupada pelos bombardeiros alemães até à Segunda Guerra Mundial. 
Actualmente, é famosa não só pela sua arquitectura mas também pela quantidade de ourivesarias e joalharias ao longo do seu percurso. É também o melhor local para apreciar o Rio Arno, especialmente ao entardecer.
Devo dizer que o ambiente que aqui se vive é fenomenal e fervilhante, fazendo-nos esquecer que estamos numa ponte, parecendo mais que estamos numa rua repleta de comércio.

Ponte Vecchio vista da Piazzale Michelangelo
A Ponte Vecchio
As joalharias da Ponte Vecchio

Galleria degli Uffizi
Bem próximo à Ponte Vecchio encontrámos a fantástica Galeria dos Ofícios. Esta é um palácio projectado por Vasari, no séc.XVI, que foi encomendado pelo Duque Cosme I de Médici e que tinha como objectivo ser a central das oficinas (uffizi) da cidade. Contudo, com o tempo transformou-se num dos museus mais famosos do mundo, com uma das colecções de pintura mais prestigiada. Actualmente, é dividida em várias salas, onde temos algumas dedicadas aos maiores artistas do Renascimento, outras com arte clássica da Roma Antiga, outra com uma grande colecção de quadros de Botticelli e ainda outras dedicadas aos maiores artistas do mundo. E na parte exterior do palácio encontramos inúmeras estátuas de figuras ilustres. 
Nós optámos por não visitar a Galeria dos Ofícios pois só tínhamos dois dias para visitar a cidade e inevitavelmente perderíamos uma manhã ou uma tarde só a visitar este museu, contudo ficámos absolutamente encantados com o seu exterior e quando voltarmos à cidade, é um dos locais que pretendemos visitar.

Galeria dos Ofícios
Galileo Galilei
Giotto
Donatello

Piazza della Signoria
Logo após atravessarmos o átrio da Galeria dos Ofícios chegamos à Praça da Senhoria, um local bastante procurado pelos turistas, pois é uma verdadeira galeria de arte ao ar livre. Aqui podemos admirar maravilhosas obras de arte, que retratam os principais acontecimento históricos de Florença, como a réplica de David de Michelangelo (que comemora o triunfo sobre a tirania, através da personagem bíblica), a estátua de Netuno de Bartolomeo Ammannati e ainda a estátua de Hércules e Caco de Baccio Bandinelli ( que pretende retratar a vitória de Hércules sobre a maldade de Caco).
E historicamente, esta foi durante muito tempo um cenário privilegiado da cidade que juntamente com o Palácio Vecchio formam o centro político e social da cidade.
Acabámos por não conseguir desfrutar a 100% de todas as atracções deste local, pois neste dia havia uma manifestação na cidade, uma vez que a Angela Merkel estava de visita à cidade.

Estátua de Hércules e Caco
Estátua de David

- Loggia dei Lanzi
A Loggia dei Lanzi é um edifício construído no tempo da República como um espaço aberto onde os cidadãos assistiam às assembleias que se realizavam na Praça da Senhoria. Actualmente, é um local onde estão reunidas um conjunto de esculturas magníficas da cidade (na sua maioria réplicas). Este foi um dos locais dos quais não nos conseguimos aproximar muito, devido aos gradeamentos colocados para a manifestação.

Loggia dei Lanzi

- Palazzo Vecchio
O Palácio Vecchio é o edifício civil mais importante de Florença, tendo sido construído no séc. XIII, todo em pedra, possuindo três andares principais e um conjunto de janelas neogóticas em mármore. Actualmente, é a sede da Câmara Municipal e no seu interior acolhe um museu. Existem vários elementos que se destacam neste bonito edifício, nomeadamente o frontispício decorativo em mármore, a Torre de Arnolfo e um conjunto de brasões que representam algumas situações da República de Florença.

Palácio de Vecchio
Torre de Arnolfo
Frontispício da entrada

- Fontana del Netuno
A Fonte de Netuno de Bartolomeo Ammannati, uma das atracções da Praça da Senhoria, foi construída por Bartolomeo Ammannati com o objectivo de celebrar as vitórias Navais de Florença. Contudo, esta acabou por chamar mais a atenção pelo facto de ter sido o primeiro nu exposto numa praça pública.

Fonte de Netuno

Piazza Duomo
Saindo da Praça da Senhoria fomos para a Praça da Catedral, principal centro religioso da cidade e um dos maiores locais de atracção para os turistas. Localiza-se bem no centro histórico da cidade, onde podemos encontrar a Catedral de Florença com a famosa abóbada do Brunelleschi, o Campanário de Giotto, o Batistério de Florença, a Loggia del Bigallo, o Museu da Ópera del Duomo e o Palácio do Arcebispo e Cânones.

- Basílica di Santa Maria del Friori
O Duomo ou Catedral de Santa Maria dei Fiore é a maior igreja da cidade, uma das mais importantes do país e uma das maiores do mundo. 
A sua construção neogótica demorou cerca de 140 anos, tendo sido iniciada em 1294. O seu exterior é uma fantástica combinação de mármores verdes, brancos e rosas, contudo, se o seu exterior surpreende pelo seu aspecto policromático, o mesmo não acontece no seu interior que prima pela simplicidade e que a mim me deixou um pouco desiludida. Pois depois de ver aquela fachada espectacular, as expectativas para o que se vai encontrar no interior é enorme e a verdade é que ela é quase desprovida de ornamentos interiores e é bastante sombria. Apesar de tudo, apresenta bonitas obras de arte que fazem parte do edifício em si. Nomeadamente, a Cúpula de Brunelleschi (que contém um fresco de Vasari e Zuccari, retratando o juízo final), o célebre fresco com o monumento equestre de John Hawkwood e o relógio colossal de Paolo Uccello.
Aqui podemos ainda encontrar  o túmulo de Filippo Bruneleschi. De notar, que a Cúpula projectada por ele tornou-se uma autêntica obra de engenharia, construída com técnicas extremamente vanguardistas para a época.

Fachada exterior do Duomo
Fachada lateral do Duomo
Monumento equestre de John Hawkwood - Paolo Uccello
Juízo Final de Vasari e Zuccari
Nave Central da Basílica
Interior da Basílica com Relógio de Paolo Uccello

- Campanile de Giotto
O Campanário de Giotto, de estilo gótico, foi projectado por Giotto. Contudo, depois da sua morte foram Andrea Pisano e Francesco Talenti que concluíram a obra.  Iniciado em 1298, este no seu exterior mármores de várias cores, tal como o Duomo, mas desta feita em tons de vermelho, verde e branco. Este possui uma altura de 85 metros e é composto por 414 degraus, que valem a pena ser subidos, para obter bonitas paisagens sobre a cidade.

Campanário de Giotto

- Battistero
O Batistério é considerada a construção mais antiga de Florença e as suas origens não são conhecidas. Esta é uma construção octogonal e que simboliza o tempo da Ascensão de Cristo (o oitavo dia). A sua decoração interior, assim como os mosaicos que recobrem a parte interior da cúpula são absolutamente fantásticas. Contudo, são as suas portas que mais chamam a atenção, estas são autênticas obras primas de Andrea Pisano, que projectou as Portas Sul (representam cenas da vida de São João Baptista) e Lorenzo Ghiberti, que projectou as Portas Norte (representam cenas do Novo Testamento) e as Portas Lestes, mais conhecidas como as Portas do Paraíso (representam cenas do Velho Testamento). As Portas Norte são consideradas o mais importante evento da história da arte de Florença no primeiro quarto do séc. XV.
Contudo, as portas que vemos actualmente expostas são apenas as réplicas, uma vez que as originais estavam a ficar deterioradas e foram levadas para o museu Opera del Duomo.
Ficámos um pouco desiludidos com o facto de o Batistério se encontrar em reconstrução e como tal, apenas conseguimos ver as suas magníficas portas.


Detalhes da Porta do Paraíso

- Loggia del Bigallo
A Loggia del Bigallo é uma estrutura gótica, que alberga uma das doze galerias públicas da cidade. Foi construída entre 1352 e 1358, para a Companhia da Santa Maria da Misericórdia, e tinha como função abrigar as crianças perdidas ou abandonadas para que estas fossem reconhecidas ou adoptadas. 
Actualmente é um museu que contém várias obras do período gótico e renascentista que pertenceram à Companhia de Bigallo.

Loggia del Bigallo

Chiesa Santa Maria Maggiore
Bem próximo da Praça da Catedral encontrámos a Igreja de Santa Maria Maior é uma das igrejas mais antigas da cidade, tendo sido um dos primeiros locais dedicados à Virgem Maria. Acredita-se que no séc. VIII já pode-se existir, contudo é em 1021 que surgem provas documentais inequívocas da sua existência.
Apesar da sua simplicidade exterior e interior, devo dizer que fiquei absolutamente encantada com os frescos do tecto, muito ao estilo dos das igrejas de Roma.

Interior da Igreja
O seu tecto
A fachada da igreja
Logo após a visita à Igreja Santa Maria Maior decidimos ir descansar um pouco, pois o cansaço de grávida estava a fazer-se sentir. Fomos então até ao hotel descansar até à hora de jantar.

Basilica di Santa Maria Novella
Contudo, antes de irmos jantar, decidimos ir até à Praça de Santa Maria Nova ver a A Basílica de Santa Maria Nova, uma das igrejas com maior importância da cidade. Iniciada no séc.XIII, foi projectada por dois frades dominicanos e vários foram os artistas que contribuíram para a construção e acervo da mesma (Filippo Brunelleschi, Botticelli, Paolo Uccello, Vasari e Pisano, entre outros), contudo, a mesma só ficou completa em meados do séc. XIV. De notar, que a sua fachada gótica original foi remodelada por Leão Battista Alberti, em 1470.
Para visitar a igreja é necessário pagar um bilhete de 5€, algo que percebemos que é comum na maioria das igrejas da Toscana. Se por um lado, posso perceber o porquê, por outro tenho que dizer que não concordo que para visitar um local religioso deva pagar e ainda para mais os valores que fomos vendo pelas várias igrejas da cidade.

Fachada principal da Basílica de Santa Maria Nova
Basílica de Santa Maria Nova

Mercato di S. Lorenzo
Quando nos dirigimos para o Mercado Central, bem do lado de fora encontrámos o Mercado de São Lourenço, um mercado de rua, onde podemos encontrar vários tipos de artigos, como roupas, chapéus, cintos, lembranças e vários artigos em couro. Várias barracas estão montadas de ambos os lados da rua e todos os comerciantes têm licença para vender ali, sendo muitos deles proprietários de vários lojas de comércio próximas do local.
Foi muito engraçado ver a forma simpática como os comerciante interagem connosco.

Mercado de São Lourenço

Mercato Central
Finalmente chegávamos ao Mercado Central, o "local" da gastronomia toscana. Aqui pode encontrar o melhor que Florença tem para oferecer, os queijos, os enchidos, o vinho, entre outros.
O espaço é composto por dois andares distintos, no rés-de-chão temos as bancas com a venda dos diferentes produtos, no andar de cima temos várias lojas, onde pode comer. Entre elas temos um restaurante à la carte, uma pizzaria, uma escola de culinária, uma "escola de vinhos", uma loja com artigos clube de futebol da cidade, uma enoteca, uma pastelaria, uma peixaria, uma banca de queijos, uma banca de enchidos, entre outras. À noite o andar de baixo encontra-se encerrado.
Este foi o local que mais gostei em Florença e inicialmente tínhamos decidido apenas vir jantar neste dia (dica que retirei de um blog que sigo), mas acabámos a fazer todas as restantes refeições aqui.
É um local que quem visita a cidade não pode perder.

Zona das Mesas
Escola de Culinária
Enoteca
Venda de Trufas
Um dos nossos jantares
A sobremesa

Depois de jantar maravilhosamente bem, decidimos ir dormir para estar cheios de energia logo pela manhã, terminando assim um dia repleto de descobertas mas também de muito cansaço. Tínhamos ficado absolutamente encantados com a cidade e ansiosos pelo dia que se avizinhava.

Espero que tenham gostado do artigo e que deixem aqui as vossas opiniões.
:)


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