quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Gastronomia do Mundo - Olímpia

Gastronomia do Mundo - Olímpia

Hoje o artigo é dedicado à série "Gastronomia do Mundo", onde falo dos pratos típicos dos locais que vou visitando. Este artigo fala de novo sobre uma cozinha que adoro, a grega, mais especificamente sobre a Hilopites, uma massa típica desta cozinha.

A gastronomia grega tem quatro pressupostos muito importantes e que a tornam numa das cozinhas mais apreciadas do mundo, são eles os ingredientes frescos, o uso correcto das especiarias, o seu famoso azeite e a simplicidade.
Como tal, e quando se trata de culinária, a península do Peloponeso, e em específico a região de Olímpia, tem uma infinidade de pratos tradicionais que se destacam pelas suas receitas simples e pelo frescor dos seus ingredientes.

O prato de hoje é  Hilopites com Camarão, um tipo de massa muito especial, com um corte assimétrico e confeccionada com tomate, originando um prato delicioso.

Para fazer esta receita comece por descascar o camarão e reserve as cascas e as cabeças. Numa panela, em lume médio, refogue as cascas e as cabeças, em azeite, cerca de 3 minutos. Adicione a cebola cortada em cubos, a polpa de tomate e as raspas da vagem de baunilha e deixe refogar por mais 5 minutos.  Adicione o vinho e o conhaque e deixe evaporar, adicione o caldo de carne e deixe ferver. Retire do lume.
Com a varinha passe o preparado e passe a mistura por um coador. Coloque de novo ao lume até ferver, adicione a massa e deixe cozinhar. Junte o camarão e cozinhe por cerca de 3 minutos. Retire do lume e tempere com sal e pimenta.
Adicione  tomate cherry e raspas de uma laranja. Emprate e decore com manjericão fresco.
Para ver a receita original vá a The Cooking Odyssey

Por certo que não ficará indiferente a este saboroso prato de uma das cozinhas mais espectaculares do mundo.

Este blog tem parceria com o Booking. Se pretende fazer a sua reserva para ficar alojado em Olímpia, contrate o serviço aqui e estará a ajudar o nosso blog, já que o nosso trabalho é voluntário.

Leia o nosso artigo sobre Olímpia

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Hotel Katia

Hotel Katia

O Hotel Katia, localiza-se numa zona histórica da cidade de Chaves, bem próximo do Castelo e das Termas da cidade. Fiquei alojada neste local quando me desloquei a Chaves, para um casamento e não posso ter ficado mais satisfeita com o local, o preço e o serviço prestado. 

O Hotel

Os quartos deste hotel são bem modernos e estão muito bem decorados e equipados, com ar condicionado e televisão, assim como rede de internet gratuita. Cada quarto possui uma casa de banho privada, com excelentes áreas.

O nosso quarto

Quando fiz a reserva, pedi um quarto duplo para mim, para o meu marido e como tenho uma filha de 2 anos, disse que não precisava de cama para ela, pois a menina dormiria connosco. Certo é que quando chegámos ao quarto nos deparámos com uma cama de casal e uma cama de solteiro e por apenas 45€ com pequeno-almoço incluído.

A nossa casa-de-banho
Apesar de ter adorado as instalações deste pequeno hotel, o que me faz mesmo recomendá-lo foi a simpatia e disponibilidade demonstrada pela senhora logo desde o início. 
Como tal, a quem estiver para ir até Chaves pode ficar no Hotel Katia, que tenho a certeza que ficará bem instalado.

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quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Descobrir a Catedral de São Paulo

Descobrir a Catedral de São Paulo

A Catedral de São Paulo é uma catedral anglicana, sede do Bispo de Londres e um dos cartões postais da cidade, que foi erguida em honra do Apóstolo Paulo.
Localizada no ponto mais alto da Cidade de Londres, esta bonita catedral protestante ficou concluída em 1711, depois de séculos de construções e reconstruções. Em 1670, após o Grande Incêndio de 1666, o famoso arquitecto Sir Christopher Wren e a sua equipa, decidiram começar a obra do zero, construindo o bonito edifício que é possível ver hoje.

Fachada da Catedral

Ao longo dos séculos foi palco de alguns dos mais importantes eventos da capital britânica, nomeadamente o funeral do Lorde Nelson, do Duque de Wellington, de Sir Winston Churchill e de Margaret Thatcher, a celebração do Jubileu da Rainha Vitória e da Rainha Elisabete II e ainda o casamento de Charles e Diana.

Topo da fachada da Catedral

O seu exterior é de uma beleza incrível, sendo a sua fachada dominada por duas enormes torres, com os seus coruchéus a representarem a paz e a prosperidade, muito semelhante à Igreja romana de Santa Agnese. Mas a sua característica mais notável é a magnífica cúpula, com cerca de 111 metros e que pode ser vista da maior parte da cidade. Wren inspirou-se na majestosa cúpula da Basílica de São Pedro, em Roma.

Cúpula da Catedr

Já o seu interior partilha a beleza do seu exterior, sendo absolutamente deslumbrante. Aqui é possível ver um trabalho magnífico de Wren, que utilizou influências francesas e italianas e criou um local único e com uma simplicidade clássica, digna de ser visitada.

Visão criada por Wren que dá a ideia de oito arcos iguais no corredor

Um dos elementos que mais chama a atenção é o seu magnífico Altar-Mor, de mármore italiano, e o dossel, feito tendo como base vários esboços de Wren.

Coro com Altar Mor ao fundo

Vários são os pontos que merecem ser visitados, mas o principal é sem dúvida a cúpula, uma das maiores do mundo. Ao subir à cúpula não se pode deixar de experimentar a acústica da Galeria dos Sussuros, onde mesmo utilizando uma voz bem baixa, esta poderá ser ouvida do outro lado da galeria. Já bem no topo da cúpula, na Galeria de Ouro, é possível ter uma vista panorâmica da cidade de Londres.

Interior da cúpula com uma magnífica pintura de Thornhill's

Antes de sair da Catedral tem que se descer ao piso subterrâneo, onde se pode visitar a bonita e simples cripta, local onde repousam várias personalidades, nomeadamente o Lorde Nelson, o Duque de Wellington e Sir Christopher Wren.

Retábulo A Luz do Mundo

É uma sorte podermos apreciar a beleza intacta deste belo monumento, uma vez que a mesma já passou por dois incidentes, que poderiam ter consequências bem graves. O primeiro ocorreu em Setembro de 1940, quando uma bomba relógio foi descoberta e removida da catedral. Esta tinha poder suficiente para destruir em completo a Catedral. O segundo ocorreu três meses mais tarde, quando foi encontrada mais uma bomba, desta vez alojada na concha de chumbo do domo.

Não deixe de visitar esta bonita Catedral, que abriga cerca de 200 memoriais, o que a torna um local importante na história de Londres e das pessoas da cidade.

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Não perca os nosso artigos sobre Londres:
Roteiro de 4 dias por Londres
Descobrir a Torre de Londres
Descobrir o Museu Madame Tussaud
Descobrir o Museu Britânico
Descobrir os Parques Reais de Londres
Descobrir a Catedral de Westminster




segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Um dia em...Tunis

Um dia em...Tunis

Hoje o artigo "Um dia em..." é dedicado à bonita cidade tunisina de Tunis, que se acredita que tenha sido fundada pelos fenícios, no séc. VI a.C., tendo sido uma das maiores e mais prósperas cidades islâmicas.

Uma das muitas portas maravilhosas da cidades

Localizada no Mar Mediterrâneo, é uma bonita cidade costeira, sendo a mais bem conservada cidade árabe antiga. É composta por vários monumentos históricos, souqs e uma modernidade única, que a tornam numa das mais bonitas cidades de África.

Tunis

O nosso roteiro
Visitámos a cidade num dos cruzeiros que fizemos e como era a primeira vez em solo não europeu e não sabíamos ao certo o que nos esperar, decidimos ir com um guia.
Desembarcámos no bonito porto de Tunis, conhecido como La Goulette, onde está a bonita fortaleza de Kasbah, construída em 1535, por Carlos I de Espanha.

Adicionar legenda
Depois do desembarque apanhámos um autocarro, já com o nosso guia e seguimos em direcção ao centro da cidade, mais propriamente à zona da Medina de Tunis. Tunis possui uma bonita medina, declarada Património Mundial da UNESCO, em 1979, composta por inúmeras vielas e passagens cobertas, com cores e aromas intensos e um comércio bastante activo. Esta bela Medina é composta por cerca de 700 monumentos, incluindo palácios, mesquitas, mausoléus, entre outros.
Uma das maravilhas desta medina é a fusão de influências e estilos presente na arquitectura, nomeadamente influências orientais, romanas ou bizantinas, aliadas à arquitectura típica árabe.

Várias perspectivas da Medina

Ao chegarmos ao centro fomos logo encaminhados para a Praça Halfaouine, também conhecida como Praça do Governo. Esta é uma bonita e grande praça que se encontra rodeada por vários edifícios governamentais. Aqui, é bem visível o contraste existente entre este local e as ruas à sua volta, dada a discrepância do tipo de construções que ali existem

Praça Halfaouine com o l'hôtel de ville de Tunis ao fundo

Desta praça é possível ver outros monumentos belíssimos e bastante importantes para a cidade, nomeadamente o Palácio de Bey ou Dar-al-Bey, que junta a arquitectura e a decoração de vários estilos e períodos diferentes. Pensa-se que esteja sobre os restos de um teatro romano.

Dar-al-Bey do lado esquerdo da imagem
Outro monumento que é possível ver é a Mesquita do Kasbah, construída pelos almohades em 1230. Foi a primeira mesquita a ser construída em Tunis, depois da Mesquita Al-Zaytuna. Inicialmente, servia como lugar de orações apenas para os soberanos que viviam na Kasbah, posteriomente, tornou-se uma mesquita pública para a oração de sexta-feira.

Mesquita do Kasbah
Depois de passearmos pela praça e pelos edifícios à volta fomos levados mesmo para o interior da medina, pois o propósito seria passearmos pelos diversos souks e visitarmos uma perfumaria, para vermos como eram produzidos os perfumes, e visitarmos um local onde eram feitos bonitos tapetes.

A perfumaria e a loja de tapetes


Na nossa visita pela Medina percebemos que existem vários mercados, sendo alguns de visita obrigatória, nomeadamente o Souk de la Laine, onde se encontram os tecelões, o Souk des Chechias, especializado na produção dos típicos chapéus de lã tunisinos ou ainda o Souk des Orfevres, onde encontrará artigos de ouro de grande qualidade.

Souk des Orfevres

O caos frenético instalado nas ruas da Medina é contagiante, levando-nos a entrar no clima e a regatear o preço das coisas com os lojistas. Algo extremamente necessário, uma vez que os preços costumam estar inflacionados para os turistas.

Souk de La Laine

Um. conselho que dou é que tenha um cuidado redobrado ao visitar os souks, mantendo sempre a sua carteira bem guardada, pois costumam existir inúmeros carteiristas espalhados pela multidão.

Durante o nosso passeio pela medina deparámo-nos com a bonita Mesquita Youssef Dey, igualmente conhecida como Al B'chamqiya. Foi a primeira mesquita otomano-turca a ser construída em Túnis. Este belo monumento histórico serviu inicialmente como local para se falar em público e só em 1631, passou a ser uma mesquita real.


Mesquita Youssef Dey

Outra mesquita que conseguimos ver foi a Al-Zitouna, ou Grande Mesquita, construída no séc. IX. Esta recebeu o nome Zitouna, que significa oliveira, pois o seu fundador tinha por hábito reunir os estudantes do Corão à sombra de uma oliveira. O edifício actual foi mandado construir pelo emir Aghlabide Abou Il Abbés Mohamed, à cerca de 100 anos. É a mais antiga da cidade, sendo conhecida por hospedar a primeira das universidades do Islão e onde se formaram algumas das personalidades mais importantes da Tunísia.
É a Mesquita de Al-Zaytuna e o espaço envolvente que divide a cidade de Tunis em dois subúrbios distintos, a norte a Bab Souika e a sul Bab El Jazira.

O Minarete de Al-Zitouna

Depois de uma manhã bem passada seguimos em direcção a Cartago, para visitar o Sítio Arqueológico de Cartago (posteriormente farei um artigo dedicado a Cartago).
Cartago foi uma potência na Antiguidade, tendo disputado com Roma o controle do Mar Mediterrâneo, originando as três Guerras Púnicas, que levaram à destruição do local. Esta foi em tempos uma bela cidade, sendo actualmente um bairro de Túnis, onde existe uma estação arqueológica e turística bastante importante.
Classificada como Património Mundial da UNESCO, em 1979, as ruínas de Cartago, são uma das atracções mais populares do país.

Ruínas de Cartago

Depois de visitar as ruínas de Cartago seguimos em direcção a Sidi Bou Said,uma vila pitoresca, localizada a nordeste de Tunis. Famosa pelas suas casas brancas e azuis, que surgem da magnífica combinação entre a arquitectura árabe e andaluza, Sidi Bou Said é igualmente famosa por ser o lar de muitos artistas tunisinos, alguns dos quais membros da "Escola de Tunis".

Sidi Bou Said

Uma casa típica de Sidi Bou Said

E terminava assim um dia magnífico sob o fantástico sol africano. Um dia em que entrámos em contacto com uma realidade bem diferente da nossa e que nos levou a agradecer a vida que temos, mas também a admirar este fantástico povo e a sua magnífica cultura. Sem dúvida um lugar inesquecível.

E vocês já visitaram Tunis? O que acharam? Ou ainda querem visitar?


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