sábado, 28 de fevereiro de 2015

Sorteio

Sorteio (Fechado)

Hoje decidi fazer algo diferente e novo no blog. Um sorteio. Decidi sortear um voucher para uma visita guida e prova de vinhos Quinta da Pacheca, na Pacheca - The Wine House.

Voucher

Para participar e ganhar a visita guiada e prova de vinhos Quinta da Pacheca, basta:

1- Fazer Gosto na página de Facebook do Descobrir Viajando.
2- Partilhar este Passatempo no seu mural.
3- Seguir o Blog Descobrir Viajando
4- Preencher o inquérito abaixo até as 23h59 de domingo, dia 8 de Março de 2015.

Apenas é permitida uma participação por pessoa - participações repetidas não serão consideradas.

O vencedor será escolhido aleatoriamente através do Random.org e anunciado aqui no Blog Descobrir Viajando e na página do Facebook Descobrir Viajando, no dia 9 de Março de 2015. O vencedor será contactado por e-mail.


Boa sorte






E a vencedora do sorteio é a Sandra Alves.... Parabéns Sandra....

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Deseo Home

Deseo Home


Na nossa viagem a Roma ficámos hospedados durante três noites no Deseo Home, um espaço com apenas nove quartos, todos eles temáticos e que se destaca pela originalidade, deixando de lado a faceta mais impessoal do típico hotel e o conceito mais simples de um Bed & Breakfast. Aqui encontrámos um ambiente elegante, confortável e moderno. 
Tal como já referi no primeiro artigo feito sobre a nossa viagem (que podem ver aqui), pagámos 189€ pelas três noites, com direito a pequeno-almoço.

O Deseo Home localiza-se na Via Palestro perto da Porta Pia e a cerca de 10 minutos a pé da Estação Termini. Mesmo em frente ao mesmo está uma paragem de autocarro, onde podemos apanhar transporte para o centro antigo de Roma assim como para o Vaticano (autocarro 492 ou 62). E ainda a cerca de 5 minutos a pé encontramos a estação de metro de Castro Pretorio, para quem preferir o metro ao autocarro.

Via Palestro

Este encontra-se num edifício comum de apartamentos e ocupa dois apartamentos, em dois andares distintos. O nosso quarto ficava no mesmo apartamento que a recepção e tomávamos o pequeno-almoço no andar superior. O pequeno-almoço é bastante simples, mas tem o que é necessário para nos alimentarmos antes de partirmos à descoberta desta magnífica cidade que é Roma.

Edifício do Deseo Home

Como já referi o hotel é composto por quartos temáticos, o que nos coube a nós foi o Glam, que possuí uma concepção linear e funcional com cores sóbrias, ideal para quem gosta do minimalismo e possui ar condicionado, uma TV LCD, mini-bar, cofre e secador de cabelo.

O nosso quarto

O nosso quarto

Pormenor do quarto

Zona da Tv

Casa de banho

Casa de banho

Uns dias antes de chegarmos recebi um e-mail a perguntar qual seria a hora prevista de chegada, uma vez que não têm recepção 24 horas por dia, também perguntavam se estaríamos interessados que nos fossem buscar ao aeroporto. Quando chegámos tínhamos uma pessoa à nossa espera que nos deu um mapa da cidade e nos foi indicando todas os sítios de paragem obrigatória, assim como quais os autocarros que podíamos apanhar junto ao hotel para alguns sítios da cidade. Ao mesmo tempo foi nos dado também todas as chaves necessárias para entrar e sair quando quiséssemos.

Este é um local que aconselho a toda a gente pois gostei imenso, o único aspecto negativo que encontrei foi o facto de nos ser dito que teríamos acesso a rede Wi-Fi gratuita, mas a verdade é que havia problemas de rede e não foi possível utilizar a mesma.

Se quiser fazer a sua reserva neste hotel basta aceder aqui.
Caso queira dar uma vista de olhos no site basta ir a www.deseohome.com

Em breve deixarei também os artigos dos restantes alojamentos desta viagem.


sábado, 21 de fevereiro de 2015

Roma - 3º dia

Roma - 3º dia

Aqui está o próximo artigo da minha série sobre a viagem a Roma, Florença e Pisa. Desta vez é o roteiro referente ao terceiro dia, onde nos dedicámos a visitar Roma Antiga. 

Devo dizer que mais uma vez superou todas as expectativas, embora tenham ocorrido algumas peripécias pelo meio. Mas também são essas situações que tornam cada viagem única.

A cada dia que passava acreditava cada vez mais que Roma é daquele tipo de cidade, em que não precisamos de visitar museus para conhecer a sua história, pois explorar as suas ruas, repletas de ruínas e com um bom guia no bolso são, para mim, a opção ideal para conhecer esta incrível cidade e todas as suas histórias vividas ao longo de mais de 2000 anos.

Assim decidimos mais uma vez deixar os museus de parte e iniciarmos o dia desvendando os mistérios do trio Coliseu, Fórum Romano e Monte Palatino (exactamente por esta ordem). Para tal, apanhámos a linha azul do metro na Estação Castro Pretório (localizado perto do nosso hotel) e saímos na Estação Colosseo. 


Coliseu
Nenhuma palavra consegue explicar a sensação que sentimos, quando iniciámos a subida das escadas do metro para a rua e começámos a vislumbrar o enorme Coliseu, foi um misto de emoções que nos fez ficar parados e calados no meio da rua simplesmente a olhar para este fantástico monumento. Decidimos então encaminharmo-nos para a entrada e utilizar então a segunda entrada que tínhamos direito com o Roma Pass, aqui não serviu de muito para ultrapassar na fila, uma vez que como fomos bem cedo ainda não havia muita gente por ali.
O Coliseu é um enorme anfiteatro, com capacidade para cerca de 60000 espectadores, que foi mandado construir por Vespasiano, em 72 d.C.. O seu verdadeiro nome é "Anfiteatro de Flávio", mas foi chamado de Coliseu devido às suas proporções e à sua proximidade ao Colosso de Nero. Esta estrutura tinha como função servir de palco para espectáculos, que tinham como finalidade estimular e alimentar o espírito guerreiro de quem assistia e assim torná-los os senhores do mundo. E foi assim que surgiram os Gladiadores, que se matavam entre si enquanto vários tipos de feras aumentavam o horror do espectáculo.
Este é o símbolo maior da cidade e ainda hoje depois de tantos séculos passados, é o orgulho de Roma e O monumento que qualquer turista pretende ver. 
O conselho que posso dar é que aproveite bem cada momento, passeando sem pressa, subindo e descendo em todos os locais possíveis, que repare em cada pormenor e que tire muitas fotografias. Contudo, não deixe de esquecer que aqui morreram centenas de pessoas.

Coliseu
Interior do Coliseu
Vista do Fórum a partir do Coliseu

Arco de Constantino
Quando chegámos ao topo do Coliseu começámos a ver o bonito Arco de Constantino e aproveitámos para tirar algumas fotos.
Acredita-se que inicialmente o Arco de Constantino foi mandado construir em honra do Imperador Trajano e mais tarde foi adoptado por Constantino, que o dedicou ao seu triunfo sobre o co-imperador Maxêncio, algo que está narrado nas esculturas do mesmo. Este está localizado onde eram realizados os desfiles triunfais, durante a Roma Antiga. Pode-se dizer que este arco triunfal é ecléctico pois engloba peças de outros monumentos romanos antigos, que relembram Trajano, Marco Aurélio e Adriano.

Arco de Constantino

Fórum Romano
Depois de visitado o Coliseu, decidimos seguir em direcção ao Fórum Romano, que fica bem perto. Devo confessar que ia extremamente entusiasmada, pois adoro a história de Roma Antiga e ia ver algo que a até aqui só tinha visto em livros e documentários, só foi pena estar a chover o que não dava para explorar tudo como deve ser.
O Fórum Romano foi o centro da vida civil e económica da cidade, durante cerca de 12 séculos. Esta região começou a ser construída por volta do ano 700 a.C. e localiza-se entre o Monte Palatino e o Monte Capitolino.
Contudo com a queda do império romano e com o terramoto de 851, iniciou-se a decadência do mesmo e actualmente, é uma extensa área de ruínas e escavações arqueológicas com grande afluência turística.
Posteriormente farei um artigo apenas dedicado ao Fórum Romano e ao Monte Palatino, para que deste modo possa contar em pormenor toda a história do local.

Entrada para o Fórum Romano
Fórum Romano

Monte Palatino
Depois de visitado o Fórum Romano decidimos continuar para o Palatino, apesar de já estarmos na hora de almoço. Contudo, como levávamos um lanche acabámos por comê-lo e decidir que no fim iríamos comer qualquer coisa. E valeu a pena, pois pelo menos nesta altura deixou de chover o que permitiu visitar mais à vontade este local.
O Palatino é uma histórica colina que foi o centro de Roma em duas épocas distintas: a dos Reis e a dos Imperadores. Este localiza-se entre o Fórum Romano e o Circo Máximo e é composto por ruínas de grandiosos palácios, que foram construídos pelos imperadores romanos para uso pessoal. Quando por aqui passar não deixe de visitar o Estádio do Palatino, o Templo das Virgens Vestiais, o Templo de Saturno e o Museu do Palatino.

Estádio Palatino

Chiesa S. Gregorio Magno
Depois de uma visita tão rica de imagens e de história sentíamo-nos muito mais enriquecidos e cheios de energia para continuar a visita e antes de irmos almoçar/lanchar decidimos só visitar umas igrejas que se encontravam bem perto.
A primeira é a Igreja de São Gregório Magno, que inicialmente era uma simples capela anexa a uma villa romana (moradia rural), villa essa que posteriormente foi convertida num mosteiro e mais tarde dedicado a São Gregório, em homenagem ao Papa Gregório I. E em 1629 tanto a capela como o pequeno mosteiro foram reconstruídos por Giovanni Battista Soria, a mando do Cardeal Scipione Borghese. Contudo, a obra foi suspensa em 1633, quando o Cardeal morreu e apenas em 1642 se reiniciou a reconstrução. A decoração interior da mesma ficou então a cargo de Francesco Ferrari.

Igreja de São Gregório Magno
Átrio da Igreja de São Gregório Magno 

Chiesa Santi Giovanni e Paolo
E a segunda era a Basílica de São João e São Paulo, nesta fase já me encontrava exausta com fome e toda molhada (sim tinha começado a chover novamente e de forma torrencial e eu grávida já sem me conter nas pernas). Pior de tudo, foi molhar-me toda para a igreja estar fechada (primeira peripécia do dia).
Contudo, não posso deixar de falar na mesma pois a mesma tem uma história interessante e é diferente exteriormente da maioria das igrejas da cidade.
A Basílica de São João e São Paulo é predominantemente bizantina e foi construída em 398, sobre a casa dos soldados romanos e mártires João e Paulo, onde estes foram mortos. Mas apenas no séc. XX, os seus corpos foram descobertos e posteriormente colocados numa urna por de baixo do altar. Aqui podemos encontrar vários frescos romanos e medievais.

Fachada da Igreja de São João e São Paulo

Torre da Igreja de São João e São Paulo
Decidimos então voltar para trás e começar à procura de um local para almoçar, ou de um autocarro que nos levasse até algum lado pois cada vez chovia mais e eu já estava toda encharcada e estava meia gripada, logo sabia que não ia correr muito bem se continuasse à chuva. Nesta nosso tentativa de encontrar um lugar para comer ou um autocarro eis que passa um carro junto à berma e por cima de uma poça, dando-me um autêntico banho de lama. Imaginem o meu desespero, as minhas hormonas descontroladas, a minha fome, o cansaço e o frio - estava prestes a perder o controlo. Mas lá me consegui acalmar e decidimos continuar a caminhar até conseguirmos chegar a uma paragem que tivesse um autocarro que nos levasse ao hotel para trocarmos de roupa.

Teatro Marcello
Nessa caminhada passámos pelo bonito Teatro Marcelo, que é o único teatro antigo que resta em Roma. Foi mandado construir por Júlio César e concluído por Augusto, que lhe deu o nome de Marcelo em homenagem ao seu sobrinho que morreu precocemente e que seria o seu sucessor como Imperador. Durante a Idade Média este edifício foi convertido numa fortaleza e no século XVI sofreu algumas alterações pelas mãos de Baldassarre Peruzzi.
Foi este o edifício que serviu de modelo para a construção do Coliseu.

Teatro de Marcelo
Depois de muito andar, finalmente chegámos à Piazza Venezia, local onde sabíamos que existia uma paragem com o autocarro que nos levaria até ao hotel. Mas antes de irmos apanhar o autocarro, vi um bar que já tinha ouvido falar em outros blogs de viagens e que tinha a indicação de ser muito bom, o Cin Cin Bar. Decidi entrar comprar duas sandes e levá-las para o hotel e comer lá depois de trocar de roupa. Comprámos uma Focaccia de Presunto e Queijo e um Calzone de Presunto, Queijo, Alface e Tomate, pagámos 9€ pelas duas, e devo dizer que eram deliciosas.
Depois da ida ao hotel, trocarmos de roupa, aconchegarmos o estômago e descansarmos um pouco decidimos voltar à estrada e continuar a nossa descoberta. A ideia era voltarmos à Piazza Venezia, mas quando íamos no autocarro e pouco antes de chegarmos ao destino vimos a Coluna de Marco Aurélio e decidimos sair antes.

Coluna de Marco Aurélio
A Coluna de Marco, situada na Piazza Colonna, foi construída para celebrar as vitórias deste, na Arménia, Pérsia e Germânia. Mas em 1588, o Papa Sisto V, mandou substituir, no topo da coluna, a estátua original de Marco Aurélio pela de São Paulo. A restauração ficou a cabo de Domenico Fontana.

Coluna de Marco Aurélio
Chiesa di Santi Bartolomeo e Alessandro
Na mesma praça encontrámos também a Igreja de São Bartolomeu e Alexandre, construída na segunda metade do séc. XVI, tinha o nome de Santa Maria da Pietà. Foi mandada construir pelo padre Ferrante Ruiz, para servir de apoio ao Ospedale dei Pazzarelli (primeiro asilo de loucos, em Roma). Mais tarde, a igreja foi entregue à Fraternidade de Bergamashi, que a dedicou aos santos padroeiros Bartolomeu e Alexandre. E entre 1728 e 1735 esta igreja foi renovada, segundo os projectos de Giuseppe Valvassori, por Contoni e Dominicis, este último aluno de Bernini.
Esta foi mais uma das igrejas que não podemos visitar por dentro, pois estava fechada (mas nem nos podemos queixar porque a maioria de igrejas que vimos nestes dias estavam abertas, embora em algumas não fosse possível fotografar).

Igreja de São Bartoleu e Alexandre

Chiesa S. Ignazio di Loyola
Depois de visitar a Piazza Colonna e as suas atracções, fomos explorar o mapa e perceber o que havia próximo que pudéssemos visitar e decidimos seguir em direcção à Igreja de São Inácio de Loyola e ainda bem que o fizemos, para mim esta foi mais uma das igrejas que me deixou de queixo caído. Não deixem de visitá-la.
Esta é uma das duas igrejas jesuítas da cidade e é um verdadeiro tesouro do barroco tardio. Aqui encontramos verdadeiras obras de arte que nos apuram os sentidos, nomeadamente o fresco da nave, Apoteose de S.Inácio, do artista Andrea Pozzo ou ainda a sua fantástica cúpula. Nesta deve procurar um ponto e fazer um movimento, para que possa ver a distorção da perspectiva. Posteriormente, farei um artigo só sobre as igrejas de Roma e então dedicarei mais tempo a esta inesquecível igreja.

Fachada da Igreja de São Ignácio de Loyola
Interior da Igreja

Templo de Adriano
Bem próximo encontrámos o Templo de Adriano, que foi mandado construir por António Pio, no ano de 145 d.C., em homenagem ao Imperador Romano Adriano. Actualmente, encontramos ainda 8 magníficas colunas de mármore que permitem ter uma ideia do que o monumento foi na época. Essas colunas estão inseridas num edifício do séc. XVII e que alberga a Bolsa de Valores de Roma.

Colunas do Templo de Adriano

Chiesa S. Marcelo
Chegava então a altura de irmos em direcção à Piazza Venezia, para ver todas as atracções que ela nos reserva. Nesse percurso, na Via del Corso, encontrámos a Igreja de São Marcelo. Igreja dedicada ao Papa Marcelo I, e que se acredita que a mesma tinha sido construída sobre a prisão deste. Actualmente, a igreja que encontramos e que possui uma fachada projectada por Carlo Fontana, está sobre as ruínas da igreja mandada construir pelo Papa Adriano I, no séc. VIII.

Igreja de São Marcelo

Monumento a Vittorio Emanuele II
Finalmente conseguíamos chegar à Piazza Venezia e dedicar-lhe algum tempo. Esta praça encontra-se preenchida pelo Monumento Vittorio Emanuele II, uma grandiosa construção de homenagem ao primeiro rei de Itália Vittorio Emanuele II, projectado por Giuseppe Sacconi. Este foi construído nos finais do séc. XIX, e possui uma estátua equestre do mesmo bem na frente do monumento. Por detrás encontramos a arder a chama eterna, que se encontra guardada dia e noite por soldados armados, no Altar da Nação. Na época em que foi idealizado o objectivo era que fosse visto por toda a cidade e segundo consta foram destruídas várias ruínas da Roma Antiga para que esse objectivo fosse cumprido.
O meu conselho é que suba até ao terraço e aproveite o miradouro para tirar bonitas fotos da cidade, não deixando de beber um café na cafetaria que aqui se encontra.

Monumento Vittorio Emanuele II

Palazzo Venezia
Na mesma praça podemos ainda ver o Palácio Veneza, que nós optámos por não visitar, dada a falta de tempo que tínhamos para fazer tudo o que desejávamos. No entanto, não posso deixar de  o referir. Aqui encontramos as mais importantes colecções da cidade, das artes decorativas medievais, nomeadamente joalharia bizantina, elementos em prata, cerâmica, porcelana, tapeçarias e armaduras.

Palazzo Venezia

Forum Trajano
Seguimos depois em direcção ao Fórum de Trajano, o último dos Fóruns Imperiais da Roma Antiga, que foi mandado construir pelo Imperador Trajano. Este serviu para comemorar a vitória sobre Dácia, e tinha como objectivo ser o maior e mais esplendoroso de todos os Fóruns Imperiais. O trabalho foi entregue ao arquitecto Appolodoro de Damásco e foi inaugurado no ano de 112 d.C..
Várias foram as atracções que aqui encontrámos, tendo valido a pena visitar a zona.

Fórum de Trajano

- Colonna Traiana
A Coluna de Trajano foi mandada construir exactamente com o mesmo propósito do Fórum e é o grande monumento de comemoração da vitória na guerra contra os dácios. Envolta nela podemos encontrar uma faixa helicoidal de figuras que nos mostra as armas, as artes e os costumes, quer dos romanos, quer dos dácios. Na sua base foram depositadas as cinzas do Imperador, cuja estátua podia ser encontrada no topo.

Coluna de Trajano

- Mercati Traianei
O Mercado de Trajano é um complexo de edifícios de seis andares com várias salas, do séc. II, sendo considerado o primeiro centro comercial da história. Tal como o Fórum de Trajano, foi projectado pelo arquitecto Appolodor de Damásco, que acompanhava sempre Trajano nas suas aventuras.

Mercado de Trajano

- Chiesa di Santa Maria di Loreto
A Igreja de Santa Maria de Loreto foi construída a mando da Associação Sodalizio dei Fornai, em 1507, por António de Sangallo. A sua construção ocorreu no local onde existia uma capela, do séc.XV, que continha uma imagem da Virgem de Loreto e daí surgiu o nome da actual igreja.

Igreja Santa Maria do Loreto

- Chiesa SS. Nome di Maria
A Igreja do Santíssimo Nome de Maria, localizada no Fórum de Trajano, é uma igreja católica datada do séc. XVIII. Esta encontra-se em frente à Coluna de Trajano, a alguns passos da igreja quase idêntica mas mais colorida, Santa Maria de Loreto.

Igreja do Santíssimo Nome de Maria

Chiesa di S. Giuseppe dei Falegnami
Decidimos então que voltaríamos ao Coliseu para tirar fotos de noite e assim decidimos começar o percurso para o Coliseu, aproveitando para visitar o que encontraríamos à volta. E assim encontrámos a Igreja de São José dos Carpinteiros, que já tínhamos visto ao longe quando visitámos da parte da manhã o Fórum Romano.
Esta é uma igreja católica, erigida sobre a prisão de Mamertine, que foi iniciada em 1597 e dedicada ao santo padroeiro dos carpinteiros. Vários foram os responsáveis pelo projecto, primeiro arquitecto foi Giacomo della Porta, mas em 1602 o mesmo seguiu sob a direcção de Giovanni Battista Montano (que projectou a fachada), posteriormente e após a sua morte foi o seu aluno Giovanni Battista Soria o responsável e por fim foi António del Grande, que em 1663. concluiu a mesma.

Igreja São José dos Carpinteiros

Basílica Santi Cosme e Damiano
Mesmo a chegar ao Coliseu encontrámos a Basílica de São Cosme e Damião, que não encontrámos em nenhum mapa e que descobrimos por acaso. Esta situa-se no Fórum de Vespasiano, sendo dedicada aos dois irmão gregos, mártires e santos, Cosme e Damião. A mesma resulta da união da biblioteca do Templo da Paz e de uma pare do Templo de Rómulo, projecto idealizado pelo Papa Félix IV. É uma igreja bem simples, mas muito bonita e elegante.

Simples fachada da Basílica São Cosme e Damião
Mosaico por cima do altar
E para terminar só faltava mesmo voltar ao Coliseu e tirar todas as fotos possíveis de modo a recordar para sempre este local. E devo dizer que não nos arrependemos nada, pois se o mesmo já é fantástico durante o dia, à noite ganha uma nova vida.

Coliseu

E assim termina mais um artigo com o roteiro do nosso terceiro dia. Os roteiros dos próximos dois dias serão dedicados a Florença e regressaremos a Roma para o roteiro do sétimo dia, depois de termos  passado também por Pisa.
Caso queiram saber um pouco mais sobre o nosso alojamento em Roma, aceda aqui.

Espero que tenham gostado :) .

E vocês já visitaram Itália? O que acharam? Ou ainda querem visitar?

Este blog tem parceria com o Booking. Se pretender fazer a sua reserva para ficar alojado em qualquer cidade da Itália, contrate o serviço por aqui e estará ajudando o nosso blog, já que o nosso trabalho é voluntário.

Os outros artigos da série referente a esta viagem - roteiros:
Viagem por Roma, Florença e Pisa
Roma 1º e 2º dia
Florença 4º dia
Florença 5º dia
Pisa 6º dia
Roma - último dia

Os outros artigos da série referente a esta viagem - hotéis:
Deseo Home - Roma
Hotel Sonya - Roma
Hotel Mia Cara - Florença
Hotel Bologna - Pisa

Outros artigos dedicados a Roma
Visitar Roma sem gastar
Museus do Vaticano
O meu top 10 das Igrejas de Roma
Forum Romano e Monte Palatino

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Roma - 1º e 2º dia

Roma - 1º e 2º dia

Depois do primeiro artigo referente à minha viagem por Itália (que podem ver aqui), hoje começo uma série de artigos onde pretendo vos dar a conhecer o roteiro feito por nós nesta inesquecível viagem. Neste artigo, dou-vos conta dos locais que visitámos nos primeiros dois dias, uma vez que no primeiro dia visitámos muito pouco dado o avançado da hora que chegámos à cidade.

Roma é uma cidade mítica, que nos conta, através dos seus monumentos, toda a sua história religiosa e cultural. A Cidade Eterna é composta por monumentos  medievais, renascentistas, barrocos e góticos que reflectem todos os contrastes patentes na cidade. Dado tudo o que tinha lido sobre a cidade, estava morta por meter os pés à estrada e começar a explorar a mesma.


1º dia

Chegámos ao aeroporto Ciampino, em Roma, por volta da 14h, como comprámos bilhetes ainda no aeroporto do Porto para o transfer até ao centro da cidade, fomos logo directos ao autocarro e partimos em grande expectativa para o início das nossas férias. Fomos deixámos junto à estação Termini e fomos à procura do hotel Deseo Home (caso queira ver o nosso artigo sobre o hotel aceda aqui).

Assim que deixámos as malas no hotel, saímos para começar a explorar a cidade. No roteiro que tinha feito antes de ir, tinha idealizado para o primeiro dia visitar as Praças e Fontes da cidade, o que acabou por servir apenas como guia inicial porque a verdade é que é impossível seguir à risca um guia nesta cidade. Pois assim que começámos a percorrer a cidade percebemos que a cada esquina encontramos um pedaço de história que nos deixa com mais vontade de continuar a explorar a mesma, esquecendo o que estava inicialmente pré-definido.

Piazza Navona
A Praça Navona foi o primeiro local por nós visitado. Esta é a praça mais emblemática da cidade e tem a forma do antigo estádio romano, sobre o qual foi construída. Ou seja, esta Praça tem a sua origem num estádio para corridas e jogos de competição, que o Imperador romano Tito Flávio Domiciano mandou construir. A Praça sempre foi o centro social de Roma e aqui encontramos três bonitas fontes, numa harmonia arquitectónica que foi planeada durante séculos, para além disso podemos ainda observar a Igreja de SantÁgenese in Agone e o Palácio Pamphili.

Piazza Navona

- Fontana dei Quattro Fiume
A Fonte dos Quatro Rios é a atracção principal desta praça e foi construída em 1651. Bernini projectou quatro estátuas que representam o Rio Ganges, Danúbio, Prata e Nilo, que estão montadas sobre um obelisco egípcio e se encontram rodeadas por leões e outros animais, tendo no cume uma pomba em bronze, que representa a paz no mundo e é o símbolo da família Pamphili.

Fonte dos Quatro Rios

- Fontana di Nettuno
A Fonte de Netuno foi construída em 1574, através do projecto de Giacomo Della Porta, mas em 1878 foi lançado um concurso com o intuito de conseguir harmonizar esta fonte com a de Bernini. Os vencedores foram Gregory Zappala e Antonio Della Bitta. O primeiro criou a escultura A Nereida com Querubins e Cavalos Marinhos e o segundo criou a escultura Netuno Luta Contra um Polvo, o que acaba também por trazer o tema do confronto físico, já patente na estátua da terceira fonte da Praça Navona.

Fonte de Netuno

- Fontana del Moro
A Fonte do Mouro foi projectada por Bernini, para concluir a fonte inicial construída por Giocomo Della Porta, em 1576 e esculpida por Giovanni Antonio Mari, em 1654. Esta tem representada um etíope (mouro) a lutar com um golfinho.

Fonte do Mouro

Piazza della Minerva
Depois de visitada a Praça Navona, partimos em busca do Panteão. E nessa busca  encontrámos a pequena Praça de Minerva, que deve o seu nome ao templo dedicado à deusa Minerva, que se encontrava no local onde actualmente podemos encontrar a Igreja de Santa Maria Sopra Minerva. Aqui encontrámos o elegante Elefantino de Bernini, com o obelisco egípcio às costas.

Elefantino

Panteão
Bem perto encontramos um dos monumentos mais extraordinários da cidade, o Panteão. Este foi o primeiro local a deixar-nos de queixo caído, é indescritível a sensação que se sente quando chegamos à Piazza della Rotonda e nos deparamos com a magnitude deste edifício. O Panteão foi construído com o intuito de ser um templo dedicado a todos os santos, sendo o único edifício de arquitectura greco-romana totalmente intacto, na cidade. Actualmente, é uma igreja católica e o grande destaque é a sua cúpula gigante, que possui uma abertura no topo, permitindo a entrada de luz natural e também da chuva. Aqui podemos também encontrar o túmulo de Vittorio Emanuelle II e de Rafael.

Panteão - a sua entrada
Panteão - o seu interior

Fontana di Trevi 
Seguimos depois em direcção à Fonte de Trevi, que é a maior fonte barroca de Itália, com cerca de 26 metros de altura por 20 de largura, e que foi inaugurada em 1762. 
A grande desilusão desta viagem foi o facto de esta bonita fonte estar em obras e não nos ser possível visualizá-la na sua plenitude.

Fonte de Trevi em reconstrução

Piazza Barberini
Depois da desilusão da Fonte de Trevi decidimos regressar ao hotel (sim, porque gravidez cansa) e olhámos o mapa para ver qual o caminho a escolher para que pudéssemos visitar o máximo possível no percurso de regresso. Nesse caminho de regresso passámos pela Praça Barberini, local bem movimentado, que nos anos 60 foi o centro da Dolce Vita de Roma. Aqui encontramos duas fontes construídas por Bernini, ambas em 1640, para a família Barberini. A Fontana delle Api, composta por abelhas, símbolo da família Barberini e a magnífica Fontana del Tritone.

- Fontana del Tritone
A Fonte do Tritão foi criada por Bernini a pedido do Papa Urbano VIII Barberini, para decorar a Praça de Barberini, que ficava em frente ao Palácio Barberini. Esta é uma das obras-primas de Bernini, e onde podemos ver o Tritão com busto de homem e cauda de peixe, com a cabeça virada para trás, bebendo a água de uma concha, sendo dessa concha que sai a água da fonte.

Fonte do Tritão

Chiesa di Santa Susanna alle Terme di Dioclesiano
Continuando o percurso de regresso ao hotel passámos pela Praça de São Bernardo onde encontrámos a Igreja de Santa Susana nas Termas de Diocleciano, igreja católica romana, que foi reconstruída entre 1585 e 1603 para servir de mosteiro das freiras cistercienses. Desde 1921 tem servido como paróquia para os norte-americanos residentes em Roma. Pena foi estar fechada e apenas podermos apreciar o exterior, que por sinal era bem bonito.

Igreja de Santa Susana nas Termas Diocleciano

Chiesa Santa Maria della Vittoria
E bem próximo a esta situa-se a igreja, de estilo barroco, Santa Maria da Vitória, que foi construída em honra de São Paulo, em 1605, pelas Carmelitas e em 1620 foi dedicada à Virgem Rainha Maria da Vitória. Na capela Cornaro podemos encontrar uma das mais belas esculturas barrocas, O Êxtase de Santa Teresa, de Bernini. Esta igreja ficou mundialmente conhecida através do filme "Anjos e Demónios", baseado no romance de Dan Brown. Aqui tivemos a oportunidade de entrar e ficámos deslumbrados com o que encontrámos.

Igreja Santa Maria da Vitoria

Porta Pia
Bem perto do nosso hotel tínhamos a bonita Porta Pia, inserida na antiga muralha Aureliana, foi construída entre 1561 e 1565, por Michelangelo, a mando de Pio IV. Contudo a sua fachada externa só ficou completa em 1869 com o desenho de Virginio Vespignani.

Como estávamos realmente cansados e sem grande fome, decidimos comprar uma pizza no Caffè Piave, na Via Piave e comer no hotel. Estava assim terminado o primeiro dia, com muito cansaço mas também com muita satisfação e encantamento à mistura.

2º dia
Para o segundo dia tínhamos reservado a visita ao Vaticano e depois vermos o tempo que sobrava e a partir daí decidir o que ainda conseguiríamos visitar. Como levávamos os bilhetes comprados não estávamos muito preocupados com as filas que iríamos encontrar e lá partimos felizes e entusiasmados com o dia que nos esperava. Chegámos cerca de uma hora antes da hora dos bilhetes e tínhamos algum receio que nos impedissem de entrar, mas isso não aconteceu e assim começámos o dia mais cedo do que o previsto.

Vaticano
Quem vai a Roma não pode deixar de conhecer a menor nação do mundo, pois esta é mais do que uma experiência religiosa, é uma oportunidade de ver e sentir grande obras de arte da Humanidade.

A única experiência menos positiva deste dia (mas não posso dizer que tenha sido negativa, porque não me estragou o dia) é a quantidade de pessoas que nos aborda, em volta do Vaticano, para vender visitas guiadas aos museus.

- Museus do Vaticano
A nossa visita ao Vaticano iniciou-se nos Museus e honestamente ia sem grande expectativa, uma vez que não sou uma apreciadora de arte e quando comprei os bilhetes foi com o intuito de poder visitar a Capela Sistina. Mas posso dizer-vos que fiquei completamente rendida ao que vi e vivi uma experiência completamente inesquecível ao puder ficar de frente a obras de arte magníficas e únicas.
Os Museus do Vaticano, tal como o nome indica são um conjunto de museus onde podemos ver diversas colecções que incluem antiguidades greco-romanas, etruscas, egípcias e arte religiosa moderna. Quando entramos encontramos várias placas que nos vão indicando para que lado é que fica cada museu, o que torna a visita bastante organizada.
Uma vez que esta visita foi sem dúvida marcante, posteriormente farei um artigo apenas a falar dos Museus do Vaticano e falando em pormenor de diversos museus que consegui visitar.

Placa a indicar o caminho para os Museus

Escada em Espiral de Giuseppe Momo

- Capela Sistina
Após visitarmos a maior parte dos Museus encaminhámos-nos para aquela que é a principal atracção do Vaticano, a Capela Sistina.
Quando no séc. XV foram iniciadas as restaurações no Vaticano, o Papa Sisto IV ficou encarregue de reconstruir a antiga Capela Magna do Palácio Apostólico. A obra ocorreu entre 1477 e 1481 e quando terminada recebeu o nome de Capela Sistina, em homenagem ao Papa.
Contudo,  em 1504 ocorreram grandes danos na infraestrutura da mesma e como tal, foi necessário proceder a reparações do edifício. Então, em 1506 o Papa Júlio II, decidiu chamar Michelangelo para refazer o fresco do tecto. Mas convencer Michelangelo não foi fácil e o Papa demorou cerca de 2 anos para o conseguir. Este fresco levou 4 anos a ficar pronto e segundo consta o artista fez tudo sozinho, dispensado a ajuda de assistentes.
Devo confessar, que apesar de ter achado a Capela Sistina fantástica não fiquei propriamente surpreendida com o que encontrei. Isto porque os museus já me tinham deslumbrado de tal maneira que ainda vinha em êxtase com o que tinha visto. Quando terminámos a visita percebemos que tínhamos passado a manhã inteira perdidos no meio de fantásticas obras de arte e estávamos os dois completamente deslumbrados.

- Piazza San Pietro
Quando terminámos a visita aos Museus já era hora de almoço, mas decidimos que ainda iríamos à Praça de São Pedro e à Basílica e almoçaríamos mais tarde. A Praça de São Pedro é considerada uma das mais bonitas praças do mundo, foi projectada por Bernini, no séc. XVII, em estilo clássico mas com elementos barrocos. E bem no centro da praça podemos encontrar o obelisco de Heliópolis, do Antigo Egipto. Este é o local ideal para passear e tirar bonitas fotos.


Colunas projectadas por Bernini
Praça de São Pedro vista da Basílica

- Basílica San Pietro
A Basílica de São Pedro, de estilo renascentista, é a maior igreja cristã do mundo e a sua enorme e bonita cúpula (projectada por Michelangelo) pode ser vista de praticamente toda a cidade. Foi construída entre 1506 e 1626 e vários foram os artistas que participaram na sua construção, nomeadamente Bernini, Rafael e Michelangelo.
Várias são as obras de arte que aqui se encontram e que nos fazem ficar completamente deslumbrados:
  • A famosa Pietà, de Michelangelo;
  • A estátua de bronze de São Pedro;
  • A cúpula projectada por Michelangelo;
  • O Museu do tesouro de São Pedro;
  • A estátua de São Longuinho, de Bernini;
  • O túmulo do Papa João Paulo II
Cúpula de Michelangelo
Baldaquino
Pietà
A entrada na Basílica é gratuita, mas é necessário passar por um detector de metais para podermos entrar, o que acaba por provocar uma longa fila. Mas vale a pena a espera, porque a Basílica é realmente muito bonita e imponente.

Bonita Cúpula da Basílica
Basílica de São Pedro
Quando terminámos a visita ao Vaticano decidimos ir comer qualquer coisa rápida e prosseguir na descoberta desta enigmática cidade.
Para tal, almoçámos bem próximo ao Vaticano, no Ristorante Lunch Pizzaria, situado na Piazza del Risorgimento. Foi um almoço rápido e reconfortante que permitiu recarregar baterias para a parte da tarde.

Pasta Pomodoro

Ponte Sant'Angelo
Depois de almoçar partimos em direcção ao Castel Sant' Angelo e encontrámos a bonita Ponte Sant'Angelo, a mais elegante ponte que encontramos sobre o rio Tibre. As suas balaustradas são compostas por dez anjos, concebidos por Bernini, que representam diferentes fases da paixão  de Cristo.

Ponte Sant'Angelo
Ponte Sant'Angelo

Castel Sant'Angelo
Ao chegar ao Castelo decidimos utilizar a primeira entrada a que tínhamos direito, com o Roma Pass. Devo dizer que foi uma excelente opção, apesar de já ter lido em alguns blogs que o castelo não valia a pena ser visitado (não concordo nada). O Castel Sant'Angelo é um imponente monumento, construído sobre o Rio Tibre e que simboliza 2000 anos de história romana, desde Adriano até à Unificação Italiana. Foi mandado construir pelo Imperador Adriano para ser o seu mausoléu, tendo servido também de fortaleza, prisão papal e mais recentemente foi transformado em museu.
Ao longo das muralhas podemos encontrar um acolhedor café com esplanada que proporciona uma vista fantástica sobre a cidade. Outra das vistas fantásticas que podemos obter dos alto das muralhas deste fantástico castelo é a cúpula da Basílica de São Pedro.

Castelo Sant'Angelo
Arcanjo São Miguel
Tecto da Sala do Tesouro

Palácio da Justiça
Depois de sairmos da nossa visita ao Castelo pretendíamos ir até à Piazza del Popolo e fomos caminhando ao longo do Rio Tibre e apreciando os vários edifícios que nos iam surgindo. E nesse percurso deparámo-nos com um majestoso edifício que tentámos decifrar no mapa o que seria, era nada mais nada menos que o Palácio da Justiça. E ficámos ali um tempo especados a admirar o mesmo.

Palácio da Justiça

Chiesa Sacro Cuore del Suffragio
Logo após passarmos o edifício do Palácio da Justiça vimos uma edifício deslumbrante, era a Igreja Santo Coração do Sufrágio. Esta é uma relíquia da arte gótica, destacando-se das igrejas predominantemente renascentistas da cidade. Esta bonita igreja possui um Pequeno Museu das Pobres Almas do Purgatório, que é composto por uma grande vitrina, existente numa única parede. Segundo se sabe, durante um incêndio que deflagrou na igreja, o Padre Juet, começou a ver sinais paranormais. A partir daí começou a estudar casos semelhantes, o que acabou por resultar neste museu, onde encontramos provas destes casos.

Igreja Santo Coração do Sufrágio

Chiesa San Rocco all´Augusteo
Depois de passarmos o Rio Tibre encontrámos a Igreja de São Roque, que data do séc. XVII e foi fundada pela "Irmandade de São Roque" (associação religiosa criada para apoiar os doentes que sofriam de peste).  Esta igreja não possui grandes obras de arte, mas na sua fachada encontramos as Histórias de San Rocco pintadas pelo artista Avanzino Nucci.

Igreja de São Rocco

Mausoleo Augusto
Bem próximo da igreja de São Roque vimos umas ruínas que descobrimos ser o Mausoléu de Augusto. Este foi em tempos um imponente edifício fúnebre, mandado construir pelo imperador romano Augusto, no ano 28 a.C., para servir de túmulo para si mesmo.

Mausoleu Augusto

Piazza del Popolo
Continuámos então a nossa caminhada e por fim chegámos à enorme Praça do Povo, construída no séc. XVI e que funcionava como porta de entrada dos viajantes dos séc. XVIII e XIX, vindos do norte, tendo servido também como palco para a execução dos criminosos julgados na cidade. Nesta enorme praça são várias as atracções que podemos observar, entre elas temos ao centro um Obelisco egípcio de Ramsés II, com uma pequena fonte aos pés. Esta é uma praça cheia de atracções que merece realmente ser visitada, mais que não seja para se deixar invadir pela agitação que aqui paira.

Piazza del Popolo

- Chiesa Santa Maria dei Miracoli
Numa das pontas da praça estão duas igrejas (conhecidas como as gémeas) cuja fachada pode levar a pensar que estas são simétricas, mas que na realidade apresentam algumas diferenças. Contudo só nos foi possível ver a da direita, a Igreja de Santa Maria dos Milagres, uma vez que a da esquerda, igreja de Santa Maria di Monsanto estava fechada.

Interior da Igreja de Santa Maria dos Milagres
As gémeas

- Basílica de Santa Maria del Popolo
A Basílica de Santa Maria do Povo é uma igreja renascentista da Ordem de Santo Agostinho e uma das mais antigas igrejas romanas. Encontra-se repleta de obras primas, nomeadamente Daniel, de Bernini, A Conversão de São Paulo, de Caravaggio, A Assunção da Virgem, de Carracci, entre outros. Aqui podemos ainda encontrar os túmulos de Caravaggio e de Carracci, na capela Cerasi.

Basílica de Santa Maria do Povo
Interior da Basílica de Santa Maria do Povo

Piazza di Spagna
Depois de visitar a Praça do Povo e todas as suas atracções, decidimos apanhar o metro na Estação Flaminio até à próxima paragem, na Estação Spagna (apesar de ser perto as minhas pernas e costas já não aguentavam mais). Rapidamente chegámos à Praça de Espanha, famosa pela sua escadaria que juntamente com a igreja Trinita dei Monti e a praça formam um conjunto arquitectónico fantástico. Bem no centro encontramos a Fontana della Barcaccia. Em tempos foi o local onde estava sediada a embaixada espanhola e daí o seu nome. E apesar de todo o meu cansaço, certo é que não resisti a subir a magnífica escadaria para poder visitar a igreja de que tanto ouvi falar.

Fontana della Barcaccia
A Fonte da Barca é uma engraçada fonte construída pelos dois Bernini, Pietro (pai) e Gian (filho), em 1627, para o Papa Barberini Urbano VIII. Esta representa um barco a naufragar e é composta por várias abelhas e sóis, que constituíam o brasão desta família.

Fonte da Barca

- Scalinata Trinita dei Monti
A Escadaria da Trindade do Monte é uma grande escadaria, construída em 1720 e composta por 135 degraus. Foi feita para ligar a Praça de Espanha à igreja francesa Trinità dei Monti.

Escadaria da Trindade do Monte

Chiesa Trinita dei Monti
A IGreja da Santíssima Trindade do Monte foi fundada pelo rei Carlos VIII de França, no séc.XVI e levou quase 100 anos a ficar pronta. A obra mais importante que aqui encontramos é o fresco A deposição da Cruz, de Volterra. Esta é provavelmente a igreja mais fotografada da cidade.

Interior da Igreja

Piazza della Repubblica
Antes de voltarmos ao hotel para descansar um pouco antes de jantar, decidimos parar na Praça da República. Esta é uma movimentada praça, composta essencialmente por cinemas e bares. Num dos lados da praça encontramos as ruínas dos banhos do imperador Diocleciano e onde Michelangelo incorporou a fantástica igreja de Santa Maria degli Angeli, em 1563. Esta foi para mim a igreja que mais me marcou, pois por fora parecia uma simples igreja em ruínas e por dentro era qualquer coisa de absolutamente incrível.
Bem no centro da praça encontramos a polémica Fontana delle Naidi, da autoria de Mario Rutelli e constituída por várias ninfas, algo que não foi muito bem aceite quando estas foram construídas.

Praça da República

- Basílica Santa Maria degli Angeli
A Basílica de Santa Maria dos Anjos foi edificada no local do complexo de banhos do imperador Diocleciano. Esta resulta da conversão do salão central de banhos, por parte de Michelangelo, quando o Papa Pio IV ofereceu o local aos monges de Santa Cruz.

Exterior da Basílica
Parte do interior da Basílica

Depois de termos ficado completamente deslumbrados com o último local visitado e de termos ido ao hotel descansar um pouco, decidimos ir procurar um local para jantar, que não fosse muito longe e decidimos então ficar pela Osteria Romana Al 39 e não nos arrependemos, pois tivemos um jantar bem agradável e não muito pesado e a um bom preço.

E assim terminava o nosso segundo dia nesta fantástica cidade. Foi um dia repleto de descobertas, de sensações, de arrepios...Não dá para descrever todas as sensações experimentadas nestes dois dias...Sei que fiquei completamente apaixonada por esta cidade e pelas suas obras...

Espero que tenham gostado :)

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Viagem por Roma, Florença e Pisa
Roma 3º dia
Florença 4º dia
Florença 5º dia
Pisa 6º dia
Roma - último dia

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Hotel Sonya - Roma
Hotel Mia Cara - Florença
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